domingo, 25 de novembro de 2012

I Mostra de Pesquisa em História reúne quase 50 trabalhos

Projeto integra alunos do curso de licenciatura e do Programa de Pós-Graduação em História

Foto: Leonardo Andreoli
Apresentações foram divididas em cinco espaços de acordo com as temáticas dos trabalhos
A I Mostra de Pesquisa em História da Universidade de Passo Fundo (UPF) reuniu na noite da última quinta-feira (22/11) cerca de 50 trabalhos. As pesquisas foram desenvolvidas e apresentadas por acadêmicos da licenciatura e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), ambos ligados ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). O evento foi organizado pelas coordenadoras dos cursos de graduação, Ironita Policarpo Machado, e do PPGH, Ana Luiza Setti Reckziegel.

A professora Ironita explica que a intenção ao criar a mostra de pesquisa foi de possibilitar a socialização dos trabalhos produzidos pelos estudantes dos diferentes níveis. A procura surpreendeu os organizadores. As apresentações foram divididas em salas de acordo com o tema, sem distinção entre os alunos da graduação ou da pós. “Pensamos nesse formato para possibilitar a discussão e a contribuição recíproca. A atividade serve ainda como forma de incentivo para a continuidade do desenvolvimento das pesquisas”, salienta. Para facilitar a participação, os organizadores permitiram a apresentação dos banners apenas em formato digital. Para o próximo ano, a segunda edição da mostra já está incluída no planejamento da unidade.


Província Cisplatina

Entre os trabalhos apresentados esteve o de Murillo Dias Winter, do curso de Mestrado em História, chamado “Portenhos, brasilienses e orientais – imprensa e identidade nacional na Província Cisplatina”.  O trabalho mostra como a imprensa do início do século XIX discutia os rumos do território cisplatino. “Esse território era uma fronteira entre Brasil e Argentina, onde hoje fica o Uruguai. Havia projetos que queriam que o território se anexasse à Argentina ou que permanecesse com o Brasil, além do projeto independentista, que foi o vencedor”, explica.

A pesquisa é baseada na análise de 14 coleções de jornais arquivadas na Biblioteca Pablo Blanco Acevedo no Uruguai. Entre os dados já levantados na análise de Winter ele destaca a escravidão como um ponto de diferenciação entre o Brasil e o resto da América Latina. “O Brasil era o país mais escravista de toda América Latina. Então para se diferenciar do Brasil essa província dizia que não podia ser brasileira porque não admitia a escravidão”, aponta. Por outro lado, o império luso-brasileiro considerava a república uma forma anárquica de governo. “As disputas discursivas são bastante interessantes e o jornal mostra muito bem”, finaliza Winter.

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