sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

MORRE O POLÊMICO ESCRITOR NELSON RODRIGUES


21 de dezembro de 1980

No dia 21 de dezembro de 1980 morria Nelson Rodrigues, um dos mais impactantes escritores brasileiros. Ele morreu aos 68 anos, no Rio de Janeiro, por conta de complicações cardíacas e respiratórias. Nascido no dia 23 de agosto de 1912, em Recife, Nelson Rodrigues se mudou com a família para o Rio de Janeiro quando tinha quatro anos e passou toda a sua vida na capital fluminense.

Aos 13 anos começou a trabalhar como repórter de polícia no jornal do seu pai, “A Manhã”. Por conta deste trabalho, adquiriu grande experiência sobre crimes passionais e também sobre a sociedade. Sua primeira peça foi “A Mulher sem Pecado” (1941), mas o sucesso veio com “Vestido de Noiva” (1943), que representou uma renovação no teatro brasileiro. Apesar da sua popularidade, Nelson Rodrigues também era criticado por escrever textos obscenos e imorais. Em 1962, publicou crônicas esportivas, onde deixava transparecer sua paixão pelo futebol, em especial pelo Fluminense.

Por falar nisso, junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nelson foi fundamental para que o clássico Flamengo x Fluminense, o Fla-Flu, adquirisse prestígio e se tornasse um dos grandes confrontos do futebol brasileiro. Entre os personagens fictícios consagrados em suas crônicas estão Gravatinha e Sobrenatural de Almeida.

Assim como seus textos, a vida do escritor também foi marcada por por um crime passional. O jornal “Crítica”, de propriedade da sua família, publicou na primeira capa um relato da separação do casal Sylvia Serafim e João Thibau Jr., ilustrada por Roberto, irmão de Nelson. Por conta dessa matéria, Sylvia, a esposa que se separou do marido, comprou uma arma e foi à redação do jornal, onde atirou em Roberto. Nelson foi testemunha do crime do irmão, que morreu dias depois. A tragédia abalou a família, e o pai de Nelson morreu meses depois. Com a Revolução de 30, “Crítica” deixa de existir e a família mergulha em uma crise financeira.

Nelson passa a sofrer com tuberculose e é ajudado financeiramente por Roberto Marinho, amigo de seu irmão Mário Filho. Em 1932, ele é efetivado como repórter do jornal “O Globo”. A partir da década de 40, divide o seu tempo entre o jornal e a produção de peças teatrais. Em 1945, deixa “O Globo” e vai para “O Jornal”, dos Diários Associados. Começa a escrever “Meu destino é pecar”, com o pseudônimo de Susana Flag. Nelson também começa a escrever a peça “Álbum de família”, que teria o texto censurado em 1946. Na década de 50, transfere-se para o jornal “A Última Hora”, de Samuel Wainer, onde escreve crônicas de “A vida como ela é”. Nos anos 60, forma a primeira “mesa-redonda” sobre futebol televisão brasileira na recém-fundada Rede Globo. Nos anos 70, começa a sofrer com problemas de saúde. No final de sua vida, reata o relacionamento com sua primeira mulher, Elza Bretanha, que fica com Nelson até seus últimos dias.

Fonte: THC

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