sábado, 31 de agosto de 2013

Restos alimentícios de 1100 anos de idade são encontrados em sítio arqueológico no México

Restos de grãos carbonizados de milho, feijão, abóbora e amaranto com mais de 1100 anos de idade foram descobertos nesta semana, durante escavações iniciadas no último ano no sítio arqueológico de La Quemada, no México, e agora sugerem que o local foi um povoado mesoamericano pré-hispânico, não um lugar de peregrinação, como se acreditava anteriormente.

“Essa é a primeira vez no sítio que se descobrem sementes em um contexto de tipo doméstico e que se relacionam a alimentação”, indicou Marco Antonio Santos, arqueólogo do Inah (Instituto Nacional de Antropologia e Histórica), responsável pelas escavações. Ele descartou que os grãos tenham chegado por meio do comércio, porque o milho e o feijão já haviam sido encontrados em terras isoladas para cultivo agrícola do sítio em explorações anteriores.

Reprodução

Vista panorâmica de El Cuartel, no México: complexo possuía cinco níveis e foi construído sobre uma colina 

Também foram encontradas vigas de pinheiros com mais de dois metros de altura, o que sugere a existência de florestas na região, as quais devem ter desaparecido devido às atividades mineradoras dos últimos 450 anos. “Isso, somado aos restos vegetais que datam de entre 650 e 900 d.C., sugerem que a fronteira norte mesoamericana estava muito acima do que havíamos pensado até agora [em termos de desenvolvimento]”, explicou Santos. 
Reprodução"Este povoado, localizado no município de Villanueva, foi construído em cinco níveis sobre uma colina, no segundo dos quais se localiza uma estrutura denominada El Cuartel, que era a área residencial da elite da comunidade pré-hispânica e que compreende um território de cerca de 500 metros quadrados”, diz o especialista.

[Arqueólogos fazem escavação em sítio de La Quemada]

La Quemada foi um assentamento pré-hispânico com ocupação de 300 a 1200 d.C. e esplendor entre 650 e 900 d.C. Pelas semelhanças que tem com a cidade pré-hispânica de Altavista, tem sido associado ao desenvolvimento da cultura chalchihuites, cuja influência se vê na arquitetura, em desenhos em cerâmica e decoração com pigmentos verdes, azuis e amarelos, assim como altas concentrações de restos ósseos humanos em alguns edifícios.
Fonte: Opera Mundi

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