terça-feira, 20 de maio de 2014

1927 - Grã-Bretanha reconhece independência do Reino de Nejd e Hejaz



Pelo Tratado de Jeddah, firmado em 20 de maio de 1927, o Reino Unido reconhecia a independência do então conhecido como Reino de Nejd e Hejaz. Em 1932, as principais regiões de Al-Hasa, Qatif, Nejd e Hejaz se unificaram para formar o reino da Arábia Saudita.

[Rei Abdelaziz bin Saud, fundador do reino da Arábia Saudita]
Arábia Saudita é uma monarquia do Oriente Médio, situada na Península Arábica. Limita-se com a Jordânia e Iraque ao norte; com Iraque ao noroeste; com Kuwait, Emirados Árabes, Catar e o golfo Pérsico ao leste; com o mar Vermelho a oeste; com Omã e Iêmen ao sul, além de estar conectada com Bahrein através da Calçada do Rei Fahd. O país tem 2,2 milhões de quilômetros quadrados e população de 30 milhões de habitantes.
O reino saudita foi fundado por Abdelaziz bin Saud em 1932 e tem sido uma monarquia absoluta desde os primórdios, baseada nos princípios islâmicos. O reino é também denominado como “a terra das mesquitas sagradas”. Meca e Medina são os dois lugares mais sagrados do Islã e o acesso às suas mesquitas é estritamente proibido aos não muçulmanos.
A Arábia Saudita representa hoje uma das últimas quatro monarquias absolutas que restam no mundo. A linhagem oficial está completamente alinhada aos preceitos islâmicos com uma das mais rigorosas interpretações da ‘sharia’, a lei islâmica. A grande maioria das liberdades fundamentais,  se não proibidas, estão seriamente restringidas. Os atos homossexuais são condenados habitualmente à morte, as mulheres não podem conduzir veículos e o direito delas ao voto só foi reconhecido em 2011.  É um dos países que mais aplica a pena de morte, inclusive contra menores de idade, principalmente por estupro, tráfico de drogas e homossexualidade.
História da Arábia Saudita
À parte um pequeno número de assentamentos urbanos como Meca e Medina, a maior parte do que é atualmente a Península Arábica era habitada por tribos nômades ou coberta por desertos inabitáveis. O profeta Maomé nasceu em Meca por volta do ano de 571. No início do século 7, uniu as distintas tribos e criou um único sistema de governo religioso islâmico.

Após sua morte em 632, os seguidores expandiram o território sob domínio muçulmano mais além da Arábia, conquistando uma vastidão de territórios, desde a Península Ibérica até a Índia, em questão de décadas. Desse modo, a Arábia logo se converteu numa região periférica do mundo islâmico à medida que o foco se centrou nas terras conquistadas mais desenvolvidas.
Desde o século 10 até princípios do século 20,  Meca e Medina estiveram sob controle de um xerife de Meca, porém na maior parte do tempo esse xerife devia obediência aos governantes dos maiores impérios islâmicos com sede em Bagdá, Cairo e Istambul.
No século 16, os otomanos anexaram a seu império as costas do Mar Vermelho e o Golfo Pérsico. Em 1744, o emir Muhamad bin Saud juntou suas forças a Muhamad ibs Abd-al-Wahab, criador da seita do wahabismo, a fim de criar uma nova entidade política, o emirado de Diriyah.
Em 1902 Riad, a capital ancestral da dinastia Al-Saud, foi conquistada. Em 8 de janeiro de 1926, Abdelaziz bin Saud se converteu em rei de Hiyaz e no ano seguinte, rei de Nejd. Mediante o Tratado de Jedda de 20 de maio de 1927, o Reino Unido reconheceu a independência do reino.
O descobrimento de petróleo em 1938 transformou economicamente o país. A Arábia Saudita se integrou às Nações Unidas em 1945 e é membro fundador da Liga Árabe e da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Tem importante papel no FMI e no Banco Mundial e em 2005 se uniu à Organização Mundial de Comércio.
O rei na Arábia Saudita concentra toda a autoridade, tendo sob seu controle os poderes legislativo, executivo e judiciário. Seu poder só está limitado, de acordo com a Lei Básica de 1992, aprovada por um Real Decreto, pela Sharia e o Corão, que junto com a Sunnah – os meios pelos quais Maomé aplicou o Islã -, formam a constituição nacional. Não existem eleições nem partidos políticos e o sistema político está submetido ao wahabismo
(movimento ultraconservador).
O sistema legal está dividido entre o Conselho da Shura (Conselho de Consulta) composto de 150 membros estudiosos nomeados pelo rei, e o Conselho de Ministros, todos membros masculinos da família real.
Tanto o governo como a família real têm sido acusados de corrupção, num país em que é tênue a linha que separa os bens do Estado e a fortuna pessoal dos príncipes. De fato, no Índice de Percepção de Corrupção realizado em 2010 pela Transparência Internacional, a Arábia Saudita recebeu uma pontuação de 4,7 numa escala de 0 a 10, em que 0 denota alta corrupção e 10, alto grau de honestidade.
Fonte: Opera Mundi

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