quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

16 de janeiro de 1979: O Xá do Irã deixa a capital Teerã


 

Em lágrimas, o Xá Reza Pahlavi e sua mulher, a Imperatriz Farah Diba, deixaram Teerã, após uma breve cerimônia no aeroporto da capital iraniana, para uma temporada de férias em Assuã, no Egito. A partida do Xá, que governou o país por 38 anos, ocorreu depois que a Câmara dos Deputados elegeu o primeiro-ministro Shahpour Bakhtiar – etapa culminante de um processo de revolta popular, que começou em janeiro de 1978, no qual manifestantes exigiam o fim da monarquia e a volta do Ayatollah (líder religioso xiita) Khomeiny, exilado em Paris.

“Convenci o soberano de que a sua partida era a única solução para acalmar a opinião publica, e ele concordou”, afirmou o recém-eleito primeiro-ministro. “Fiz com que ele soubesse que seria eu quem governaria o Irã e que ele [o Xá] ou o Conselho de Regência deveriam contentar-se em reinar. Não posso admitir a ingerência do soberano nos negócios do país”, acrescentou.

Assim que a rádio oficial do Irã anunciou a partida do Xá no noticiário das 14 horas do dia 16, milhares de pessoas saíram às ruas, jogando balas, cravos vermelhos e beijos aos soldados – numa campanha de “amor e reconciliação” entre o povo e os militares – gritando em coro: “O Xá partiu, viva Khomeiny!”. Em meio à multidão, os militares não fizeram qualquer esforço para conter os manifestantes e não houve notícia de violência. “Todo ato de agitação e operação contra o povo será duramente combatido e reprimido”, declarou o Governador militar da capital iraniana.

“A partida do Xá é o primeiro passo para por fim ao governo de cinquenta anos da dinastia Pahlavi. Não é a vitória final, mas seu prelúdio. Meus parabéns ao povo do Irã”, declarou Rubollah Khomeiny de sua casa em Paris. O líder religioso xiita deixou claro que o seu próximo objetivo seria derrubar o governo do premier Bakhtiar e o Conselho de Regência, ao qual o Xá confiou seus poderes constitucionais enquanto estivesse no exterior. Khomeiny ordenou que seus seguidores fizessem uma manifestação contra o atual governo e continuassem com a greve geral, que deixava o país paralisado.
Em lágrimas, o Xá Reza Pahlavi e sua mulher, a Imperatriz Farah Diba, deixaram Teerã, após uma breve cerimônia no aeroporto da capital iraniana, para uma temporada de férias em Assuã, no Egito. A partida do Xá, que governou o país por 38 anos, ocorreu depois que a Câmara dos Deputados elegeu o primeiro-ministro Shahpour Bakhtiar – etapa culminante de um processo de revolta popular, que começou em janeiro de 1978, no qual manifestantes exigiam o fim da monarquia e a volta do Ayatollah (líder religioso xiita) Khomeiny, exilado em Paris.

“Convenci o soberano de que a sua partida era a única solução para acalmar a opinião publica, e ele concordou”, afirmou o recém-eleito primeiro-ministro. “Fiz com que ele soubesse que seria eu quem governaria o Irã e que ele [o Xá] ou o Conselho de Regência deveriam contentar-se em reinar. Não posso admitir a ingerência do soberano nos negócios do país”, acrescentou.

Assim que a rádio oficial do Irã anunciou a partida do Xá no noticiário das 14 horas do dia 16, milhares de pessoas saíram às ruas, jogando balas, cravos vermelhos e beijos aos soldados – numa campanha de “amor e reconciliação” entre o povo e os militares – gritando em coro: “O Xá partiu, viva Khomeiny!”. Em meio à multidão, os militares não fizeram qualquer esforço para conter os manifestantes e não houve notícia de violência. “Todo ato de agitação e operação contra o povo será duramente combatido e reprimido”, declarou o Governador militar da capital iraniana.

“A partida do Xá é o primeiro passo para por fim ao governo de cinquenta anos da dinastia Pahlavi. Não é a vitória final, mas seu prelúdio. Meus parabéns ao povo do Irã”, declarou Rubollah Khomeiny de sua casa em Paris. O líder religioso xiita deixou claro que o seu próximo objetivo seria derrubar o governo do premier Bakhtiar e o Conselho de Regência, ao qual o Xá confiou seus poderes constitucionais enquanto estivesse no exterior. Khomeiny ordenou que seus seguidores fizessem uma manifestação contra o atual governo e continuassem com a greve geral, que deixava o país paralisado.
 
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Fonte JBlog.


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