quarta-feira, 28 de agosto de 2013

1883 - Erupção vulcânica explode ilha de Krakatoa


Em 27 de agosto de 1883, uma violenta erupção vulcânica destruiu dois terços da pequena ilha de Krakatoa, cujo arquipélago de mesmo nome se situa entre as ilhas de Java e Sumatra, as duas maiores porções de terra que compõem a Indonésia. O fenômeno natural, provocado pelo vulcão na montanha de Perboewatan, provocou diversos tsunamis e matou 36.417 pessoas. É considerada por muitos especialistas como a explosão vulcânica mais violenta da História moderna.

A série de erupções começou um dia antes, em 26 de agosto. A sucessão de erupções durou 22 horas.

A explosão da erupção é considerada o estrondo mais alto já escutado na história moderna, podendo ser ouvida a 4.800 km de seu ponto de origem. Foi escutada nas ilhas Rodrigues , pertencente ao arquipélago de Maurício, na porção africana do Oceano Índico, a ponto de assustar a população local. Também foi escutada em partes da Austrália, Filipinas e Índia. As ondas de choque decorrentes da explosão foram registradas em barógrafos de todo o mundo. Ela também ejetou 21 quilômetros cúbicos de rocha, poeira e pedras pome.

As causas sobre a violência da explosão fazem parte de uma polêmica dividida em quatro teorias divergentes. Os especialistas contemporâneos afirmam que o vulcão afundou no mar na manhã do dia 27, deixando a água inundar a câmara magmática e causou uma série de explosões freato-magmáticas massivas. A segunda afirma que a água do mar, sem necessariamente entrar em contato com o magma, teria esfriado, provocando o efeito de uma panela de pressão, liberando toda a energia acumulada em um só momento. Outra hipótese pressupõe que um enorme colapso submarino ou até mesmo um enfraquecimento parcial de repente abriu a câmara de magma muito pressurizada. E, por fim, uma mistura de magma causada  or uma infusão de súbito o magma quente para dentro da câmara de magma mais frio e mais leve.
Wikimedia CommonsEm 1927, a pequena ilha de Anak Krakatau (filha de Krakatoa, equivalente ao noroeste da ilha) emergiu da caldeira vulcânica causada pelo evento daquele dia. As caldeiras são estruturas de colapso sobre uma câmara de magma.

Mesmo após a explosão, o arquipélago continua a apresentar uma flora e fauna diversas, beneficiada por seu clima tropical. Atualmente, o arquipélago faz parte do parque nacional de Ujung Kulon, e pertence ao patrimônio mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas pela Educação, Ciência e Cultura). A ilha dista apenas 160 km em raio da capital indonésia Jacarta. Administrativamente, o arquipélago pertence à província de Lampung, de Sumatra.

As consequências da explosão foram terríveis. Além dos mortos, as regiões vizinhas de Banten e Lumpung ficaram devastadas, sofrendo por anos com os dejetos. Documentos de navios testemunham esqueletos flutuando em alto mar em direção à África, colados a pedras, isso um ano após a erupção.

Essa não foi a primeira vez que Krakatoa foi abalada por erupções. O fenômeno, segundo especialistas, já havia se repetido outras duas vezes: uma no século V, em 416, outra no VI, em 535.

O vulcão continua ativo, mas a possibilidade de um novo evento da mesma magnitude é considerado relativamente limitado.
Fonte: Opera Mundi

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