sábado, 20 de setembro de 2014

Ex-guarda de Auschwitz é acusado de cumplicidade em pelo menos 300 mil assassinatos


Oskar Groening, de 93 anos, é um dos 30 ex-funcionários do campo de extermínio polonês analisados por promotores na Alemanha
Promotores na Alemanha acusaram Oskar Groening, 93 anos, de ser cúmplice de pelo menos 300 mil assassinatos no período em que atuou como guarda em Auschwitz, reportou a Associated Press nesta terça-feira (16/09).
Groening é acusado de ajudar a operar o campo de extermínio na Polônia ocupada pelos nazistas, entre maio e junho de 1944, quando 425 mil judeus provenientes da Hungria foram levados para lá e ao menos 300 mil foram mortos em câmaras de gás.

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Segundo os promotores, o guarda era responsável por administrar os pertences roubados das vítimas nos campos. Entre outras funções, Groening ajudava a coletar e contabilizar o dinheiro que era encontrado entre os prisioneiros.
"Ele ajudou os nazistas a se beneficiarem economicamente da situação, além de apoiar os assassinatos sistemáticos", alegaram os promotores estaduais na cidade de Hannover, em comunicado. 

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Groening falou abertamente sobre o período em que serviu como guarda e argumentou que testemunhou “atrocidades horríveis”, mas que ele próprio não cometeu nenhum crime.

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O réu é um dos cerca de 30 ex-guardas de Auschwitz analisados pelos promotores na Alemanha. Trata-se do quarto caso investigado em Hannover: dois foram arquivados, porque os suspeitos foram considerados inaptos para o julgamento, e um foi fechado quando o suspeito morreu.

Thomas Walther, representante de 20 vítimas de Auschwitz no processo contra Groening, declarou que esta era sua última chance "de trazer justiça a um dos homens da SS que participou do assassinato de seus parentes mais próximos”. "Muitos dos co-autores estão entre os últimos sobreviventes de Auschwitz", acrescentou. 
Fonte: Opera Mundi

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