quinta-feira, 6 de junho de 2013

1968 - Senador Robert Kennedy é baleado após discurso

Às 0h50 de 5 de junho de 1968, o senador Robert Kennedy, irmão do assassinado presidente John Kennedy e candidato presidencial, é alvejado a tiros por três vezes numa rajada de revólver no Ambassador Hotel em Los Angeles. Cinco outras pessoas ficaram feridas. O senador tinha acabado de pronunciar um discurso celebrando sua vitória nas primárias presidenciais na Califórnia.

Wikicommons
O atirador, o palestino Sirhan Sirhan, empunhava um revólver calibre 22 e foi prontamente preso. Kennedy, ferido mortalmente, foi levado às pressas para o hospital onde lutou por sua vida nas 23 horas que se seguiram. Morreu na manhã de 6 de junho. Tinha 42 anos. Em 8 de junho foi enterrado no Cemitério Nacional de Arlington, local dos restos mortais de seu irmão assassinado quatro anos antes.
(A foto tirada por Boris Yaro mostra o momento do assassinato, logo após o jovem de 17 anos Juan Romero ter cumprimentado Bob Kennedy)
Robert Kennedy, nascido em Brookline, Massachusetts, em 1925, interrompeu seus estudos na Universidade Harvard para servir na Marinha durante a II Guerra Mundial. Foi conselheiro jurídico de vários subcomitês do Senado durante os anos 1950. Em 1960 funcionou como coordenador da bem-sucedida campanha presidencial de seu irmão. Nomeado procurador-geral pelo presidente Kennedy, tornou-se um poderoso e influente membro do gabinete na Casa Branca, levando adiante com afã casos relacionados com direitos civis, enquanto aconselhava de perto o presidente acerca de questões domésticas e de política externa.

Após o assassinato de John Kennedy em novembro de 1963, juntou-se à administração de Lyndon Johnson, porém renunciou em 1964 para candidatar-se e conquistar uma cadeira no Senado pelo estado de Nova York. Conhecido no Congresso como um defensor da reforma social e dos direitos das minorias, manifestou-se também publicamente contra a guerra no Vietnã.
Em 1968, foi instado por muitos de seus correligionários a concorrer à Presidência como membro anti-guerra e socialmente progressista do Partido Democrata. Hesitou até que percebeu respostas positivas para o seu companheiro candidato anti-guerra e liberal, Eugene McCarthy, anunciando sua candidatura à indicação como concorrente pelo Partido Democrata em 16 de março de 1968. Quinze dias depois, o presidente Johnson anuncia que não buscaria a reeleição.

O vice-presidente Hubert Humphrey tornou-se a maior esperança dos democratas, com McCarthy e Kennedy vindo logo atrás. Kennedy conduziu uma enérgica campanha e, em 4 de junho, conquistou uma grande vitória nas primárias da Califórnia. Ganhara em cinco das seis primárias e parecia ser o candidato perfeito para a indicação democrata e favorito, muitos pensavam, para chegar à Presidência.

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Pouco depois da meia-noite, pronunciou no Ambassador Hotel um discurso de vitorioso. Em seguida, ao abrir caminho por uma saída lateral para uma coletiva de imprensa, o atentado ocorreu. O atirador foi imobilizado pelo segurança pessoal de Bob Kennedy, o decatleta e campeão olímpico Rafer Johnson e entregue à polícia, sendo acusado de assassinato em primeiro grau.

Um desocupado, mentalmente instável, seus motivos para matar Kennedy jamais ficaram claros. Alguns jornalistas escreveram que Sirhan fazia parte de uma conspiração maior para cometer assassinato, supostamente provocada pela promessa de Kennedy de acabar com a Guerra do Vietnã caso fosse eleito presidente. Esses defensores da tese de conspiração mencionaram evidências forenses e testemunhos para provar a existência de outros atiradores que não foram detidos.

Em 1969, Sirhan foi considerado culpado e condenado à morte. Em 1972, sua sentença à pena capital foi comutada para prisão perpétua quando a Suprema Corte da Califórnia aboliu a pena de morte. Desde 1983, tem-lhe sido negada a liberdade condicional visto que os funcionários prisionais consideram-no uma séria ameaça à segurança pública.
Fonte: Opera Mundi

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