sexta-feira, 7 de março de 2014

1899: Aspirina é patenteada em Berlim

O laboratório alemão Dreser conclui em 6 de março de 1899 um processo de fabricação da aspirina e deposita a patente em Berlim. Este avanço médico é obra do químico Felix Hoffmann, que conseguiu sintetizar o derivado acetila do ácido salicílico em 1893. Dotado de grandes propriedades analgésicas, o produto tem também a faculdade de baixar a febre. A empresa Bayer se apressaria de comercializar o medicamento, dando nascimento a um novo mercado: a indústria farmacêutica.
O Departamento Imperial de Patentes em Berlim registrou o nome de fantasia Aspirina, para o ácido acetilsalicílico, em favor da companhia farmacêutica alemã Friedrich Bayer & Co.
A droga mais comum dos armários domésticos de medicamentos, das bolsas e bolsos das pessoas, das gavetas dos escritórios, o ácido acetilsalicílico foi originalmente retirado de uma descoberta química na casca de árvores como o salgueiro e o choupo e também nas folhas e flores femininas do salgueiro.

Wikimedia Commons 

Droga é vendida em todas as partes do mundo. Acima, em embalagem sérvia 

Em sua composição primitiva, o ingrediente ativo, salicina, foi usado durante séculos na medicina caseira, começando na Antiga Grécia quando Hipócrates o utilizou para aliviar a dor e a febre. Conhecido dos médicos desde meados do século XIX, foi usado parcamente em virtude de seu gosto ruim e a tendência de criar problemas estomacais.
Em 1897, um empregado da Bayer, Felix Hoffman, descobriu um jeito de criar uma forma estável da droga que fosse mais fácil e mais agradável de tomar. Algumas evidências mostram que o trabalho de Hoffman foi, na verdade, realizado pelo químico Arthur Eichengrun, cujas contribuições foram encobertas durante a era nazista.

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Após obter os direitos de patente, a Bayer começou a distribuir a aspirina em forma de pó aos médicos a fim de que prescrevessem a administração de apenas uma grama por vez. A marca registrada ‘Aspirina’ derivou de ‘a’ de acetila; ‘spir’ da planta ‘spirea’, uma fonte do salicina; e o sufixo ‘ina’ comumente usado para medicamentos. Rapidamente a aspirina se tornou a droga mais consumida em todo o mundo.
A aspirina se tornou disponível no formato tablete e sem necessidade de prescrição médica em 1915. Dois anos depois, quando a patente da Bayer expirou durante a Primeira Guerra Mundial, a companhia perdeu os direitos da marca registrada da aspirina em vários países.

Após a entrada dos Estados Unidos na Guerra contra a Alemanha em abril de 1917, o Registro de Propriedade Estrangeira, uma agência governamental que administra propriedades estrangeiras nos Estados Unidos, bloqueou os ativos da empresa Bayer-U.S.. Dois anos mais tarde, a Bayer – nome e marca registrada para os Estados Unidos e Canadá – foi arrematada em leilão, sendo adquirida pela Sterling Products Company, depois Sterling Winthrop, por 5,3 milhões de dólares.
A Bayer na Alemanha tornou-se parte da IG Farben, o grande conglomerado industrial químico que fazia parte do coração financeiro do regime nazista. Após a Segunda Guerra Mundial, os Aliados separaram as duas companhias e a Bayer emergiu novamente como uma empresa independente. A venda do produto aspirina para os Laboratórios Miles em 1978, acrescentou ao acetilsalicílico uma linha de produtos que incluiu o Alka-Seltzer e uma série de comprimidos vitamínicos.

Em 1994, a Bayer comprou da Sterling Winthrop a linha de medicamentos sem necessidade de receita médica retomando os direitos sobre a marca registrada, o nome e o logo permitindo-lhe negociar o seu mais famoso produto em todos os quadrantes do planeta.

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