sábado, 6 de julho de 2013

1865 - É fundado o Exército da Salvação no Reino Unido

WikiCommons - William Booth (dir.)
O Exército da Salvação é uma organização cristã, internacional, evangélica, fundada em 5 de julho de 1865 em Londres por William Booth, pastor metodista e pregador evangélico. Como movimento religioso engajado em serviços sociais, o exército tem como objetivo, desde a sua criação,  aproximar-se dos problemas sociais com “preocupação cristã”.

Como o nome sugere, o Exército da Salvação opera em moldes militares. Ministros são oficiais com patente militar. O líder máximo do exército internacional tem sede em Londres. Paroquianos são soldados. Tanto os oficiais quanto os soldados têm direito, como “missionários de Deus”, de vestir uniforme do exército e de ostentar o escudo simbólico vermelho.

A formação básica do oficial, depois de educação escolar de qualidade, consiste em curso de residência de dois anos numa escola do Exército da Salvação de Formação de Oficiais. O currículo inclui experiência prática em centros da comunidade e outras instituições, assim como em todas as áreas possíveis de atuação. A assistência é prestada sem distinção de raça, idade, sexo, condição social ou religião.

Entre os seus programas constam prestação de serviços para presidiários ou em liberdade condicional, creches, clubes de idosos e residências, campos de férias, de emergência e serviços de desastre, birôs de pessoas desaparecidas, reabilitação do alcoolismo e abuso de drogas, aconselhamento familiar.

A fim de atrair as pessoas que se enfastiam com a formalidade da igrejao Exército da Salvação apresenta música em vez de sacramentos. A música é parte importante de seu ministério: bandas marciais, conjunto de cordas e grupos vocais existem em todo o mundo.

O Exército da Salvação tem hoje sede em 82 países, conta com 25 mil funcionários que pregam o Evangelho em 110 idiomas; recebe adesão de mais de 2,5 milhões de pessoas, opera mais de 3.600 instituições sociais, hospitais e agências e mantém cerca de 17 mil centros evangélicos.
Paul S. Kaiser William Booth (1829-1912) foi seu fundador. Nascido em Nottingham, cresceu em meio à pobreza, tornou-se assistente de um agiota, converteu-se aos 15 anos, tornando-se mais tarde pastor metodista. Para Booth, as exigências do senhor exigiam romper as correntes da injustiça, libertar cativos e oprimidos, alimentar os famintos, vestir os nus e incentivar responsabilidades familiares. Na Inglaterra vitoriana, argumentava Booth, aparentemente piedosa, os teólogos discutiam as questões agradáveis da divindade enquanto as pessoas não paravam de morrer no desespero e na miséria.

Ajudado por sua mulher, Catherine, começou a sua missão cristã em 1865 com uma operação de resgate no East End de Londres.  Denominando sua entidade de Exército da Salvação, em 1878, decidiu que travariam a luta em duas frentes: contra as agruras da pobreza e contra o “poder do pecado”.

As denominações religiosas a ele se opuseram com violência sob os olhares pouco dispostos dos magistrados e nenhuma proteção policial, ainda que pedras fossem atiradas, janelas quebradas, vandalizando propriedades do Exército. Booth insistiu em suas ações, fornecendo abrigo e alimento, buscando náufragos e vítimas de acidentes, cuidando de emprego e saúde, conciliando famílias, criticando a superexploração do trabalhador e combatendo a prostituição.

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Loja do Exército da Salvação em Santa Mônica, Califórnia

Seu “exército” se espalhou por todo o mundo, mas Booth jamais abandonou o comando. Um escritor enviado para entrevistá-lo disse que pensava encontrar um visionário e um santo, em vez se deparou com um empresário. Responsável por toda uma rede de entidades sociais, foi descrito por lord Wolseley como “o maior organizador e administrador do mundo”.

A grande crítica ao Exército vinda de outras igrejas é que ela nunca se preocupou em observar os sacramentos. Booth negou que estava contra elas e não se abateu.

Convidado para as importantes cerimônias, como a coroação de Eduardo VII ou a abertura da sessão legislativa do Senado norte-americano, que abriu com um discurso, falece em 1912. Estiveram presentes em suas exéquias as principais autoridades e acompanhadas de uma multidão de pessoas simples do povo.
Fonte: Opera Mundi

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