quarta-feira, 3 de setembro de 2014

1945 - Rendição do Japão marca fim da Segunda Guerra Mundial


Ata de capitulação foi assinada na baía de Tóquio, na presença do general Douglas MacArthur e representantes das potências aliadas

Em 2 de setembro de 1945, o Império do Sol Nascente se rende aos Estados Unidos, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. A Alemanha havia capitulado quatro meses antes.A ata de capitulação foi assinada na baía de Tóquio, a bordo do navio de guerra norte-americano Missouri na presença do general Douglas MacArthur e representantes das potências aliadas.

Aliado da Alemanha de Hitler e da Itália de Mussolini, no seio do Eixo, o Japão do imperador Hiroito entrou na guerra mundial ao atacar sem prévio aviso a base naval norte-americana de Pearl Harbor. Débil demais para poder suplantar a primeira potência industrial do mundo, o Japão não cessara de perder terreno após o aniquilamento de sua frota em Midway. Contudo, nem a perda das ilhas distantes após combates encarniçados, nem os bombardeios convencionais sobre as grandes cidades do arquipélago japonês fizeram diminuir a determinação dos dirigentes militares nipônicos.

Wikicommons
Segundo definição da Casa Branca, para poder dobrar o governo japonês era necessário o emprego das poderosas bombas atômicas, recém testadas no deserto de Alamogordo, Novo México.

O presidente Harry Truman autorizou o lançamento de duas bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, o que ocorreu em 6 e 9 de agosto respectivamente.

[Assinatura da rendição na baía de Tóquio]

Na véspera do ataque a Nagasaki, a União Soviética havia declarado guerra ao Japão e no dia seguinte, 9 de agosto, invadiu a Manchúria, uma colônia japonesa.

Todavia, de acordo com as previsões de Washington, seriam as vítimas de Hiroshima e Nagasaki que convenceriam o governo japonês de encerrar uma resistência desesperada.

Em 14 de agosto, os japoneses, pasmos, ouvem pela primeira vez a voz de seu imperador - o mikado – pelos alto-falantes instalados por todas as ruas.

Com voz grave e embargada, Hiroito anuncia a decisão de pôr termo à guerra. Consternação, gritos lancinante e choros sacodem as multidões, sem excluir que no íntimo de muitos cidadãos havia um alívio secreto ante a perspectiva de paz. Aterrados, altos escalões do regime e oficiais de hierarquia escolheram pôr fim aos seus dias segundo o ritual nipônico.

Em 2 de setembro, o novo ministro das Relações Exteriores Mamoru Shigemitsu e o chefe do Estado-Maior da Armada Imperial, o general Yoshijiro Umezu, proibido de se suicidar pelo imperador, assinam a rendição sobre a ponte do cruzador Missouri, ancorado no porto de Tóquio. Na presença do general norte-americano Douglas MacArthur, assinam a capitulação de seu país. A Segunda Guerra Mundial estava terminada e o mundo passava a ser assaltado pelo temor de uma apocalipse nuclear.
O tratado de paz propriamente dito foi assinado seis anos mais tarde, em San Francisco, em 8 de setembro de 1951, pelos representantes do Japão e os dos Estados Unidos e pelas 47 nações aliadas na Segunda Guerra Mundial. A Índia, a Birmânia e a China nacionalista, ausentes naquele dia, iriam firmar, por seu turno, tratados de paz com o Japão nos meses subsequentes. A União Soviética e a China popular se abstiveram de qualquer assinatura.

Por esse tratado de paz, o Japão reconhecia a independência da Coreia e renunciava a qualquer reivindicação sobre suas antigas possessões das ilhas Kurilas e Sakalinas, que passaram à soberania soviética, assim como sobre Taiwan (Formosa) e seus arquipélagos do Pacífico, passados para a tutela de Washington. Renunciava a toda intervenção militar externa e se viu somente autorizado a constituir uma “força de autodefesa” não nuclear.

Preocupados em transformar o arquipélago em base avançada ante os países comunistas, União Soviética e China Popular, os Estados Unidos conservam até hoje importantes bases militares na área, notadamente em Okinawa.

Com a entrada em vigor do tratado, em 28 de abril de 1952, o Japão pôde, por fim, recuperar sua independência política e se libertar da tutela norte-americana, embora mantendo laços especiais.Com a reconstrução paulatinamente concluída, o país ingressou, desde então, numa fase de expansão acelerada que a içou em poucos anos ao patamar de um dos países mais ricos do planeta.
Fonte: Opera Mundi

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