quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Elementos da memória cultural histórica em exposição no MHR/UPF

Mostras “IHPF e AHR: Espaços de memória” e “Rede de Memórias” estão abertas ao público para visitação

Dois espaços que expressam a preservação e valorização da memória e da história de Passo Fundo já estão abertos ao público. Na quarta-feira (06/08), aconteceu a abertura oficial das exposições “IHPF e AHR: Espaços de memória” e “Rede de Memórias”. Uma iniciativa do Projeto Momento Patrimônio, da Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade de Passo Fundo (UPF), as mostras ocorrem por meio de uma parceria com o Arquivo Histórico Regional (AHR) e com o Instituto Histórico de Passo Fundo (IHPF) e seguem até outubro no Museu Histórico Regional (MHR).

Conforme a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, Bernardete Dal Molin, é importante recuperar aspectos relativos à história da cidade, da memória das pessoas e da identidade local. “Esses momentos nos ajudam a dar sentido àquilo que somos hoje, entender porque nos constituímos desta forma e encontrar relações em lugares e situações que formaram a população, trazendo perspectivas para o futuro”, comenta. Para ela, é gratificante ser parceiro em iniciativas que trabalham em prol da preservação da memória e contribuir com a educação dos alunos que envolveram a comunidade nestes projetos.

Espaços de memória
Destacando o perfil de atuação do Arquivo e do Instituto Histórico, a exposição “IHPF e AHR: Espaços de memória” se deu a partir da identificação, coleta, guarda, conservação e acesso à pesquisa de documentos que registram a história da região Norte do Rio Grande do Sul.

O presidente do IHPF, Fernando Miranda, destaca que o Instituto, ao longo de 60 anos, vem recolhendo materiais e fontes que servem para estudos históricos. Na opinião dele, a exposição tem um aspecto que merece atenção. “Temos uma lista telefônica de 1954 e ao seu lado um telefone a manivela. Esse cenário nos convida para que façamos uma chamada ao passado e à memória, que certamente nos dará alguma resposta positiva que vai nos abrir horizontes e nos fazer refletir ainda mais”, pontua.
Rede de Memórias
A exposição “Rede de Memórias” reúne o trabalho de preservação dos estudantes da rede municipal de ensino, que fizeram registros acerca da história e da memória da comunidade escolar e do bairro onde estão inseridos. A mostra é resultado de um trabalho do projeto Momento Patrimônio, desenvolvido através de uma parceria da UPF com a Secretaria Municipal de Educação desde agosto de 2013.


Para a coordenadora do projeto Rede de Memórias, historiadora e professora da UPF, Ironita Machado, a exposição é a demonstração de que a memória, o patrimônio e a história estão presentes na vida de qualquer grupo social e em qualquer espaço. “O que expressam nesses trabalhos é considerado, para eles, como patrimônio e essa é a identidade de Passo Fundo”, considera.

Segundo a professora, a exposição representa a concretização de um dos desafios da UPF que é o trabalho de extensão. “A exposição retrata a prática cotidiana de estar na comunidade”, avalia. Ela explica que a mostra culmina atividades de um ano e que terá continuidade na sala de aula. “Pretendemos elaborar recursos didáticos para que estejam em todas as escolas, contemplando a história regional, que inclua as comunidades e o currículo formal possa iniciar a partir da própria realidade. Com isso, a instituição cumpre o seu papel de responsabilidade social”, finaliza.

Envolvendo alunos e professores
Na Escola Municipal de Ensino Fundamental São Luiz Gonzaga, a professora Sirlei de Souza coordenou a pesquisa feita pelos alunos e conta que o desafio foi envolver professores e estudantes no trabalho. Por ser da área de história, ela aceitou a proposta e desenvolveu uma linha do tempo com os principais acontecimentos do bairro. “Os alunos foram desenvolvendo textos e à medida que o trabalho foi acontecendo, se formou a rede de memórias em que uns informavam aos outros”, comenta. O resultado do trabalho de pesquisa vai além do conhecimento e já estabeleceu novas iniciativas: durante a feira literária que acontece em novembro, a escola vai lançar um livro contado as experiências dos alunos. A publicação vai compilar os textos desenvolvidos a partir das entrevistas e do registro histórico.
 

Nenhum comentário: