quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

1871: Fundação do Império Alemão

Com a guerra contra a França vencida, o rei Guilherme 1º da Prússia foi proclamado imperador alemão em Paris em 18 de janeiro de 1871. Bismarck convencera os principados e reinos alemães a se unificarem num só Estado.
Otto von Bismarck (picture-alliance/dpa)
Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes, em Paris. A luz de 32 lustres de prata se multiplica pelo reflexo das paredes ao longo do salão de 73 metros. Flores, laranjeiras e móveis barrocos luxuosos compõem o cenário ao redor de centenas de pessoas em trajes de gala. Lá estão o rei prussiano e sua corte, muitos príncipes alemães e numerosos militares de alto escalão exibindo suas medalhas.
O coral encerra a cerimônia religiosa encomendada pelos soberanos alemães no palácio real do inimigo já praticamente derrotado. Mas não é a missa em ação de graças que eles celebram. Eles vieram para concretizar um velho sonho alemão: o sonho do Império Alemão, o sonho de ter novamente um imperador. Aos 71 anos, Guilherme 1º, rei da Prússia, é proclamado imperador alemão pelos príncipes presentes.
Na cerimônia cheia de ostentação, o escolhido não se sentia muito confortável. Na véspera, havia escrito:
"Assumo um império apenas nas aparências. Não serei mais do que um 'presidente'. Mas se já chegamos até aqui, tenho de carregar esta cruz. Amanhã me despedirei da velha Prússia, à qual sempre estive ligado e sempre estarei. Nem consigo expressar como me sinto desesperado."
Papel de Bismarck
Uma pessoa, ao menos, estava mais do que satisfeita. Afinal o restabelecimento do Império era basicamente obra sua, cujos frutos ele finalmente podia colher após longos anos de trabalho: Otto von Bismarck, primeiro-ministro prussiano e primeiro chanceler (chefe de governo) do Império recém-fundado.
Demorou longos anos até que a colcha de retalhos Alemanha, com seus pequenos principados e reinos, formasse um Estado nacional único, sob liderança da Prússia. O reino de Guilherme 1º e Bismarck travou duas guerras para atingir seu objetivo: em 1866, contra a Áustria, e em 1870/71, contra a França.
Através da guerra contra a França, Bismarck conseguiu despertar o entusiasmado espírito nacional que lhe permitiu conquistar a adesão dos principados que ainda resistiam à unificação nacional. No fim de 1870, chegara a hora. A Liga Setentrional Alemã rebatizou-se como Império e, em vez de uma presidência, passaria a ter um imperador. Apenas o rei Ludwig da Baviera hesitava ainda em declarar sua adesão.
Data histórica para a Prússia
Na última noite de 1870, o príncipe herdeiro da Prússia e futuro rei Frederico 3º anotou em seu diário:
"O imperador declarou não desejar fazer qualquer manifestação amanhã, porque a Baviera ainda não aderiu. Por outro lado, Delbrück comunicou que, hoje à noite, já estará impressa em Berlim a nova Constituição Imperial, que entrará em vigor amanhã, proclamando o imperador e o Império. Bismarck, que eu encontrei na cama e cujo quarto mais parece um verdadeiro depósito de tralha, desaconselhou uma proclamação sem a adesão da Baviera. Então, o remeti à histórica data de 18 de janeiro, com o que ele pareceu concordar."
De fato, não teria havido dia melhor para encenar o novo capítulo da história nacional, pois o 18 de janeiro é dia santo para os prussianos. Neste dia, 170 anos antes, em 1701, o príncipe eleitor de Brandemburgo fora coroado como o primeiro rei da Prússia. Desde então, a data era lembrada todos os anos.
E a encenação foi bem-sucedida. Embora o Império já existisse formal e juridicamente há algumas semanas, a proclamação festiva de Guilherme 1º em Paris como imperador entrou para os livros de história como a data de fundação do Império Alemão.
  • Autoria Rachel Gessa (mw)
  • Link permanente http://dw.com/p/1i7j

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Em maio dois eventos sobre Religiões e Religiosidades mobilizarão a UPF

Entre os dias 23 e 27 de maio as religiões e as religiosidades estarão em debate na UPF. Dois eventos correlacionados dedicar-se-ão a debater as crenças, a diversidade cultural e religiosa, a cultura, a cidadania e o respeito.

No dia 23 acontecerá o II Colóquio do Grupo de Trabalho de História das Religiões e das Religiosidades (GTHRR) / Núcleo Rio Grande do Sul, cuja programação está disponível em https://gthistoriareligioes.wixsite.com/gthrr e inclui debate de filme, socialização de trabalhos, lançamento de livro e aula aberta.

Já entre 24 e 27 de maio acontecerá o V Simpósio do GTHRR/Regional Sul (SC, PR, RS), evento que terá entre suas atividades conferências, mesas redondas, mesa de debates, simpósios temáticos, oficinas, conferências e atividades culturais.Informações em http://vsimposiogtsul.wixsite.com/vsimposiogtsul/






1899: Nascia Al Capone

Filho de imigrantes italianos, ele foi um dos maiores gângsteres norte-americanos no começo do século 20. Nascido em 17 de janeiro de 1899, Al Capone acabou sendo preso por sonegação de impostos.
USA Al Capone bei einem American Football Spiel (picture-alliance/AP Photo)
"Tem gente que quer me ver na cadeia e pergunta: 'quem esse cara imagina que é?'. Eu espero que não seja apenas a minha imaginação – e pode escrever no seu jornal – que eu simplesmente esteja dando o que as pessoas querem. E elas querem é beber. Elas sabem disso, eu sei, todos sabem e eu me atenho a isso, nada mais. Para que essa falação de contrabando de álcool? Uns dizem que é contrabando, outros que é satisfação de necessidades. Mas eu sou é um homem de negócios."
As palavras são do personagem Al Capone no filme Os Intocáveis, mas expressam como o gângster de carne e osso via suas atividades, em plena era da Lei Seca, a proibição de álcool nos Estados Unidos: ele se considerava um mero homem de negócios. "Al Capone – negociante de antiguidades" – era o que constava de seu cartão de visitas. E, no entanto, Capone era o rei de Chicago, o chefão do crime organizado que regia um império de boates e clubes noturnos, bordéis, cassinos e casas de jogos, cervejarias e bares ilegais.
Tudo começou no Brooklyn, onde ele nasceu em 17 de janeiro de 1899. Al era o quarto filho do cabeleireiro Gabriele Capone, que imigrara da Itália ao Novo Mundo com sua esposa, Teresa, em 1894. Gente honesta, seus pais conseguiram juntar um bom dinheiro com o seu pequeno salão. Nada parecia indicar que dessa família sairia um dos maiores gângsteres norte-americanos.
Johnny Torrio: padrinho e parceiro de Capone
Quando jovem, Al Capone foi office boy de Johnny Torrio, homem reservado e de aparência elegante, mas que, por trás da fachada respeitável, administrava inúmeros cassinos, bordéis e bares.
Essa foi a primeira lição que Al Capone aprendeu: criar uma imagem e manter as aparências. Em 1917, aprendeu mais uma. Ao brigar com o irmão de uma moça, Al Capone levou três facadas no rosto. Dessa experiência ficaram as cicatrizes e seu apelido: Scarface.
Depois disso, houve uma fase tranquila na vida de quem seria, no futuro, o "inimigo público número um" nos EUA. Em 1919, já pai de família, trabalhava em Baltimore como contador. Um ano depois, retomou o contato com Johnny Torrio, que se mudara para Chicago, a cidade que atraía quem queria ganhar muito dinheiro com negócios ilegais.
A sociedade com Torrio foi muito rentável para Capone. Logo lhe pertenciam vários bordéis e bares e, em 1925, ele tornou-se o herdeiro do gigantesco império ilegal que Torrio montara em Chicago. A partir de então, residia numa suíte de cinco quartos do Hotel Metropole, que custava 1,5 mil dólares por dia, circulando entre os vips da cidade.
A artimanha que acabou com o gângster
Atrás dos bastidores, porém, as gangues travavam uma guerra sem trégua, que culminou no tiroteio de 14 de fevereiro de 1929. As vítimas foram sete cabeças da banda de Bugs Moran, o principal inimigo de Al Capone. Este, como sempre, tinha preparado um bom álibi. Nesse dia, estava em Palm Island, na Flórida.
O massacre mobilizou o presidente Herbert Hoover. Em 29 de março, ele escreveu a seu secretário do Tesouro, Andrew Mellon: "O sr. já conseguiu pegar finalmente esse Capone? Eu quero esse fulano na cadeia!".
Apesar disso, a brutal eliminação dos concorrentes ficou impune. No entanto, uma nova lei determinava a cobrança de impostos até sobre rendimentos ilegais, e Al Capone teria muito o que declarar ao fisco. Com base em velhos livros de contabilidade, os fiscais da Fazenda calcularam, em 1931, que o gângster devia ao "leão" mais de 200 mil dólares. No processo, o promotor exigiu uma pena de 34 anos de prisão. A sentença foi promulgada no dia 24 de outubro do mesmo ano.
Al Capone pegou 11 anos por sonegação de impostos. A condenação foi o fim de sua carreira no mundo do crime. Nos dois primeiros anos, o gângster ainda conseguiu viver de forma relativamente confortável na penitenciária de Atlanta. Mas depois, no rígido presídio de Alcatraz, acabaram-se as mordomias e subornos. Como se não bastasse, os médicos diagnosticaram sífilis em estágio avançado.
Em 1939, Al Capone foi libertado sem haver cumprido toda a pena. Doente, o ex-rei dos gângsteres era uma pálida sombra do que fora e acabou morrendo em 1947, aos 48 anos de idade.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Os segredos psicológicos usados pelos britânicos para ajudar a vencer a Segunda Guerra Mundial


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Um livro recém-lançado na Grã-Bretanha mostra como o país utilizou a propaganda de maneira eficaz para manter o moral da população elevado durante a Segunda Guerra Mundial e ajudar nos esforços para vencer o conflito.
A palavra "propaganda" pode sugerir algum tipo de informação dirigida ou com intenção de manipulação, mas o governo britânico precisava manter um cuidadoso equilíbrio. Ao mesmo tempo que empregavam uma série de truques psicológicos, as autoridades precisavam manter uma imagem a mais sincera possível.
"O Ministério da Informação (MOI, na sigla em inglês) foi desativado imediatamente após a Primeira Guerra Mundial porque a propaganda oficial se tornou fortemente associada a mentiras e falsidade", observa o historiador David Welch, autor do livro Persuading the People: British Propaganda in World War II ("Convencendo o povo: a propaganda britânica na Segunda Guerra", em tradução livre).
"Na Segunda Guerra, quando o ministério foi reativado, o governo tinha uma noção clara do cinismo associado à propaganda. Ele estabeleceu que, com a exceção de informações prejudiciais ou inacreditáveis, a verdade deveria ser dita sempre que possível", disse ele à BBC.
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Slogans

O ex-diretor-geral da BBC John Reith foi nomeado Ministro da Informação em 1940.
"Ele implementou dois axiomas fundamentais para o equlíbrio da guerra: que notícias equivaliam às 'tropas de choque da propaganda' e que a propaganda deveria contar 'a verdade, nada mais que a verdade, e sempre que possível, toda a verdade'", conta Welch.
Isso não impediu que o MOI se utilizasse de técnicas testadas e aprovadas para manipular a opinião pública.
Um relatório encomendado pelo centro de pesquisas Chatham House em 1939 estabeleceu 86 regras para isso, como: "A propaganda deve confirmar impressões pré-concebidas, como por exemplo, que um chinês considera todo estrangeiro uma pessoa maliciosa disposta a usar uma arma escondida caso sua astúcia falhe".
Em seu livro, Welch comenta: "Interessantemente, (as regras) revelam que os responsáveis por preparar o documento secreto estavam familiarizados com a visão de Adolf Hitler sobre a propaganda publicada em Mein Kampf ("Minha Luta", o livro no qual o futuro ditador nazista expunha suas ideias antes da guerra)".
"Não somente isso, mas as regras pareciam endossar os princípios hitleristas de propaganda. Por exemplo, o documento fala sobre apelar aos instintos das massas ao invés de suas razões, e enfatiza a importância de se estabelecer slogans e da necessidade de repetição", complementa.
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Campanha da raiva

Os pôsteres, panfletos e filmes incluídos no livro de David Welch revelam a amplitude de técnicas usadas pelo MOI ao longo de toda a Segunda Guerra.
Uma delas se chamava "Campanha da Raiva". "O MOI havia inicialmente decidido que a 'verdade' deveria ser sua principal arma para atacar o inimigo na opinião pública", escreve Welch.
"Porém, após acontecimentos amargos e dramáticos no verão e no outono de 1940, o MOI lançou sua Campanha da Raiva e a propaganda britânica adotou uma abordagem mais drástica, enfatizando a brutalidade do regime nazista", complementa.
No início da guerra, havia dentro do MOI "uma impaciência e uma implícita falta de confiança no público - uma crença de que eles eram 'pacientes, sofredores, lentos para se enraivecer, ainda mais lentos para odiar'..., que os homens trabalhadores em particular tinham pouca compreensão das consequências de uma vitória nazista e precisavam, por isso, de uma boa dose de embrutecimento".
A Campanha da Raiva tinha como objetivo provocar um choque que quebraria com o que o MOI via como "uma complacência perigosa", com frases como "Os bárbaros estão à nossa porta. Eles trazem fúria e destruição. Eles vão matar mulheres e crianças".
Em um pronunciamento pelo rádio para o serviço mundial da BBC, o autor J.B. Priestley descreveu a "face brilhante" da Alemanha: a música, a arte e as paisagens bonitas. Mas, ele advertiu: "depois que os nazistas chegaram, a face brilhante sumiu, e em seu lugar ficou uma grande face escura com suas promessas quebradas e falsidade interminável, suas tropas de choque arrogantes e a temida Gestapo, seus porões ensanguentados".
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De olho nos vizinhos

"O suplício da Segunda Guerra - ainda mais do que na Primeira Guerra - requeria que os civis também 'entrassem no jogo' e participassem (e possivelmente sofressem) em uma larga escala com os esforços de guerra", diz Welch à BBC.
"O moral veio a ser reconhecido como um fator militar significativo, e a propaganda surgiu como uma arma essencial no arsenal nacional. Pela primeira vez, a Segunda Guerra assistiu a uma 'guerra do povo' que era tão importante quanto a guerra travada na frente de batalha", acrescenta.
Parte disso envolvia pedir ao público que espionasse seu entorno. A queda da França e a retirada de Dunquerque, escreve Welch, "gerou a crença de que uma 'Quinta Coluna' estava operando como guarda avançada do Exército alemão".
A campanha do MOI "Conversa Descuidada Custa Vidas" se concentrou na ideia de um "inimigo interno" e pedia às pessoas que fossem discretas. "Como último recurso, se pedia a elas que informassem à polícia sobre personagens indiscretos", escreve Welch.
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'V da Vitória'

Uma das campanhas de maior sucesso, "V da Vitória", foi lançada pela BBC em julho de 1941.
"Ela foi inspirada por Victor de Laveleye, o ex-ministro belga da Justiça e diretor do serviço de rádio em francês para a Bélgica da BBC, que pedia que seus conterrâneos usassem a letra V como um 'emblema mobilizador', já que essa era primeira letra da palavra vitória em francês (victoire), flamengo e holandês (vrijheid) e, claro, inglês (victory), transformando-a em um símbolo multinacional de solidariedade", comenta Welch.
A campanha pedia aos ouvintes na Europa ocupada pelos nazistas que "mostrassem seu apoio aos aliados fazendo a letra V sempre que pudessem".
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Linguagem universal

O código morse para a letra V (ponto-ponto-ponto-traço) parecia ecoado nas primeiras quatro notas da Quinta Sinfonia de Beethoven. Douglas Ritchie, do serviço europeu da BBC, a transformou na música-tema de seu programa de rádio.
"Os ouvintes começaram a replicar o som da forma como pudessem como um símbolo de resistência", escreve Welch. "Em toda a Europa ocupada, as pessoas inscreviam o símbolo V e faziam a sequência de sons como mostra de sua solidariedade".
Apesar de o slogan ter sido pensado para os países ocupados, diz Welch, "ele realmente pegou na Grã-Bretanha". "Em 19 de julho de 1941, o premiê Winston Churchill se referiu de maneira positiva à campanha em um discurso - a partir do qual ele começou a usar o sinal de V"
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Sátira na propaganda

O governo havia confiado na "propaganda da atrocidade" durante a Primeira Guerra, concentrada "nos atos mais violentos cometidos pelos inimigos - especialmente os numerosos atos violentos contra os civis", diz Welch. Mas isso falhou. "No período entre guerras, a opinião pública britânica chegou à conclusão de que essas histórias haviam sido fabricadas ou exageradas", comenta.
Assim, após enfatizar a brutalidade nazista em sua Campanha da Raiva, o governo britânico encontrou maneiras de espetar seu inimigo por meio da sátira: "Muito da propaganda britânica na Segunda Guerra foi caracterizada pelo uso do humor para reduzir o inimigo".
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Ridicularizando o inimigo

Welch também descreve algo que não estaria fora de lugar hoje em dia nas redes sociais: "Em 1941, o diretor Charles Ridley espertamente reeditou imagens reais de soldados nazistas marchando em Nuremberg, tiradas do filme de 1934 Triunfo da Vontade, de Leni Riefenstahl, com a música The Lambeth Walk, do musical Me and My Girl, de 1937.
O filme, Germany Calling ("Alemanha chama", na tradução livre), foi mostrado como um noticiário.
"Ao acelerar o filme, a ameaça incipiente da SS foi diluída, e suas formações transformadas em cômicas, na tradição do cinema mudo", escreve Welch. "A redução de um inimigo assustador ao ridículo, como nesta sátira a Hitler e suas forças, é, em termos psicológicos, um meio de demonstrar poder sobre ele", observa.
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Pregando aos covertidos

"O MOI usava a noção do inimigo bárbaro - explorada em grande escala na Primeira Guerra - para mostrar que eles ainda eram o 'mesmo agressor'", diz Welch à BBC. "O MOI podia então usar as informações existentes sobre como os nazistas tratavam os não-arianos e subverteram seu sistema educacional para seu próprio fim, e sua atitude com a religião".
O MOI expôs a perseguição nazista aos clérigos que haviam questionado o regime, como o bispo Clemens August Graf von Galen, de Münster, que fazia sermões denunciando a Gestapo.
A Força Aérea Britânica lançou panfletos com cópias dos sermões do bispo - banido pela Alemanha nazista - por todo o país. Os sermões também foram reproduzidos numa publicação chamada Gestapo versus Cristianismo.
Esta imagem acima, com a foto tomada de um livreto de propaganda nazista, foi incluída no panfleto They Would Destroy the Church of God ("Eles Destruiriam a Igreja de Deus", em tradução lire).
Imagens fortes eram colocadas ao lado de textos que acusavam os nazistas de paganismo, de idolatria do Führer e de perversão da educação infantil.
"O foco era sobre como a Alemanha nazista estava passando por uma forma de doutrinação anticristã", diz Welch. "A noção de liberdade de culto estava diretamente ligada à propaganda britânica sobre liberdade de pensamento".
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Transformando inimigo em aliado

Apesar de o MOI apelar para estereótipos existentes em algumas de suas campanhas, precisava de uma abordagem diferente em outras. "Os estereótipos se mostravam mais difíceis no caso da União Soviética, um inimigo transformado em aliado", diz Welch.
"O MOI contornou isso ignorando em grande medida a ideologia soviética e se concentrando na 'camaradagem' para combater um inimigo comum: 'A sua luta é a nossa luta'".
Este pôster acima diz "Vida Longa ao Exército Vermelho! Saudações do Povo Britânico". Após a recaptura de Stalingrado pelas forças soviéticas em fevereiro de 1943, o MOI organizou uma noite de celebrações na sala de concertos Royal Albert Hall, em Londres, com discursos lidos por Laurence Olivier e John Gielgud.
O governo declarou um "Dia do Exército Vermelho", celebrado nas cidades britânicas com desfiles e música. "Joseph Stalin, que havia anteriormente sido caracterizado na propaganda britânica como um ditador mentiroso e conivente, foi repentinamente transformado em uma espécie de tiozão, apelidado de Uncle Joe (Tio Joe)", escreve Welch.

"Ao se focar na coragem e no espírito de luta do povo russo e ao apresentar Joseph Stalin como um senhorzinho nacionalista, a propaganda britânica conseguiu evitar qualquer possível inconsistência com seu tratamento da União Soviética no período pré-Guerra", complementa.
Fonte: BBC Culture

sábado, 14 de janeiro de 2017

Fique atento ao Calendário Acadêmico do Primeiro Semestre!


Janeiro
11 a 19 - Período de rematrícula para os cursos de graduação em regime regular (conforme cronograma de cada curso)
19 - Início das férias docentes
23 - Início do período para ajuste de matrícula para os cursos de graduação

Fevereiro
15 - Início do período para protocolar pedido de aproveitamento de conhecimentos
17 - Término das férias docentes
20 - Início do período letivo para os cursos de graduação em regime regular – 2017/1
21 - Início do período de inscrições para o Programa de Auxílio Permanência ao Aluno ProUni UPF – 1º semestre
23 - Integração acadêmica – recepção aos calouros
25 - Término do período para protocolar pedidos de reopção de curso, de campus ou de turma e matrícula em disciplina isolada
27 e 28 - Carnaval – feriado

Março
01 - Início do período de inscrições para o Programa de Apoio Institucional a Discentes de Extensão e Assuntos Comunitários (Bolsa Paidex)
01 a 06 - Período de matrículas para os alunos dos cursos de pós-graduação lato sensu (especializações/MBAs)
03 - Término do período para ajuste de matrícula para os cursos de graduação
03 - Término do período para regularização de matrículas em situações especiais, pedidos de disciplina em concomitância e disciplina em regime especial de estudos e matrícula para convalidação de disciplina extinta
04 - Término do período para solicitar aproveitamento de estudos para ingressantes do vestibular 2017/1
06 a 17 - Período de matrículas nos programas de pós-graduação stricto sensu2017/1 (mestrado e doutorado)
08 - Aula Magna para os docentes da UPF
10 - Início das aulas para os alunos dos cursos de pós-graduação lato sensu (especializações/MBAs)
10 a 31 - Período de inscrições para provas de comprovação de competência em Língua Portuguesa, em Língua Estrangeira e em Informática Básica
11 - Término do período para protocolar pedido de aproveitamento de conhecimentos para alunos ingressantes do vestibular 2017/1
12 - Término do período de inscrições para o Programa de Auxílio Permanência ao Aluno ProUni UPF – 1º semestre
13 - Término do período de inscrições para o Programa de Apoio Institucional a Discentes de Extensão e Assuntos Comunitários (Bolsa Paidex)
21 - Aula Aberta do Curso de História e PPGH
27 - Início do período de inscrições para o Exame de Proficiência em Leitura em Língua Estrangeira 2017/1 (nível stricto sensu)
28 - Início do período para postulação de formatura para 2017/1
29 - Dia do município de Soledade – feriado municipal

Abril
03 - Início das atividades do Programa de Apoio Institucional a Discentes de Extensão e Assuntos Comunitários (Bolsa Paidex)
04 - Reunião Colegiado Curso de História
08 - Realização das provas de comprovação de competência na Leitura de Textos em Língua Portuguesa, na Leitura de Textos em Língua Estrangeira e no Uso de Ferramentas Básicas de Informática
13 a 15 - Páscoa – feriado acadêmico
21 - Tiradentes – feriado nacional
26 a 28 - II Seminário do GT de História Política – ANPUH-RS
28 - Término do período de inscrições para o Exame de Proficiência em Leitura em Língua Estrangeira 2017/1 (nível stricto sensu)
28 - Término do período para postulação de formatura para 2017/1

Maio
01 - Dia do trabalhador - feriado nacional
02 - Início da aplicação das provas de disciplinas em regime especial de estudos
02 a 31 - Período para efetivar a atualização da Bolsa ProUni
02 a 31 - Aditamento do Programa de Crédito Emergencial (PEC) e Plano de Apoio Estudantil (PAE) – 1º semestre
06 - Dia do município de Palmeira das Missões – feriado municipal
10 - Dia do município de Lagoa Vermelha – feriado municipal
10 - Exame de Proficiência em Leitura em Língua Estrangeira – stricto sensu – 2017/1
12 - Término do período para protocolar pedido de aproveitamento de conhecimentos para alunos que não tenham ingressado em 2017/1
19 e 20 - I Fórum Sul-brasileiro de Institutos Históricos – Ferrovias: território, sociedade e memória
22 - Início do processo de autoavaliação dos cursos de graduação e dos alunos formandos (Avaliação Institucional)
24 - VII Encontro de Professores e Estagiários dos Cursos de Licenciatura da UPF
25 - IX Seminário de Atualização Pedagógica para Professores da Educação Básica
23 - II Colóquio do Grupo de Trabalho de História das Religiões e das Religiosidades - RS 
23 - Aula aberta "Os 500 anos da Reforma Protestante", prof. Dr. Martin N. Dreher (Atividade vinculada ao II Colóquio do GTHRR/RS)

Junho
06 - 49 anos da criação da UPF (publicação do Decreto nº 62.835 no DOU de 06/06/68)
13 - Dia de Santo Antônio – feriado municipal em Palmeira das Missões e em Sarandi
15 - Corpus Christi – feriado nacional
21 - Dia do padroeiro do município de Casca – feriado municipal
24 - Término do processo de autoavaliação dos cursos de graduação (Avaliação Institucional)
24 - Término das aulas para as disciplinas do diurno e do noturno
26 - Início dos exames para as disciplinas do diurno e do noturno
27 - Dia do município de Sarandi – feriado municipal