domingo, 13 de outubro de 2013

1991 - A polícia política soviética, KGB, é dissolvida pelo Conselho de Estado

Em 12 de outubro de 1991, a KGB, órgão policial e de segurança do Estado soviético, foi dissolvida pelo Conselho de Estado e substituída por novos serviços sob responsabilidade de diferentes ministérios.

Em 1954, com o início da Guerra Fria, a KGB foi criada para evitar a influência e a intromissão dos Estados Unidos e de outras potências ocidentais em países sob influência de Moscou, mas também para manter a estabilidade política interna.

Wikicommons
KGB é o acrônimo em russo para Komitet Gosudarstvennoi Bezopasnosti, Comitê de Segurança do Estado, tendo sido a principal organização de serviços secretos.

[O atual presidente russo, Vladimir Putin, na época em que era da KGB]

Depois da desintegração da União Soviética, o serviço secreto dividiu-se em setores externo e interno. Os sucessores do KGB são o Serviço Federal de Segurança da Federação Russa, que garante a segurança interna, e o Serviço de Informação Estrangeira.

A União Soviética sempre teve uma polícia política muito poderosa, presente em todas as etapas da sua história e na captação de informações em todo o mundo.

A KGB era uma polícia secreta e política que não tinha equivalente no mundo, porque se situava num nível completamente diferente dos outros serviços secretos, pois constituía igualmente um ministério. Dispunha de trezentos mil associados, blindados, caças e barcos, sendo uma organização militar totalmente independente das Forças Armadas.
A organização compreendia 5 direções-gerais. A primeira e mais importante incluía a subdirecção dos agentes que viviam fora do país sob uma falsa identidade; a subdirecção cientifica e técnica; um serviço de contra-espionagem; serviço de ação; e um serviço de ações violentas - assassinatos, atentados, sequestros, bombas.

Suas origens remontam a antes da Revolução Russa, quando Felix Dzerjinski fundou o grupo paramilitar Tcheka, instituição que seria a matriz de todos os serviços secretos do país.

O nome de Dzerjinski é sempre lembrado quando se fala de KGB. Era o nome da praça onde o quartel general dos serviços secretos tinha lugar. Felix Dzerjinski, íntimo de Lenin, dele recebeu a missão em 20 de dezembro de 1917 de criar um órgão que teria o objetivo de detectar as forças contrarrevolucionárias. Assumiu o nome de Comissão Pan-Russa contra a Contrarrevolução e a Sabotagem, logo conhecida como  "Tcheka".

Em 30 de agosto de 1918, o chefe da Tcheka da cidade de São Petersburgo, Moissei Ouritski, foi assassinado. Em resposta, a Tcheka desencadeou em 2 de setembro o que se chamaria de o “Terror Vermelho” eliminando inúmeros contrarrevolucionários.

Em 1921, Dzerjinski acumulava os mandatos de diretor da Tcheka, Comissário do Povo do Interior e Comissário dos Meios de Comunicação.

Em 7 de fevereiro de 1922, a Tcheka foi substituída pela GPU (Direção Política do Estado), subordinada à NKVD (Comissariado do Povo do Interior), tudo sob a chefia de  Dzerjinski. Em 1923 muda o nome para OGPU (Direção Política do Estado Unificada).

Em 1946, a NKVD tornou-se MVD (Ministério do Interior), um dos principais atores na caça aos colaboradores e ativistas nacionalistas anticomunistas, ao lado do MGB (Ministério da Segurança do Estado).

Nos Estados Unidos, a CIA acabava de ser criada. Os órgãos de informações exteriores do MGB e da GRU (Direção Principal de Informação) foram reagrupados num só organismo, o KI (Comitê de Informação), junção que resultou em fracasso.

Em 5 de julho de 1978, a KGB retoma seu status ministerial e é colocado sob controle direto do Primeiro Secretário do Partido Comunista e do Conselho de Defesa, órgão supremo da União Soviética.

Em dezembro de 1990, um departamento especializado na luta contra o crime organizado foi criado no seio da KGB. No entanto, nessa época já se tratava intensamente da dissolução da KGB.

O último ato da KGB foi a nomeação por Gorbachev, em 30 de setembro de 1991, de Yevguenyy Primakov para a sua chefia, com a missão de planificar a criação de um futuro serviço de informações exteriores.
Fonte: Opera Mundi

Nenhum comentário: