sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Regime sírio à beira do colapso


O governo russo reconheceu pela primeira vez que os rebeldes podem de fato vencer a guerra civil na Síria. Secretário-geral da Otan afirma que queda do regime de Assad é questão de tempo.
O enviado russo para o Oriente Médio, Mikhail Bogdanov, afirmou nesta quinta-feira (13/12) que o reconhecimento da oposição por parte de países árabes e ocidentais como os legítimos representantes do povo sírio proporcionou enorme motivação os rebeldes, afastando a possibilidade de uma negociação de paz mediada por Moscou.
Bogdanov disse ainda que o governo sírio está "perdendo controle de uma porção cada vez maior do território". As declarações do enviado do Kremlin são o primeiro sinal de que seu governo admite uma derrota de Assad no conflito que já dura 21 meses.
"Temos que encarar os fatos e, infelizmente, não podemos descartar uma vitória dos rebeldes", afirmou o russo. Segundo Bogdanov, o governo russo já se prepara para evacuar seus cidadãos em território sírio se necessário.
Para Rasmussen, regime de Assad está desmoronando
Otan fala em "princípio do fim"
O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlêntico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen disse que a queda de Assad está próxima. "Parece que o regime em Damasco se aproxima de um colapso. É apenas uma questão de tempo", afirmou.
Um oficial do governo dos EUA denunciou a utilização de mísseis Scud contra rebeldes por parte do regime, em locais além do alcance das artilharias. A informação foi confirmada por dois desertores das forças armadas sírias, mas veementemente negadas por Damasco, que as qualificou apenas como "rumores infundados e tendenciosos".
Rasmussen declarou que "o uso desse tipo de armamento demonstra o desprezo do governo de Assad pelas vidas na Síria" e declarou seu repúdio ao uso dos mísseis Scud pelas tropas do governo.
Nessa quarta-feira, Estados Unidos, potências europeias e países árabes reconheceram oficialmente a recém-formada coalizão de oposição, apesar da crescence apreensão do Ocidente em relação ao aumento no número de militantes islâmicos entre os rebeldes.
RC/rtr/afp
Revisão: Francis França
Fonte: DW

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