sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ciclo de Palestras marca os 100 anos da morte do Barão do Rio Branco

Atividades foram promovidas pelo curso de História e pelo Programa de Pós-Graduação em História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas

Foto: Leonardo Andreoli
Professor Adelar Heinsfeld estuda a história de Rio Branco há 20 anos
O nome Rio Branco, ou Barão do Rio Branco, é conhecido em muitas ruas e praças brasileiras. O personagem histórico por trás dessa denominação, no entanto, é muito menos popular. No centenário da morte do Barão do Rio Branco, o curso de História e o Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (UPF) realizam o Ciclo de Palestras para discutir a importância histórica desse personagem à sua época, bem como a sua atualidade na história do Brasil.
As atividades estão acontecendo no Auditório do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). O professor Adelar Heinsfeld, que está realizando pós-doutorado no Chile como parte integrante de seus estudos sobre Rio Branco, foi o palestrante da noite de quarta-feira 17/10, primeiro dia do evento. Ele destaca que como a importância de Rio Branco é pouco conhecida pelas pessoas, o curso de História e o PPGH decidiram aproveitar o momento para discutir o papel dele, principalmente para a diplomacia brasileira.
O professor destaca que a principal herança de Rio Branco diz respeito à diplomacia brasileira. “O grande objetivo dele que era fazer com que o Brasil conquistasse prestígio internacional. Todas as ações dele trabalham nessa perspectiva”, pontua. Durante a palestra, Heinsfeld abordou ainda a importância de Rio Branco e a preocupação dele com a demarcação exata das fronteiras brasileiras. “É a partir da delimitação das fronteiras que se define o conceito de estrangeiros e a relação ‘nós e eles’”, destacou o professor. Devido a esse trabalho, Rio Branco é citado por muitos historiadores hispânicos como um neobandeirante. O trabalho de Rio Branco permitiu que mais de 900 mil quilômetros quadrados de território já considerados brasileiros fossem devidamente demarcados.
O Ciclo de Palestras reuniu professores, alunos de graduação e pós-graduação. Além da palestra do professor Heinsfeld, os participantes puderam acompanhar a exibição de documentário e uma discussão sobre a vida de Rio Branco, e na noite de quinta-feira o representante do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Roberto de Almeida, palestrou sobre o tema A economia do Brasil nos tempos do Barão.

Assessoria de Imprensa UPF

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