domingo, 16 de março de 2014

Jerusalém cai em mãos de Nabucodonosor


Em 16 de março de 597 a. C., Jerusalém cai em mãos de Nabucodonosor.
O poderoso rei da Babilônia recebe a submissão do reino de Judá. Era a última sobrevivência do reino de Israel fundado quatro séculos antes por Saul, David e Salomão e cuja população já havia sofrido nas mãos dos assírios.
Nabucodonosor transfere a família real e a elite judaica para o seu país, entre o rio Tigre e o Eufrates, Iraque atualmente.
Dez anos depois, em seguida a uma derradeira revolta, toda a população de Jerusalem é enviada para a Mesopotâmia e o prestigioso Templo de Salomão é destruído. Era a primeira diáspora.
Os profetas hebreus da época, como Geremias e Ezequiel, viam naquelas desgraças uma punição infligida ao povo hebreu por ter desobedecido a Deus. Na Babilônia, entretanto, os judeus iriam afirmar sua religião e conquistar em prosperidade o que haviam perdido em liberdade.
Cinquenta anos mais tarde, quando Ciro, o rei da Pérsia, conquistaria a Babilônia, uma parte dos hebreus retornaria à Palestina a fim de construir um segundo templo, embora permanecendo sob a tutela dos persas.
Com a queda de Jerusalem, terminava a independência de Israel por longos 2.500 anos – à parte breves períodos de independência sob os macabeus  ou os asmoneus -, período em que o território foi ocupado na maior parte do tempo por tribos muçulmanas, até a ressureição do Estado judaico na mesma região no século 20 de nossa era.
A história dos hebreus é conhecida entre nós essencialmente pela Bíblia. A Bíblia é um conjunto de epopeias, de anais reais, de contos mitológicos, de poemas, de orações formuladas pelos profetas bem como de textos jurídicos.
Havia sido redigida por eruditos ou escribas judeus principalmente entre os anos 500 e 150 antes do nascimento de Jesus Cristo. Eles explicavam que o povo hebreu tinha estabelecido uma aliança com um Deus único, Yahvé (“Aquele que é”).
Supõe-se que a maior parte dos acontecimentos relatados pela Bíblia tenha se desenrolado no segundo milênio antes de Cristo, a não ser que se tenham perdido na noite dos tempos. A Bíblia é considerada amplamente mítica, no entanto contém algumas informações etnológicas úteis aos historiadores e aos arqueólogos.
Fonte: Opera Mundi

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