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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

terça-feira, 27 de setembro de 2016

III Semana do Conhecimento da UPF ocorre em outubro

  • Por: Assessoria de Imprensa
A terceira edição da Semana do Conhecimento da Universidade de Passo Fundo (UPF) será realizada de 3 a 7 de outubro de 2016. O evento também integra a XXVI Mostra de Iniciação Científica (MIC) e a X Mostra de Extensão. O tema principal desta edição é “Universidade e Comunidade em transformação”.
Construir conhecimento com a realidade possibilita ampliar a capacidade de enfrentar criativamente problemas sociais, qualificar a formação acadêmica e aprofundar o compromisso ético, social e político dos sujeitos envolvidos no processo. É com esse objetivo que o evento deseja construir novas práticas de ensino, pesquisa e extensão. A ideia dessa edição é, além de promover a integração das práticas da Universidade, propor um diálogo que se aproxime ainda mais da comunidade.
A Semana do Conhecimento também visa consolidar espaços permanentes de formação e sensibilização para um olhar integral sobre as práticas desenvolvidas na UPF, possibilitando colocar tanto o pensar-sobre quanto o agir-com em um movimento comum.
Mais informações no site www.semanadoconhecimento.upf.br.
Programação
03/10
- 14h: Apresentações de trabalhos - Bolsistas Pibic Cnpq
- 14h: Roda de conversa - Conectando diálogos – O contexto multidisciplinar e interdisciplinar nas profissões (Ac. Ana Cristina Nicolodi; Me. Vinicius Rauber e Souza)
- 18h: Sessão de pôsteres dos bolsistas (CNPq e Fapergs) no Centro de Convivência
- 19h30min: Conferência de abertura - Conferencista - Prof. Dr. Ricardo Spíndola Mariz (Universidade Católica de Brasília - UCB)
04/10
- 8h30min: Apresentação de trabalhos
- 8h30min: Apresentação de trabalhos dos bolsistas Probic Fapergs
- 9h: Oficina - O teatro como produtor de protagonismo na saúde (Patrícia Ferri; Guilherme Pinheiro)
- 14h: Apresentação de trabalhos
- 14h: Apresentação de trabalhos dos concorrentes ao Prêmio Aluno Pesquisador
- 14h: Roda de conversa - SMS de Tapera, Marau e São Domingos do Sul
- 19h30min: Palestra - O que a filosofia tem a dizer sobre... Mercantilização da Universidade – Palestrantes - Prof. Phd Altair Fávero e Prof. Me. Ivan Dourado
05/10
- 8h30min: Apresentação de trabalhos
- 9h: Conferência - Extensão e protagonismo estudantil - Conferencista - Prof. Dr. Humberto Tommasino (Universidad De La República Uruguay - Udelar)
- 14h: Apresentação de trabalhos
- 14h: Roda de conversa - Biossegurança e sua importância em todas as áreas da saúde (Dra. Juliane Bervian; Ac. Caroline Magnabosco)
- 14h:  Oficina - A arte de doar e compartilhar vida (Profs. Me. Cristiane Barelli, Dra. Bibiana de Paula Friederich, Me. Mariane Loch Sbeghen e Me. Fabiana Beltrame e bolsistas Paidex do ComSaude)
- 19h30min: Palestra - O que a filosofia tem a dizer sobre... Mercantilização da Universidade – Palestrantes - Prof. Phd Altair Fávero e Prof. Me. Ivan Dourado
06/10
- 8h30min: Apresentação de trabalhos
- 9h: Roda de conversa - SMSs de Paim Filho, Vanini e Hospital São João de Sananduva
- 14h: Apresentação de trabalhos
- 14h: Roda de conversa -  SMSs de Vila Lângaro, São José do Ouro e Caseiros
- 19h30min: Apresentação de trabalhos
- 19h30min: Oficina - Das leituras possíveis: história, memória oral e imagens (Marlise R. Meyrer, Luciane Maldaner e Bruna Telassim Baggio)
- 19h30min: Palestra - Luta antimanicomial e saúde mental. Palestrante - Roque Júnior
07/10
- 9h: Oficina - Como preencher corretamente o currículo lattes (Mestranda PPGAdm/Feac Jênifer de Brum Palmeiras)
- 14h: Oficina - Mais que acadêmicos, humanos (Observatório da Juventude, Educação e Sociedade)
- 19h30min: Encerramento da III Semana do Conhecimento/Entrega dos Prêmios e Espetáculo “Musicando aprendizagens”, com grupos artísticos da UPF

Exposição “Onde a esperança se refugiou”, foi lançada ontem



A exposição “Onde a esperança se refugiou”, foi lançada ontem (26), no Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (MAVRS) e apresenta informações sobre o contexto em que se deram as ditaduras na América Latina. 

Visite a exposição até o dia 21 de outubro.



1938: Lançamento do Queen Elizabeth

No dia 27 de setembro de 1938 foi lançado à água, em Liverpool, o então maior navio de passageiros de todos os tempos. Com suas 83 mil toneladas, o Queen Elizabeth podia transportar 2.285 pessoas.
Queen Elizabeth
O transatlântico Queen Elizabeth foi fabricado no estaleiro John Brown, no Rio Clyde, perto de Glasgow. Só que o lançamento às águas do então maior navio de passageiros do mundo aconteceu numa época não muito propícia. O início da Segunda Guerra Mundial, no ano seguinte, levou por água abaixo (pelo menos temporariamente) os planos da companhia de navegação Cunard Line.
Os últimos detalhes da embarcação foram montados às pressas e a pintura substituída por uma camuflagem, para o transporte de tropas na guerra. O navio era uma verdadeira obra-prima da navegação: 314 metros de comprimento, 36 metros de largura e mais de 83 mil toneladas de peso.
Foi necessário esperar a enchente de fevereiro de 1940 para deslocar o navio sem tocar o fundo do rio. Para protegê-lo de minas, o Queen Elizabeth foi desmagnetizado e navegou sem iluminação.
Estratégia antinazista
No dia 2 de março de 1940, tomou rumo para Nova York, escoltado por destróieres da Marinha. Para despistar os submarinos inimigos alemães, foi organizada uma partida falsa. Centenas de pessoas se aglomeraram no porto, malas e caixas com supostos mantimentos foram empilhados no cais. E os submarinos de Hitler caíram na armadilha. Eles mobilizaram em vão seus bombardeiros, pois o Queen Elizabeth há muito já estava fora do alcance.
Cinco dias depois, o transatlântico aportava em Nova York, onde já estava o navio-irmão Queen Mary, que era menor e mais rápido. Quatro anos mais velho que o Elizabeth, o Mary também estava sendo camuflado e equipado para o transporte de tropas na Austrália.
Alguns meses mais tarde, o Elizabeth estava prestando serviço em Cingapura, para depois transportar soldados australianos até o norte da África. Finalmente, em março de 1946, o Queen Elizabeth começou as atividades para as quais havia sido concebido: os cruzeiros marítimos.
Tanto o Queen Mary como o Queen Elizabeth viveram seu auge principalmente graças aos ex-soldados, que conheceram as embarcações em outras circunstâncias e agora pretendiam realmente desfrutar do luxo e do conforto de um transatlântico.
Concorrência do avião
Os navios começaram a tornar-se um negócio altamente lucrativo para as companhias marítimas. Para garantir lugar, as cabines de primeira classe tinham que ser reservadas com um ano de antecedência. Nos primeiros anos da década de 1960, entretanto, cada vez mais pessoas passaram a viajar da Europa à América de avião. Os enormes hotéis flutuantes começaram a ficar vazios.
Tentando reverter esta situação, em 1965, a Cunard Line resolveu reformar completamente o Queen Elizabeth para torná-lo ainda mais atraente. Como estes esforços fossem em vão, o navio foi retirado definitivamente de circulação. Sua última viagem sob bandeira britânica aconteceu em outubro de 1968, com destino aos Estados Unidos. Mas, devido à falência do grupo que iria usá-lo para fins turísticos na Flórida, o transatlântico foi comprado num leilão por um chinês.
Seus planos eram transformar o transatlântico numa universidade flutuante. Durante a reforma total que a embarcação estava sofrendo em Hong Kong, entretanto, um incêndio a destruiu completamente, levando o Queen Elizabeth a pique no dia 9 de janeiro de 1972.

domingo, 25 de setembro de 2016

Equipe do LEC (PPGH/UPF) divulga Primeira Circular do V Simpósio do GTHRR/Regional Sul (maio 2017)

V SIMPÓSIO DO GRUPO DE TRABALHO DE HISTÓRIA
DAS RELIGIÕES E DAS RELIGIOSIDADES - REGIONAL SUL
“Transe, êxtase e possessão nas religiões e religiosidades”
24 a 27 de maio e 2017 – Campus I da UPF

Primeira Circular

O Grupo de Trabalho de História das Religiões e das Religiosidades (GTHRR) da ANPUH – Núcleos Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná -, convidam estudantes, professores, pesquisadores e os demais interessados pela temática das crenças para participarem do V Simpósio do Grupo de Trabalho de História das Religiões e das Religiosidades – Regional Sul, que acontecerá no Campus da Universidade de Passo Fundo (UPF) entre 24 e 27 de maio de 2017.
O simpósio tem como objetivos promover discussões e compartilhar experiências entre profissionais e estudantes que se dediquem a compreensão da conformação social e cultural das sociedades, em especial, pelos estudos dedicados às crenças e suas variações, riquezas e potencialidades analíticas. Também visa instrumentalizar e estimular estudantes e professores de todos os níveis a reflexão-ação em prol do respeito às diferenças e a compreensão das diversidades como potencialidades formativas.
A programação prévia já está disponível (abaixo) e conta com três conferências, três mesas redondas, espaço para simpósios temáticos e as devidas comunicações de trabalho, lançamento de livros, reuniões administrativas dos GTs estaduais e do GT-Regional Sul, bem como atividades culturais.
Nesta primeira circular apresentamos o cronograma de proposição de simpósios temáticos e de oficinas que, após analisados pelo Comitê Científico, serão divulgados no site do evento (está em construção).

PROPOSIÇÃO DE SIMPÓSIOS TEMÁTICOS
A proposta de ST deverá ser feita por até dois coordenadores vinculados a instituições diferentes, preferencialmente de estados diferentes. Caberá ao(s) coordenador(es) avaliar e selecionar as comunicações inscritas no respectivo ST e definir a programação do grupo, sempre com o objetivo de garantir ampla participação e tempo necessário para apresentação, discussão e aprofundamento das questões suscitadas. Condições para a inscrição de propostas de STs:
Os proponentes de STs deverão ter titulação de doutor e/ou doutorando.
As propostas de Simpósios Temáticos deverão conter: título; resumo e bibliografia; justificativa da relevância do tema; nome(s) do(s) coordenador(es); titulação e vínculo institucional do(s) coordenador(es); endereço, telefone e e-mail para contato; link do CV Lattes. As propostas devem ser enviadas para o email para gizezanotto@yahoo.com.br.
A organização está buscando auxílio financeiro junto a agências de fomento pois pretende-se auxiliar os coordenadores com passagens e/ou hospedagem. Todavia, somente depois do resultado dos editais poderemos confirmar essa ajuda de custos. Os coordenadores estão isentos do pagamento da inscrição.

PROPOSTAS DE OFICINAS
A proposta de Oficina deverá ser feita por até dois ministrantes vinculados a instituições diferentes, preferencialmente de estados diferentes (no caso de duplas). Condições para a inscrição de propostas de Oficinas: ter titulação mínima de mestre.
As propostas de Minicurso deverão indicar: título; nome(s) do(s) proponente(s); titulação e vínculo institucional do(s) proponente(s); endereço, telefone e e-mail para contato; link do CV Lattes, ementa, forma de desenvolvimento do curso, objetivos, programa e bibliografia; Indicação de equipamentos necessários para o adequado funcionamento do curso (sujeito à confirmação de disponibilidade). As propostas devem ser enviadas para o email para gizezanotto@yahoo.com.br.
A organização está buscando auxílio financeiro junto a agências de fomento pois pretende-se auxiliar ministrantes de oficina com passagens e/ou hospedagem. Todavia, somente depois do resultado dos editais poderemos confirmar essa ajuda de custos. Os ministrantes estão isentos do pagamento da inscrição.

AVALIAÇÃO DAS PROPOSTAS
As propostas serão avaliadas levando em conta sua consistência, relevância e clareza, bem como a experiência profissional dos proponentes. O resultado será divulgado no site do evento, conforme o cronograma abaixo.
Em caso de dúvida envie um email para gizezanotto@yahoo.com.br

CRONOGRAMA
Proposição de Simpósios Temáticos – de 01 de novembro a 30 de dezembro de 2017
Proposição de Oficinas – de 01 de novembro a 30 de janeiro de 2017
Apresentação de trabalhos – de 15 de fevereiro a 30 de março de 2017
Inscrição de Ouvintes – de 15 de fevereiro a 25 de maio de 2017
Inscrição em Oficinas - de 15 de fevereiro a 25 de maio de 2017

VALORES DAS INSCRIÇÕES
MODALIDADE - OUVINTES
VALOR
Ouvintes (participantes de todas as titulações, sem apresentação de trabalhos)
R$ 20,00
Participantes de Oficinas
R$ 10,00
MODALIDADE – APRESENTADORES DE TRABALHO

Acadêmicos de graduação
R$ 30,00
Professores da rede básica de ensino
R$ 50,00
Graduados e Acadêmicos de pós-graduação
R$ 50,00
Pesquisadores/Professores universitários
R$ 70,00

Organização: Laboratório de Estudo das Crenças (LEC-PPGH), PPGH, História, GTHRR/Sul, GTHRR/RS

Atenciosamente,
Gizele Zanotto (PPGH/UPF)
Comissão Organizadora



PROGRAMAÇÃO PREVISTA

Data/turno
24/05
Quarta-feira

25/05
Quinta-feira
26/05
Sexta-feira
27/05
Sábado

Manhã
08 – 10 h

10:15 – 12:30 h

Credenciamento

Oficinas

Mesa-Redonda 1

Religiões e Religiosidades em perspectiva histórica

Profa. Dra. Beatriz Teixeira Weber (UFSM)
Prof. Dr. Artur Cesar Isaia (UFSC/UNILASALLE)
Prof. Dr. Marcos Gonçalves (UFPR)

Credenciamento

Oficinas

Mesa-Redonda 2

A religião é uma festa: fronteiras tênues entre sagrado e profano

Profa. Dra. Maura Regina Petruski (UEPG)
Prof. Dr. Cairo Mohamad Ibrahim Katrib (UFU - Campus Ituiutaba)




Oficinas

Mesa-Redonda 3

As religiões e as religiosidades no ensino

Prof. Dr. Fábio Lanza (UEL)
Prof. Dr. Gerson Machado (FCJ/MASJ (Fundação Cultural de Joinville / Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville)
Prof. Dr. Mauro Dillmann (FURG)




Passeio Conhecendo Passo Fundo (inscrição no Credenciamento)



Visitas Museu Histórico Regional e Arquivo Histórico Regional
Tarde
14 – 17:30 h


Simpósios Temáticos

Simpósios Temáticos

Simpósios Temáticos
Visita ao Cemitério Vera Cruz – Museu a Céu Aberto

17:30 – 18:30 h


Reunião Administrativa dos GTs estaduais

Reunião Administrativa do GTHRR/Sul

Lançamento de Livros

Noite
19:30 – 22:30 h
Conferência:

"Transe, ritual e mito nas religiões afro-brasileiras"

Prof. Dr. Reginaldo Prandi (USP)
Conferência:

"Transe" e "possessão": pensando os discursos intelectuais acerca das religiões afro-brasileiras

Profa. Dra. Vanda Fortuna Serafim (UEM)
Conferência:


Profa. Dra. Miriam Cristina Marcilio Rabelo (UFBA)




1957: Eisenhower envia soldados para proteger alunos negros

Em 25 de setembro de 1957, o presidente dos Estados Unidos, Dwight Eisenhower, ordenou que soldados fossem a Little Rock, no estado do Arkansas, para proteger nove alunos negros.
Washington queria impor a decisão tomada por um tribunal de acabar com a discriminação racial nos estabelecimentos de ensino norte-americanos. Em 1954, a Corte Suprema dos Estados Unidos sentenciara o fim da discriminação racial nos colégios. Nos anos seguintes, as cortes continuaram expedindo sentenças para acabar com a discriminação racial em repartições públicas e nos transportes coletivos.
Estados conservadores
Entretanto, alguns estados do sul, mais conservadores, não seguiram a nova determinação e vinham impedindo o acesso de alunos negros às aulas. Em setembro de 1957, o governador Orval Faubus, do Arkansas, ordenou aos soldados da Guarda Nacional que impedissem a entrada de nove alunos negros na High School de Little Rock.
Depois de casos de agressão entre pais e alunos brancos e negros na capital do Arkansas, o presidente Dwight Eisenhower ordenou, em 25 de setembro de 1957, o envio de uma divisão a Little RockEles receberam a missão de restabelecer a ordem na cidade e escoltar os nove estudantes até sua escola.
Enquanto isso, prosseguiu a pressão dos movimentos negros em defesa dos direitos civis. Tal pressão levou o Congresso dos Estados Unidos a aprovar, em 1957, uma nova lei de direitos civis e a criar uma comissão para examinar a proibição de voto aos negros e garantir-lhes igualdade de tratamento.
Discriminação racial na universidade
Caso semelhante ao do Arkansas aconteceu em setembro de 1962, no Mississippi, quando o presidente norte-americano John Kennedy precisou enviar 750 soldados da Guarda Nacional. Tratava-se de uma desordem pública - no caso, protagonizada pelo governador daquele Estado, Ross Barnett, que tentava impedir a entrada do negro James Meredith na Universidade de Mississipi, reduto de brancos. Meredith, de 29 anos, era o primeiro aluno negro daquele estabelecimento de ensino.
Em Arkansas, a violência se restringiu à atitude racista e deixou um ferido. Já no Mississipi, duas pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas no confronto entre brancos racistas e policiais encarregados de proteger o aluno negro.
Tropas federais permaneceram no campus até a graduação de Meredith em ciências políticas em 1963, mesmo ano em que Martin Luther King pronunciou seu famoso discurso "Eu tenho um sonho". O governador Barnett, vencido, fez uma declaração pelo rádio, na qual afirmou, arrogante: "Nunca vamos nos render."

sábado, 24 de setembro de 2016

Farc ratificam acordo de paz por unanimidade

Grupo armado dá aval a pacto alcançado com governo colombiano, sinalizando fim de conflito iniciado há mais de meio século. Acordo será assinado pelo presidente do país em ato solene em Cartagena.
Farc Rebellen Guerilla Kolumbien Symbolbild Silhouette Sonne
As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) anunciaram nesta sexta-feira (23/09) que seus líderes ratificaram por unanimidade o acordo de paz alcançado com o governo colombiano, sinalizando que abandonarão as armas após 52 anos de conflito.
"Informamos que os guerrilheiros-delegados deram respaldo unânime ao acordo de paz", disse em coletiva de imprensa Luciano Marín Arango, conhecido como Iván Márquez e que encabeçou a equipe negociadora nas Farc. "A guerra acabou. Viva a Colômbia, viva a paz", declarou.
Márquez destacou, após a conclusão da conferência nacional das Farc, que com o apoio unânime se reafirma a "coesão interna" que tem o grupo e que, em sua opinião, sempre tiveram "em sua trajetória rebelde". Essa foi a décima e última conferência das Farc como grupo armado ilegal.
O acordo – alcançado em agosto em Cuba, após quase quatro anos de negociações – será assinado na próxima segunda-feira, num ato solene em Cartagena, pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o número um das Farc, Rodrigo Londoño Echeverri, conhecido como Timochenko. Chefes de Estado da região também são aguardados, assim como o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o secretário de Estado americano, John Kerry.
O acordo contempla o abandono das armas pela guerrilha e sua transformação em movimento político. Na coletiva de imprensa, Márquez não deu detalhes sobre a nova agremiação política, que deve ocupar dez assentos no Congresso, segundo prevê o pacto de paz.
Após a assinatura na semana que vem, o acordo ainda deverá ser referendado pelos colombianos num plebiscito marcado para o próximo dia 2 de outubro. Todas as pesquisas projetam a vitória do "sim" na consulta popular.
Em mais de 50 anos, o conflito na Colômbia, o mais longo das Américas, provocou a morte de 220 mil pessoas e deixou mais de 6 milhões de deslocados internos.
LPF/ap/efe/rtr
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

1991: Fundação do Partido Aliança 90

No dia 23 de setembro de 1991, diversos movimentos pelos direitos civis do leste alemão uniram-se em Potsdam num partido de nome Aliança 90. Mais tarde, este partido se aliaria ao Partido Verde alemão.
Tudo começou cinco semanas antes da queda do Muro de Berlim, em outubro de 1989. Opositores do regime da antiga Alemanha Oriental, a RDA – República Democrática Alemã –, reuniram-se num apartamento perto da Igreja Samariter, no leste de Berlim. Durante o encontro secreto, foram debatidas as possibilidades de congregar sob um mesmo teto diversos movimentos populares em ação no país. Essa tentativa, no entanto, acabou fracassando.
Dois anos mais tarde, em setembro de 1991, foi formada enfim tal aliança. O movimento popular Democracia Agora, a Iniciativa para a Paz e os Direitos Humanos e parte do Novo Fórum fundaram, em Potsdam, o partido Bündnis 90 (Aliança 90), de ação nacional. Segundo Werner Schulz, membro do Novo Fórum, a decisão de aglomerar tendências convergentes num só partido teve razões explicitamente pragmáticas.
"Por um lado, tínhamos a experiência de ser oposição na Alemanha Oriental, onde os diversos movimentos foram obrigados a trilhar caminhos distintos. Por outro, ganhávamos uma nova experiência na Alemanha Ocidental, onde esses caminhos teriam de se unir para formar um tronco mais forte. Foi isto o que aconteceu", explica Schulz.
Coligação
Sem unir as forças, os pequenos movimentos populares remanescentes da antiga Alemanha Oriental não teriam tido chance alguma de sobrevivência. Opondo-se uns aos outros nas eleições, eles não teriam conseguido alcançar o mínimo de 5% de votos exigido para a representação no Parlamento alemão.
Aliados ao Partido Verde, esses movimentos populares conseguiram atingir inclusive 10%. Foram formadas chapas eleitorais sob o nome Aliança 90/Os Verdes. Contudo, em 1991, não se visava ainda a formação de um partido conjunto da Aliança 90 com o Partido Verde.
Princípios básicos, no entanto, já eram comuns aos dois partidos, como esclarece Werner Schulz: "A principal diferença era a origem distinta; o outro processo social, que vivenciamos na Alemanha Oriental. Apesar disso, nós somos, obviamente, aliados autênticos, pois temos uma cultura política semelhante. E tratamos, acredito eu, dos mesmos temas, porém valorizando-os de maneira distinta."
Chegar a um consenso sobre o peso a dar para cada tópico político, conseguindo trilhar um caminho comum, foi o grande desafio da Aliança 90 e dos verdes. Os quase três mil membros de movimentos populares nos estados da ex-Alemanha Oriental receavam ser engolidos pela estrutura já existente do Partido Verde ocidental. Por outro lado, estava claro para eles que, sozinha, a Aliança 90 não teria a menor chance nas eleições parlamentares de 1994 na Alemanha unificada.
Fusão do nome
Nos dois anos seguintes, os dois partidos aproximaram-se cada vez mais. Em abril de 1993, foi selada a sua fusão, com o nome de Aliança 90/Os Verdes. O objetivo era tornar-se o terceiro maior partido político alemão nas eleições parlamentares de 1994. A nova plataforma política deveria incluir não apenas as questões de interesse de cada movimento reunido na Aliança 90/Os Verdes, mas também um programa de maior alcance social.
Na convenção de Mannheim, em 1994, o programa político do partido foi definido. Ludger Vollmer, o segundo porta-voz da Aliança 90/Os Verdes, esclareceu então o "pacote de cinco complexos temáticos", que trataria de diversas questões político-sociais: a configuração da unificação alemã, o papel da Alemanha unificada nas instituições e nos conflitos europeus e internacionais, a política interna alemã, o papel da mulher da vida política do país e a ecologia.
Com esse programa, o novo partido Aliança 90/Os Verdes garantiu o seu lugar no Parlamento alemão nas eleições de 1994, conseguindo tornar-se a terceira força política do país. Quatro anos depois, o partido passaria até mesmo a fazer parte do governo, formando uma coalizão com o Partido Social Democrata (SPD), ainda que tenha perdido 0,9% de votos em relação ao resultado obtido nas eleições parlamentares anteriores.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

1870: Paris é cercada pelos alemães

Em 19 de setembro de 1870, o cerco das tropas alemãs a Paris marcou o início do fim da guerra de Otto von Bismarck contra Napoleão 3º.
Após a guerra teuto-francesa, Bismarck governou a Prússia de 1871 a 1890
O fato que conduziu diretamente ao irrompimento da Guerra Franco-Prussiana de 1870 foi a candidatura do príncipe Leopoldo von Hohenzollern-Sigmaringen, um parente distante do rei prussiano Guilherme 1º, ao trono espanhol, que havia ficado vago após a revolução de 1868.
Embora sem o consentimento de Guilherme 1º, o então chefe de governo da Prússia, Otto von Bismarck, convenceu Leopoldo de que o trono espanhol deveria ser ocupado por alguém da dinastia Hohenzollern. Já a França, governada por Napoleão 3º, sobrinho de Napoleão Bonaparte, foi contra, por temer um desequilíbrio de poder na Europa em favor dos alemães.
Num gesto extremo, Paris ameaçou a Prússia com guerra, caso não retirasse o apoio ao candidato ao trono espanhol. A pressão de Guilherme 1º cresceu, a ponto de Leopoldo desistir oficialmente. Mas Napoleão 3º, que pretendia ver a Prússia humilhada, exigiu do soberano alemão um pedido oficial de desculpas e, acima de tudo, a garantia de que também no futuro a dinastia Hohenzollern não ambicionaria o trono espanhol.
Esta exigência foi manipulada por Bismarck para ser entendida como um ultimato da França. Ele não só acreditava que seu país estivesse preparado para um conflito armado; apostava, também, no efeito psicológico que uma declaração de guerra contra a Prússia teria nos países vizinhos. Contando com a solidariedade dos países de idioma alemão, estaria praticamente atingida a meta da unificação.
Vizinhos do sul aliaram-se à Prússia
A guerra foi declarada pela França a 19 de julho de 1870 e, imediatamente, a Alemanha e seus vizinhos do sul uniram-se numa frente contra Napoleão 3º e suas tropas. O Império Áustro-Húngaro, a Rússia, a Itália e a Inglaterra preferiram manter a neutralidade. Enquanto as tropas alemãs, do comandante conde Helmuth von Moltke, dispunham de 400 mil soldados, os franceses conseguiram mobilizar apenas 200 mil.
A primeira batalha, a 2 de agosto, em Saarbrücken, foi vencida pela França. Quatro dias depois, entretanto, o país sofria a primeira derrota. As seguintes seriam em Vionville (15 de agosto), Gravelotte (18) e Beaumont (30/08).
A batalha decisiva foi iniciada na manhã de 1º de setembro, em Sedan. Napoleão chegou ao campo de batalha na tarde do mesmo dia e assumiu o comando militar. Ao conscientizar-se da situação desoladora, ordenou que fosse içada a bandeira branca. Na mesma noite, foi negociada a capitulação e a prisão de Napoleão e 83 mil soldados franceses.
Quando esta notícia chegou a Paris, houve uma rápida rebelião, a Assembleia Constituinte foi dissolvida e, a 4 de setembro, proclamada a República Francesa. No dia 19 de setembro de 1870, as tropas alemãs cercaram Paris. Nos conflitos que se seguiram, comandados pelo governo da resistência, em Tours, os franceses foram derrotados pelos prussianos. Os sérios problemas de abastecimento e a forma rudimentar com que a população civil tentava evitar a tomada da capital apressaram a capitulação, a 19 de janeiro de 1871.
Um dia antes, Guilherme 1º havia sido coroado imperador alemão no Palácio de Versalhes, selando o objetivo de Bismarck, de uma grande potência alemã. A capitulação formal de Paris e o armistício aconteceram a 28 de janeiro de 1871. Seguiram-se a composição da Assembleia Nacional francesa e a constituição da Terceira República. O acordo de paz foi selado em Frankfurt, a 10 de maio de 1871. Como reparação de guerra, a França abdicou da Alsácia e foi forçada a pagar uma alta soma em dinheiro.

Quer saber mais sobre a Guerra do Paraguai? Então venha!



Tema: Guerra da Tríplice Aliança, História e Historiografia
Doutorando Wagner Cardoso Jardim (PPGH/UPF)
Data: 22 e 29 de setembro de 2016
Horário: 14:00hs às 16:30hs
Sala: 230 do IFCH

Leituras indicadas!
Wagner Cardoso Jardim

José D’Assunção Barros

Atividade aberta a todos os interessados!