domingo, 23 de dezembro de 2012

Fazendo História, por Sheron Freitas Machado


Contribuições ao conhecimento proporcionadas pela pesquisa

Sheron Freitas Machado
Bolsista FAPERGS (julho/dezembro de 2012)
Orientadora Isabel Aparecida Bilhão

Compreender a História nem sempre é uma tarefa fácil. Requer muita atenção, perseverança e principalmente dedicação para estudar determinado período e acontecimento histórico. Não se pode deixar de considerar que a História, sendo uma ciência em construção, tem sua plausibilidade científica no fato de se constituir em várias verdades, várias interpretações. Isto é o que garantem bibliografias históricas sobre todos os assuntos que crescem cada vez mais em todo lugar onde há pesquisadores e estudantes de História. Todo estudante de História pode e deve se tornar um pesquisador, mesmo que atue em sala de aula como educador, de qualquer forma é o produtor de conhecimento e que desperta nos alunos o gosto pela disciplina de História. Tanto o historiador quanto o professor, devem estar cientes de que na História existem as mudanças e permanências, rupturas e conjunturas no decorrer dos marcos históricos da Humanidade, pois a História foi e é feita pelas pessoas, por homens e mulheres e suas atitudes dentro de determinadas sociedades em determinadas épocas.

A experiência que tive com a pesquisa no projeto Festa, greve e democracia: As celebrações do Primeiro de Maio, Brasil de 1974 a 1985, com a professora doutora Isabel Aparecida Bilhão, me ajudou a compreender o estudo da sociedade, da área política, de relações públicas e da população nacional. Fazendo uma investigação da data Primeiro de Maio no ano de 1977 e do ano 1978 referente ao governo de Ernesto Geisel pude entender não só o recorte histórico em si, mas todo o contexto anterior ao objeto quanto a sucessão do mesmo. Pude aprofundar meu conhecimento sobre o período da Ditadura Militar no Brasil, quando começou, os motivos, as características, quando teve seu fim, tendo um olhar mais crítico e também voltado para a situação do operário, do trabalhador brasileiro nesse âmbito. Ao demarcar o Primeiro de Maio pude desenvolver melhor meu senso analítico, pois teria que levar em conta na hora de estudá-lo todo o seu desfecho, desde a sua origem até presença nos festejos das autoridades governamentais, presidente da república, ministros, oposição política e como trataram da data. Assim como, a condição social e econômica do país em que se encontravam os trabalhadores da época no quesito salário, taxa de desemprego, inflação e aumento do custo de vida.

Portanto, a pesquisa além de enriquecer o currículo do acadêmico, abre caminhos para o conhecimento histórico, amplia a sua percepção do mundo e dos acontecimentos, das épocas passadas e até do seu presente. Faz com que o acadêmico perceba que para se estudar a História é preciso delimitar um problema, uma indagação sobre o objeto que se queira compreender. E irá impulsionar o pensamento para a realização de uma pós-graduação, de um mestrado, doutorado, ou seja, da continuidade gratificante, muitas vezes sem fim, dos estudos nos diversos períodos em História.

Nenhum comentário: