segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Negacionismo do Holocausto

Em artigo exclusivo para o Café História, o historiador Ricardo Figueiredo de Castro, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IH/UFRJ), fala sobre um fenômeno político que aparentemente desafia a lógica e a racionalidade: a negação do holocausto.
Por Ricardo Figueiredo de Castro* 
Durante os anos 1930 e, especialmente, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o partido e o Estado nazistas empreenderam um processo de marginalização, perseguição e assassinato em massa de milhões de judeus alemães e europeus. 
Esse processo contou com importantes recursos ideológicos e materiais para a sua realização. Em termos ideológicos, os nazistas utilizaram-se de um nacionalismo que unia numa síntese mística o racismo e a eugenia, e definia que apenas os indivíduos de origem “ariana” poderiam integrar a comunidade alemã.
Assim, todos aqueles que não cumpriam esses requisitos raciais foram excluídos e perderam a cidadania alemã. Por outro lado, utilizaram-se de todos os recursos materiais do Estado alemão para realizar o objetivo de resolver definitivamente o “problema judaico”, ou seja, eliminar os judeus da Europa, tais como centenas de campos de concentração e de extermínio, milhares de membros da burocracia e agentes policiais e militares do Estado alemão e da famigerada SS (Schutzstaffel), ferrovias, trens, combustível, bem como grandes recursos financeiros. [Leia +]

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