quarta-feira, 12 de março de 2014

Formatura: Discurso dos formandos


por Bruna Anacleto e Priscila Pulga

Primeiramente agradecemos aos nossos colegas que permitiram que realizássemos a tarefa de representa-los nessa fala. Muito obrigada. Segundo Mário Quintana “São os passos que fazem o caminho”, passos esses que mesmo cansados pelo dia inteiro de trabalho, mesmo molhados pela chuva que teimava em cair sempre nos horários de chegada e saída da aula, congelados pelo frio do rigoroso inverno sulino, insistiam em deixar obstáculos para trás, pois afinal, “toda pedra do caminho nós podemos retirar”.

Nossos passos percorreram diversos lugares, diversas épocas, mas não para remontar a História, pois segundo o professor Astor é impossível saber “como rrrealmente foi”. Aprendemos que a História é o estudo do homem no seu tempo, então lá fomos nós descobrir...

Descobrimos então que ‘História é pra quem pode, e não pra quem quer!’ Temos certeza que sim professor Adelar, e ao findar esses quatro anos percebemos o quanto e como podemos... A História é pra quem pode mais: mais além, mais a fundo, mais afinco! E mesmo que nesse quebra-cabeça gigante de mentes tão diferentes, pudemos e fomos juntos!

Talvez não fôssemos a turma mais amada do IFCH, muito menos a menor... Éramos muitos e barulhentos, inquietos, curiosos, indignados, e eram nessas diferenças que nos encontrávamos... e ao fim do temporal de ideias, sempre vinha a calmaria acompanhada daquelas risadas por não sabermos em que diabos no mapa ficava Guabiju... As incertezas, os Analles, Braudel, o peixe que dançava pra trás, tudo isso vem como flashs em nossas memórias...

Mas como vocês sabem meus caros, essas memórias serão eternamente nossas e da grama, porque como diria um notável professor (e inesquecível diga-se de passagem) tudo está em tudo! E estava, tinha ouro na grama, tinha estudante de História no prédio do Direito, na Biologia, na Fisioterapia... sempre estivemos em tudo e estaremos! Como semeadores de ideias, não passávamos despercebidos, se criavam concílios para debater do preço do café das máquinas ás divagações sobre o cotidiano nas ágoras.

Como já dissemos um dia, isto tudo é sobre café e outros vícios... Vício de aprendizado, de força de vontade, de cooperação: das vezes quando não queríamos entrar e fazer a prova, e se formavam grupos no corredor para nos lembrar que sabíamos sim e que o esquecimento também fazia parte da História!

E como não lembrar das nossas pílulas de felicidades diárias quando víamos o crescimento do Emílio, nosso homenageado aqui também... ou quando a cada entrada de semestre ficávamos cada vez mais assustados por a turma ir diminuindo gradativamente.

E estamos, somos hoje professores, somos colegas/amigos/ e amigos/colegas, pudemos descobrir juntos que a música da Jiboia além de história é educativa e elucidará todas as nossas futuras pesquisas, sempre a cantaremos para lembrar desses anos, em que convivemos muito mais com vocês em algumas situações do que com a nossa própria família, éramos porto seguro um do outro. Éramos divergentes sim, mas nada que um seminário sobre Getúlio Vargas e paçocas não nos unisse!

Por fim, temos a certeza de que esses anos que passaram tão rápido, a cada dia traz uma saudade desses pequenos momentos, de risadas em aula... daqueles que se tornaram mais que colegas, que são amigos, são como irmãos. Já olhamos para esse passado recente vendo o crescimento de cada um de nós, de como nos tornamos pessoas melhores e ótimos profissionais! Obrigada por tudo, pelas horas de estudo, os emails na madrugada trocando dicas, livros para download, as músicas que inventávamos... E os que não estão aqui por algum motivo, se sintam abraçados, pois sem modéstia fomos uma turma inesquecível! Vocês, assim como nossos professores, são responsáveis por fazerem nos apaixonarmos ainda mais pelas nossas escolhas e ter mais certeza de que é isso mesmo que queríamos ser quando crescêssemos... 

E que nos desculpem os outros, mas nós fazemos HISTÓRIA!



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