segunda-feira, 10 de junho de 2013

1943: Patenteada a caneta esferográfica

No dia 10 de junho de 1943, László Biró, natural da Hungria, patenteou a caneta esferográfica. O jornalista já tinha tido a ideia em 1938, mas a Segunda Guerra Mundial atrasou o patenteamento.
A invenção de Biró: hoje comum em todo o mundo
Ninguém mais se lembraria do jornalista húngaro László Biró (1899–1985), se ele não tivesse inventado um objeto para escrever que é hoje conhecido em todo o mundo: a caneta esferográfica. Já no século 19, foram muitas as tentativas vãs de desenvolver um objeto que escrevesse de forma tão suave quanto a caneta-tinteiro, mas que não manchasse ou borrasse.
Na época, Friedrich Nietzsche chegou a criticar a iniciativa, dizendo que tal caneta iria tolher o pensamento. "Se deixarem de existir as pequenas pausas para molhar a caneta no tinteiro, para recarregar a caneta e para secar a tinta, quando então se desenvolverão as ideias?", perguntava ele.
Incerteza sobre fonte de inspiração
Pois eram justamente essas pausas forçadas que irritavam o jornalista Biró. Ele queria criar algo melhor. Conta-se que ele teve a ideia quando os colegas de escola de sua filha mancharam os cabelos dela com um tinteiro.
Outros garantem que ele descobriu o caminho para desenvolver a caneta esferográfica na oficina do jornal em que trabalhava, em Budapeste, ao observar o funcionamento das máquinas rotativas, cujos cilindros se empapavam de tinta e imprimiam no papel o texto neles gravado.
Seja qual for a origem da invenção, fato é que, depois de anos de tentativas, Biró, juntamente com seu irmão György, criou em 1938 uma caneta recarregável com uma ponta arredondada de metal no lugar da pena da caneta-tinteiro. A tinta foi acondicionada num tubo plástico. Devido à força da gravidade, a tinta umedecia a esfera, e esta, ao girar, a distribuía de modo uniforme pelo papel sem sujar os dedos ou provocar borrões.
Aperfeiçoamento na América do Sul
Durante a Segunda Guerra Mundial, Biró e sua família fugiram da Hungria, indo primeiro para Paris e depois para Buenos Aires. O então presidente da Argentina ficou tão impressionado com o invento que propôs a Biró produzir a caneta no país.
Foi justamente na América do Sul que o jornalista húngaro teve a idéia de substituir a tinta por uma pasta líquida. Novamente Biró começou a fazer experimentos até desenvolver a consistência ideal da pasta líquida e conseguir que uma firma sueca lhe enviasse as esferas móveis com a precisão necessária.
No dia 10 de junho de 1943, László Biró recebeu a patente da primeira caneta esferográfica como a conhecemos hoje em dia. Um ano mais tarde, apareceram as primeiras esferográficas no mercado argentino.
O sucesso se fez sentir ainda durante a guerra: até a Força Aérea inglesa adotou as canetas, pois nem a altitude nem a variação de pressão interferiam no desempenho do objeto.
A explosão de vendas aconteceu nos Estados Unidos. No lançamento no mercado americano, em 1945, as primeiras 10 mil canetas esferográficas foram vendidas em 24 horas, apesar do elevado preço de mais de 8 dólares a unidade.
O seu inventor, entretanto, não teve participação nos lucros. Biró já havia vendido sua patente por 1 milhão de dólares. Em contrapartida, o comprador, o barão francês Marcel Bich, cuja firma BIC é conhecida internacionalmente, se tornou bilionário.
  • Autoria Carsten Heinisch (ms)
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