domingo, 1 de dezembro de 2013

1913 - Ilha de Creta é anexada à Grécia


Foras duas as Guerras dos Bálcãs no sudeste da Europa entre 1912 e 1913, durante as quais a Liga Balcânica – Bulgária, Montenegro, Grécia e Sérvia – conquistou primeiramente territórios otomanos – Macedônia, Albânia e a maior parte da Trácia – e, em seguida, se lançou sobre a divisão das áreas restantes. Nesse contexto, a ilha de Creta se juntou à Grécia em 1º de dezembro de 1913.
Creta é a maior ilha da Grécia e uma das 13 da periferia do país. Localiza-se ao sul do mar Egeu, sendo a segunda maior ilha do Mediterrâneo oriental e a quinta maior de todo esse mar. Segundo a mitologia, era lá que vivia o Minotauro.
Geografia
No cruzamento de três continentes, Europa, Ásia e África e com capital em Iráclio, Creta cobre uma área de 8.336 km² e conta com cerca de 650 mil habitantes. Seu litoral é pontilhado por enseadas, baías e penínsulas, que fazem da ilha um dos destinos turísticos mais populares da Europa.
Um conjunto de montanhas altas atravessa a ilha de oeste a leste, formado por três grupos distintos. A oeste estão as Montanhas Brancas (2,453 m de altitude); ao centro,  a montanha de Idi (cujo ponto mais alto é o pico Psiloritis, com 2.456 m), e a leste, a montanha de Dikti (2,148 m de altitude). Tais montanhas deram a Creta planaltos férteis como os de Lassithi, Omalos e Nida, e cavernas como as de Diktaion e Idaion, além do famoso desfiladeiro de Samária. Há ainda alguns vales e planícies no relevo cretense, com destaque para a planície de Messara, localizada entre as montanhas e Psiloritis e Asterousia no centro-sul da ilha.
História
Os cretenses criaram, no 3º milênio a. C., uma grande civilização insular, conhecida como minoica, que construiu palácios nas cidades de Cnossos, em Festo, em Mália e em Hagia Tríada, cujas ruínas ainda podem ser vistas. Alguns séculos mais tarde, esta civilização se disseminou para outras regiões do mar Egeu, incluindo a Grécia continental.
A partir da primeira metade do 2º milênio a. C., Creta chegou a ser um centro comercial de produtos como o vinho, azeite, cerâmicas, tecidos e joalheria. Impôs-se no mar Mediterrâneo, em territórios próximos e até mais afastados como a Sicília. Seu predomínio terminou por volta de 1400 a. C., quando foi ocupada militarmente pelos aqueus.
No ano 67 a. C., os aqueus entraram em conflito com os romanos, que conquistaram a ilha, comandados por Quinto Metelo. Quando o Império Romano se dividiu em 395, Creta assumiu um papel importante por causa da localização estratégica no Império Romano do Oriente, tendo sido um relevante posto bizantino.
Em 823, a ilha foi ocupada pelos árabes, tendo sido reconquistada pelo Império Bizantino em 961. Veneza a conquistou durante a 4ª Cruzada, em 1204.
Os venezianos teriam de defender a ilha das investidas dos turcos otomanos durante o século 15. Os turcos instalaram-se em Creta em 1645 e acabaram por conquistá-la totalmente em 1715, introduzindo o islamismo sunita. Contudo, a grande maioria da população permaneceu fiel ao cristianismo ortodoxo, de etnia e língua grega.
Creta tornou-se um estado autônomo em 20 de março de 1898 e independente em 6 de outubro de 1908, ficando a população dividida entre turcos e gregos.
Mesmo com a anexação definitiva à Grécia em 1913, Creta constitui um mundo diferente em comparação com outras partes do país, com suas próprias tradições, personalidade e seu próprio dialeto grego. Hoje em dia, Creta possui uma economia que depende em boa parte da agricultura e do turismo. Destaca-se o cultivo da oliveira, a partir da qual se produz azeite virgem. Outros produtos cultivados são laranjas, uvas e vegetais de estufas. Há ainda a produção de mel, queijo e ervas. Além da atividade agrícola, há grande número de ovinos e caprinos.
Fonte: Opera Mundi

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