domingo, 30 de dezembro de 2012

1916 - Protegido da família real, Rasputin é assassinado na Rússia


Em algum momento no curso da noite e na madrugada de 29 para 30 de dezembro de 1916, Grigory Efimovich Rasputin, que se auto-proclamava homem santo, é assassinado por nobres russos ansiosos por acabar com sua influência sobre a família real.

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Rasputin, camponês nascido na Sibéria, passou por uma conversão religiosa na adolescência e proclamou a si mesmo como um curandeiro com a habilidade de predizer o futuro.

Conquistou os favores do czar Nicolau II e da czarina Alexandra por deter, em 1908, a hemorragia do príncipe Alexei, que sofria de hemofilia. A partir de então, era duramente criticado pelos corredores do palácio pela sua lascívia e inclinação para a bebida.

Rasputin exerceu poderosa influência sobre a família real governante da Rússia, enfurecendo os nobres, a ortodoxia religiosa e os camponeses. Influenciou em especial a czarina, a ponto de alimentar rumores de que eram amantes.

Quando Nicolau partiu para comandar as forças armadas russas por ocasião de Primeira Guerra Mundial, Rasputin passou, na prática, a governar o país por intermédio de Alexandra, contribuindo com o aprofundamento da corrupção e a agitação social na Rússia.
Temerosos do crescente poder de Rasputin, um grupo de nobres, liderado pelo príncipe Felix Yossupov, marido da sobrinha do czar, e pelo Grão-Duque Dmitri Pavlovich, primo em primeiro grau do czar Nicolau, atraiu o camponês ao palácio de Yossupov na noite de 29 de dezembro de 1916.

Primeiramente, os assassinos de Rasputin ofereceram-lhe comida de monge acompanhada de vinho, com algumas gotas de cianido. Quando deixou de reagir ao veneno, atiraram nele à queima-roupa, imaginando que já estivesse morto.

Poucos minutos mais tarde, no entanto, Rasputin recobra a consciência, levanta-se e tenta escapar do palácio, momento em que os agressores alvejaram-no novamente e bateram nele com violência. Por fim, amarraram-no ainda milagrosamente vivo, pelos pés e mãos, atirando-o no rio gelado. Seu corpo foi descoberto vários dias depois e os dois principais conspiradores, Yossupov e Pavlovich, exilados.

Poucos meses mais tarde, a Revolução Bolchevique derrubou o regime imperial. Nicolau e Alexandra foram mortos e o longo e tenebroso reinado dos Romanovs teve fim.

Fonte: Opera Mundi

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