sexta-feira, 17 de outubro de 2014

LANÇAMENTO DO LIVRO A GUERRA GUARANÍTICA


OCORRERÁ O LANÇAMENTO DO LIVRO A GUERRA GUARANÍTICA, COM PALESTRA DO AUTOR, CONVERSA COM O PÚBLICO E SESSÃO DE AUTÓGRAFO,
DIA 21 DE OUTUBRO, TERÇA-FEIRA, ÀS 19:30, NA ACADEMIA PASSO-FUNDENSE DE LETRAS (Avenida Brasil Oeste, 792, Passo Fundo/RS.)
TODOS CONVIDADOS.

Editora Terceiro Nome lança a Coleção Brasil RebeldeA Guerra Guaranítica, de Tau Golin, abre a série de livros sobre as revoltas populares desde o período colonial até o republicano; o segundo volume será sobre o Quilombo dos Palmares
Por muito tempo, uma certa historiografia tentou vender a ideia equivocada que o Brasil se formou a partir de um processo pacífico de miscigenação entre europeus, indígenas e africanos. Esses povos teriam aceitado passivamente serem súditos da coroa portuguesa e, depois, cidadãos resignados do Brasil independente. No entanto, os livros que compõem a Coleção Brasil Rebelde seguem uma linha de pesquisa diferente, que busca dar voz aos grupos oprimidos. “O povo brasileiro não tem nada de pacífico. A construção deste país sempre foi marcada por lutas travadas entre as populações excluídas e os poderes estabelecidos”, afirma o jornalista e pesquisador Bruno Fiuza, coordenador da coleção.
Escritos em linguagem acessível por grandes especialistas, cada volume da Coleção Brasil Rebelde é dedicado a uma revolta específica. O primeiro livro da coleção, A Guerra Guaranítica, trata do conflito no qual os indígenas da região dos Sete Povos das Missões lutaram contra portugueses e espanhóis de 1754 a 1756. Ainda neste ano será lançado Palmares, que analisa o maior quilombo da América portuguesa.
A Guerra Guaranítica – o levante indígena que desafiou Portugal e Espanha
Além de ignoradas pela história oficial, as populações indígenas geralmente são retratadas como grupos que se submeteram à dominação europeia sem resistir. Porém, os episódios narrados pelo historiador Tau Golin em A Guerra Guaranítica (Terceiro Nome, 2014) desconstroem essa imagem.
Apoiadas por padres jesuítas, tropas indígenas da região dos Sete Povos das Missões, no atual estado do Rio Grande do Sul, barraram o avanço dos oficiais portugueses e espanhóis que redesenharam as fronteiras entre os domínios de seus países na América do Sul após a assinatura do Tratado de Madri, em 1750. Os rebeldes resistiram de 1754 a 1756, até serem derrotados por um imenso exército coligado das duas nações européias. Apesar da derrota, o líder guarani Sepé Tiaraju é lembrado até hoje como um dos maiores símbolos da resistência dos povos nativos do Brasil.
Luiz Carlos Tau Golin é jornalista e historiador, doutor em história pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), com pós-doutoramento pela Universidade de Lisboa, e professor-pesquisador de História da Universidade de Passo Fundo – UPF (graduação e pós-graduação). Desenvolve pesquisas sobre a formação da América meridional, com diversas publicações sobre os conflitos geopolíticos. Sobre o tema das Missões destacam-se obras como A Guerra Guaranítica: Como os exércitos de Portugal e Espanha destruíram os Sete Povos dos jesuítas e índios guaranis no Rio Grande do Sul (1750-1761) (Editora da UFRGS/UPF Editora, 1998); A Fronteira (L&PM, 2002, 2004, 2v); A Expedição: Imaginário Artístico na Conquista Militar dos Sete Povos (Sulina, 1997); Etnocídio e herança indígena (UPF Editora, 1999).
Bruno Fiuza, coordenador da Coleção Brasil Rebelde, é jornalista formado pela PUC-SP com pós-graduação pela Universidade Ramón Llul de Barcelona (Espanha), historiador formado pela USP e mestrando no programa da mesma universidade, onde desenvolve projeto de pesquisa sobre a Ação Global dos Povos e a Emergência das lutas capitalistas em rede.

A Guerra Guaranítica – volume 1: Coleção Brasil Rebelde
200 páginas. 14 cm x 19,5 cm. Brochura. ISBN 978-85-7816-139-2 – R$ 38
,00

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