sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Identidade cultural do gaúcho é tema da 200ª dissertação do PPGH

Trabalho será apresentado às vésperas do Dia do Gaúcho, na terça-feira (18/09)

A identidade cultural do gaúcho é o tema da dissertação de número 200 que será defendida no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF). O trabalho “Dueto em três vozes: discursos historiográficos e estéticos do gaúcho em ‘O Laçador’ e ‘El Gaucho Oriental’” foi escrito por Henrique Lima Pereira e terá na banca de avaliação a presença de três especialistas no assunto: o professor Dr. Luiz Carlos Tau Golin (PPGH/UPF), o professor Dr. César Guazzelli (UFRGS) e o professor Dr. Gerson Luís Trombetta (UPF), orientador da dissertação. A apresentação acontece às vésperas do Dia do Gaúcho, no na terça-feira, 18 de setembro, às 14h, Sala de Defesas, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, prédio B4, da UPF.

Resumo
O trabalho de Pereira mostra como a construção da identidade regional passa pela definição do que seria o gaúcho rio-grandense, bem como a definição do que não seria o gaúcho rio-grandense. Os objetos de pesquisa são as estátuas pedestres “O Laçador” (1954), de Antonio Caringi, e “El Gaucho Oriental” (1935), de Federico Escalada, ambas instaladas em Porto Alegre. Enquanto a obra de Caringi é uma forma de expressão estética de um conteúdo historiográfico e imaginário rio-grandense, o monumento de Escalada expressa um conteúdo vinculado às construções historiográficas, imaginárias e de identidade uruguaias.
Estes “gaúchos nacionais”, construídos historiograficamente, foram representados esteticamente através de diversas manifestações, das literárias às monumentais, mantendo assim, estreita vinculação com o imaginário em que são gestadas. Os monumentos de Caringi e de Escalada, em dueto, apresentam e representam propostas de identidade (regional, no Rio Grande do Sul, e nacional, no Uruguai), cujas historiografias, ao se apropriarem do passado, não raramente esmaeceram aspectos históricos em favor de aspectos culturais. Nesse sentido, as obras representam com mais propriedade o tempo e a sociedade em que foram modeladas do que o tempo e a sociedade que dizem evocar.


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