segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

1556 - Akbar, de 13 anos, assume reino muçulmano de Pendjab

Em 27 de janeiro de 1556, o jovem Akbar, 13 anos, sucede a seu pai Humayun e a seu avô Babour à frente de um pequeno reino muçulmano do Pendjab, no norte da Índia. Nos primeiros anos de seu reinado, valeu-se dos conselhos de seu preceptor, o chefe turcomano Bairam Khan. Contudo, a partir dos 19 anos assumiu pessoalmente o governo de seu país.


Aos 13 anos, Akbar assume reino muçulmano de Pendjab

Este longínquo descendente do conquistador turco Tamerlan iria alargar em poucos anos um império na Índia do Norte , do Gujerat à Bengala, dando origem à dinastia dos Moghols.

No mesmo ano de sua coroação, ao preço de algumas batalhas, Akbar põe fim à anarquia que reinava no reino fundado por seu ilustre avô, Babour Chah. Sobre o célebre campo de batalha de Panipat, perto de Delhi, em novembro de 1556, derrotou o usurpador, Hémou.

Depois o príncipe se volta contra os reinos rajpoutes, paladinos do hinduismo, réfugiados nas cidadelas medievais. Ele mesmo casa-se em 1562 com uma princesa rajpoute tendo em vita selar a reconciliação entre muçulmanos e hindus.

Em 1568, após um longo cerco, os defensores da cidadela rajpoute de Chitor se suicidam. Malgrado esse funesto acontecimento, os rajpoutes persistem na oposição a Akbar.

Sem cessar de os combater, ao preço de seguidos grandes massacres, Akbar instaura a tolerância em seu império. Governa facilmente com os hindus e desenvolve com o concurso deles uma administração eficaz, suprimindo notadamente o imposto que pesava sobre os muçulmanos. Concorda em conceder privilégios comerciais aos portugueses, cujas caravelas atracavam nos portos da costa malabar.

Sua abertura de espírito o leva a fundar em 1582 uma nova religião que pudesse reunir o que ele acreditava ser o melhor havia nas antigas religiões. Ele mesmo se institui chefe dessa "Fé Divina", mas evita de impô-la aos seus súditos. A nova religião não sobreviveria a Akbar.

Nessa mesma época, a Europa Ocidental se destroçava nas guerras de religião entre católicos e protestantes.

O mapa da época mostra a península indiana – As Índias, como se dizia outrora – ao tempo dos primeiros imperadores moghols, de meados do século 16 ao fim do século 17. Este foi um dos três raros períodos em que a península se manteve quase que completamente unida.

Por ocasião de sua morte, em 16 de outubro de 1605, na capital do reino Agra, Akbar deixava a herança do império mais poderoso que a península indiana jamais conhecera.

Seu filho e sucessor, Jahangir, difunde a cultura persa na Índia por intermédio de sua mulher, a princesa persa Nur Jahan. Dá prosseguimento à política de tolerância de seu pai, porém com menos energia, e ao aproximar-se o seu fim teve de combater a rebelião de seu filho e herdeiro, Chah Jahan.
Fonte: Opera Mundi

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