quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fazendo História continuamente...


Nesse período, há cinco anos, lembro-me que estava indo fazer o vestibular, eu com meus 17 anos e cheia de sonhos e esperanças sobre o curso de História da UPF.
            E não é que contemplei esses sonhos? Amadureci um pouco e aprendi muito mais do que eu esperava sobre o ‘ser professor’! Muito mais que conteúdos, provas, seminários, ou ser um dos queridos "escravinhos" (bolsistas, monitores) dos mesmos: foram trocas de experiências, conhecer o outro e aprender na sala de aula e fora dela.
            Marca até hoje é a amizade sincera com alguns professores, muitos vão dizer que é para tirar vantagens. E realmente foram vantagens, converso até hoje com meus professores de graduação que mostram que ser professor pesquisador além do conhecimento é tu seres igual, é não ter a necessidade de mostrar títulos ou currículos extensos. Aprendi com esses mestres que é o mínimo que devemos fazer dentro de nossas profissões, e é para que eu me esforço.
            Minha caminhada continua, não parou na graduação, aprendi que temos que ir além, atrás do que queremos e sonhamos por mais desanimador ou difícil seja. Tomei rumos que eu nunca havia pensado em trilhar, atualmente dou aulas e faço especialização em Orientação Educacional na Faculdade de Educação na UPF. Eu, que não me via tão próxima da pedagogia, mas que é necessária para inúmeras reflexões em união com o meu foco maior: o ensino de História.
            E desejo ir em frente, e desejo a você historiador, futuro historiador e demais que siga em frente não se deixe abalar com discursos tão batidos, que não desanime com tantas dificuldades. Acredito que tem muitas coisas que esquecemos sobre o valor de estarmos trabalhando na educação: ver alguém aprendendo, analisar que somos falhos e não sabemos tudo e é positivo para crescermos e de nos esforçarmos para sermos humanos e auxiliar nossos alunos, colegas e demais a encontrarem essa humanidade tão esquecida na nossa sociedade.

“Precisamos da sociedade para nos respaldar, e poderíamos dizer: precisamos da educação para nos fazer gente.” 

(ESPINHEIRA, Gey. Educação para uma nova sociedade. p.323 In: Conferências Fórum Brasil de Educação. Brasília: CNE, UNESCO Brasil, 204).

Paola Rezende Schettert
Egressa do Curso de História
Pós-Graduanda em Orientação Educacional

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