terça-feira, 11 de junho de 2013

1836 – Morre o físico André-Marie Ampère

André-Marie Ampère, físico e matemático francês, falece em Marselha em 10 de junho de 1836. Em sua homenagem se adotou o ‘ampere’ e seu símbolo ‘A’ como unidade de medida da intensidade da corrente elétrica.

Isso por ele ter demonstrado na prática que uma corrente elétrica circulando ao longo de um cabo condutor produz um campo magnético ao seu redor. Formulou a lei conhecida como Lei de Ampère.

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Ampère nasceu em Lyon, em 22 de janeiro de 1775. Apesar de jamais ter frequentado uma escola, recebeu esmerada instrução de seu pai, Jean-Jacques Ampère, comerciante de profissão, todavia muito entendido em literatura francesa e latina e em diferentes ramos da ciência.

Foi uma criança prodígio que antes de conhecer os números já fazia cálculos com ajuda de pedrinhas e migalhas de pão. Aos 12 anos já possuía sólidos conhecimentos das matemáticas básicas de seu tempo, ciência que continuou fortalecendo até chegar a dominar o cálculo diferencial e integral. A educação a completou de forma autodidata, devorando os livros da biblioteca familiar.

Em 1793 sofre uma profunda depressão pela morte do pai quem, aposentado como juiz em Lyon, se opôs firmemente aos excessos revolucionários que levaram ao levante de Lyon contra a Convenção e ao sítio da cidade. Preso, foi sumariamente condenado e executado em 25 de novembro.

A partir de 1796, Ampère dá em Lyon aulas privadas de matemáticas, química e idiomas. Em 1801, obtém o posto de professor de física e química em Bourg-en-Bresse, na Escola Central de Ain. Seu pequeno tratado, publicado em 1802, Considerações sobre a Teoria Matemática do Jogo, atrai a atenção de Jean Delambre, cuja recomendação lhe permite ser nomeado professor de matemática na Escola Preparatória de Lyon.

Em 1804, é nomeado analista na Escola Politécnica e se instala em Paris. Em 1806, casa-se em segundas núpcias com Jeanne Potot. Tiveram uma filha, Albine.

Em 1808, é nomeado Inspetor Geral da Universidade e professor de matemáticas na Escola Politécnica, tornando-se mais popular que o grande matemático Cauchy.
Fonte: Opera Mundi

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