sexta-feira, 10 de outubro de 2014

UPF sedia atividades que promovem reflexões sobre os 50 anos do Golpe Militar

Foto: Reprodução
Atividades são gratuitas e abertas à comunidade
Em 2014, o Golpe Militar de 1964 completou 50 anos. Para incentivar o debate sobre a temática, visando à formação de uma consciência crítica e sócio-política, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de Porto Alegre, realiza diversos eventos em Passo Fundo, de 16 a 19 de outubro. A Universidade de Passo Fundo (UPF), por meio do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH), apoia a iniciativa, bem como a Prefeitura Municipal de Passo Fundo. O especial inclui apresentações de teatro de rua, performances, palestras, oficinas e demonstrações técnicas, que acontecem em diferentes espaços da UPF e do município. Todos os eventos são gratuitos.

Programação:
16 e 17/10 (duas edições) – Quinta e sexta-feira - Workshop - Vivência com o Ói Nóis Aqui Traveiz - Sala 232 IFCH (Prédio B4) Campus I da UPF, das 14h às 17h. Os interessados devem se inscrever pelos telefones 3312-3656 ou 3312-1426, das 13h30min às 18h, até 15 de outubro. O workshop intensifica a dinâmica teatral do corpo, através de desinibição, sensibilização, musicalidade, expressividade e coordenação rítmica, aliados a jogos de inter-relacionamento dramático.
16/10 - Quinta-feira - Palestra - A Censura no Teatro Brasileiro Durante a Ditadura Militar - Auditório IFCH/CET (Prédio B3), às 20h. Aborda um dos piores momentos da história do teatro brasileiro devido à repressão e à censura exercidas pelo regime autoritário.

17/10 - Sexta-feira - Desmontagem - Evocando os Mortos - Poéticas da Experiência - Auditório IFCH/CET (Prédio B3), às 20h. A desmontagem refaz o caminho do ator na criação de personagens emblemáticos da dramaturgia contemporânea. Constitui um olhar sobre as discussões de Gênero, abordando a violência contra a mulher em suas variantes, questões que passaram a ocupar centralmente o trabalho de criação do grupo. Desvelando os processos de criação de diferentes personagens, criadas entre 1999 e 2011, a atuadora Tânia Farias deixa ver quanto as suas vivências pessoais e do coletivo Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz atravessam os mecanismos de criação.

18/10- Sábado – Performance Onde? Ação nº2 – Praça Marechal Floriano, às 14h. A performance provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar.  A proposta é trazer a reflexão sobre o que foram aqueles anos da Ditadura Militar no Brasil, a partir do teatro como um ato de resistência.

18/10 - Sábado – Exibição do filme Viúvas - Performance sobre a Ausência - Anfiteatro da Faculdade de Medicina - Campus II da UPF (Rua Teixeira Soares, 817), às 20h. O filme mostra a encenação homônima realizada na Ilha do Presídio - situada entre as cidades de Porto Alegre e Guaíba - nas ruínas do presídio onde foram encarcerados presos políticos no período da ditadura civil militar no Brasil. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência.

19/10 – Domingo – Espetáculo de teatro de rua O Amargo Santo da Purificação – Rua Higo Antônio Busato, em frente ao ginásio  Geromildo Amarante, bairro José Alexandre Zachia – 16h. O Amargo Santo da Purificação é uma visão alegórica e barroca da vida, paixão e morte do revolucionário Carlos Marighella. Marighella foi protagonista na luta contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar. A dramaturgia elaborada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio da narrativa.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em Porto Alegre, em 1978, com uma proposta centrada no contato direto entre atores e espectadores, transcendendo a clássica divisão palco-plateia. Desde então, o grupo desenvolve um trabalho contínuo de pesquisa em relação à linguagem cênica e ao processo criativo do ator. As suas três principais vertentes são: o Teatro de Rua, o Teatro de Vivência e o trabalho Artístico-Pedagógico. Para o Ói Nóis Aqui Traveiz, o Teatro é um lugar de invenção e experimentação, um meio de transformação, de mudança de mentalidades, em nível social e, também, individual.


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