sábado, 5 de julho de 2014

1962 - Argélia proclama independência após 132 anos de colonização francesa



Argélia feliz com sucesso da seleção: país só se tornou independente na década de 60

Em 5 de julho de 1962, a Argélia é proclamada independente após 132 anos de colonização francesa - que teve início em 14 de junho de 1830 com o desembarque de forças francesas na costa de Sidi Fredj.
Depois da assinatura dos Acordos de Evian em 18 de março de 1962 e a declaração de cessar-fogo no dia seguinte, foram necessários 4 meses para que a Argélia conquistasse totalmente sua independência.
A Guerra de Independência argelina ou "Guerra de Libertação Nacional" foi um conflito que se estendeu de 1954 a 1962. O Massacre de 5 de Julho ou Massacre de Orã teve lugar em Orã, cidade argelina, em 5 de julho de 1962, 4 meses após o cessar-fogo, dois dias após o reconhecimento oficial da independência e, na verdade, algumas horas antes de sua proclamação.

Houve um confronto entre civis europeus e nativos muçulmanos, quando elementos armados do Exército de Libertação Nacional intervieram. Foram contadas centenas de mortos entre os europeus e um número incalculável de muçulmanos. O exército francês só interveio algumas horas mais tarde.
A Guerra de independência e de descolonização opôs nacionalistas argelinos, reunidos em torno da Frente de Libertação Nacional (FLN), à França e ao colonizador francês. Era a um só tempo um duplo conflito militar e diplomático e também uma dupla guerra civil, entres as comunidades de um lado e no interior das comunidades de outro. Teve lugar principalmente sobre o território da Argélia porém com importantes repercussões na França metropolitana.
Acarretou graves crises políticas na França, tendo por consequência o retorno ao poder de Charles de Gaulle e a Queda da IV República, substituída em seguida pela V República.
Depois de ter dado tempo ao exército para esmagar definitivamente a revolta, utilizando todos os meios a sua disposição, inclusive a tortura planificada, De Gaulle inclina-se finalmente pela autodeterminação como única saída possível ao conflito, o que levou uma fração do exército francês a se rebelar e entrar em oposição aberta com o poder, rapidamente reprimida.

O conflito desemboca nos Acordos de Evian e na independência argelina e precipita o êxodo da população europeia da Argélia, conhecida como pés-negros bem como o massacre de dezenas de milhares de harkis – muçulmanos argelinos que preferiram integrar o exército francês contra a FLN.
O termo oficialmente empregado pela França à época era “acontecimentos da Argélia”, embora a expressão “guerra da Argélia” tivesse curso corrente. A expressão “Guerra da Argélia” foi oficialmente adotada somente em 18 de outubro de 1999.
A Guerra da Argélia fez parte do movimento de descolonização que afetou os impérios ocidentais após a Segunda Guerra Mundial e se inscreveu nos quadros do combate anti-imperialista.
Opôs principalmente de um lado o exército francês, coabitando com tropas de elite dos paraquedistas e da Legião Estrangeira, ‘goums’ marroquinos (até sua dissolução em abril de 1956), forças de manutenção da ordem, conscritos de contingentes indígenas (harkis e moghazinis) contra o Exército de Libertação Nacional (ALN), braço armado da Frente de Libertação Nacional (FLN) na origem da insurreição.
Entre 1952 e 1962, 1.343.000 convocados e 407 mil militares da ativa foram enviados para a Argélia. Perto de 180 mil muçulmanos argelinos também combateram do lado francês, se bem que outro números, inflados, foram alardeados para fins de propaganda.
Fonte: Opera Mundi

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