sábado, 3 de janeiro de 2015

1833 - Navio britânico chega às Ilhas Malvinas para restabelecer soberania


Argentina tentou retomar o território por meio de uma guerra em 1982, mas foi derrotada e Reino Unido não aceita abrir negociação atualmente

Sob o comando do capitão John Onslow, o brigue HMS Clio atinge Port Egmont em 20 de dezembro de 1832. A ele se junta mais tarde o HMS Tyne. Poucos dias depois, em 2 de janeiro de 1833, Onslow chegou a Puerto Luis e substituiu a bandeira argentina pela bandeira inglesa, deixando o local em seguida.


Na verdade, os dois barcos haviam sido enviados pelo Reino Unido a fim de restabelecer a soberania britânica sobre as Ilhas Malvinas, após as Províncias Unidas do Rio da Prata terem rejeitado os protestos diplomáticos pela indicação de Luis Vernet como governador das ilhas e pela disputa sobre direitos de pesca.

Em 1766, o capitão John McBride estabelecera um assentamento britânico em Port Egmont. A presença britânica no Ocidente continuou até ser interrompida pela Espanha, que adquiriu as ilhas da França durante a Crise das Falklands de julho de 1770 a janeiro de 1771. Pressões econômicas levaram a Grã Bretanha a retirar-se unilateralmente de muitos assentamentos de além-mar em 1774.

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Em 20 de maio de 1776, forças britânicas retiraram-se de Port Egmont, deixando uma placa afirmando a soberania de Londres sobre as ilhas. As Ilhas Falklands permaneceram como um importante posto avançado para os baleeiros e marinheiros que usavam as ilhas para proteger-se da inclemência eventual do tempo no Atlântico Sul.

Em 1828, as Províncias Unidas do Rio da Prata concederam a Luis  Vernet todas as Malvinas Orientais, inclusive seus recursos naturais, com isenção de impostos, caso uma colônia pudesse ser fixada dentro de três anos.

As Províncias Unidas proclamaram Vernet como governador das ilhas em 1829. Os protestos diplomáticos britânicos foram ignorados. As Províncias Unidas também concederam a Vernet direitos exclusivos de caça de focas.

Em 1831, Vernet sequestrou três barcos de caça às focas nas águas das Malvinas, confiscando o produto e prendendo a tripulação. O cônsul norte-americano em Buenos Aires protestou energicamente e um navio, o USS Lexington, zarpou para as Falklands. O diário de bordo do Lexington relatou apenas a destruição de armas e dos depósitos de pólvora e munição. O pedido de reparação foi rejeitado pelo governo norte-americano do presidente Cleveland em 1885.

Este incidente convenceu finalmente a Grã Bretanha a recuperar a soberania sobre as ilhas. Ao longo de 1832, Buenos Aires indicara o major Esteban Mestivier como o novo governador das ilhas, com o fim de lá estabelecer uma colônia penal. Pouco depois da chegada, seus soldados se amotinaram e o mataram. O motim foi sufocado por José Pinedo, comandante da escuna Sarandi, com a ajuda do navio Jean Jacques que lá estava por acaso e por alguns gaúchos leais. A ordem foi restaurada pouco antes da chegada dos britânicos.

Em 2 de abril de 1982, a Argentina se meteu numa guerra com a Grã Bretanha da qual saiu fragorosamente derrotada devido à disparidade de forças, conflito que marcou o fim da ditadura militar.

Wikicommons

Militares argentinos foram detidos pelas forças britânicas após a guerra de 1982


A pressão internacional convocou as partes a cumprir resolução da ONU de 1965 que qualificou a disputa como “problema colonial”. Os países do Mercosul decidiram recentemente bloquear a entrada em seus portos de navios com bandeira das ilhas Falklands.

Atualmente, as Nações Unidas reconhecem a razão argentina de querer negociar, mas Londres não negocia, sequer responde aos questionamentos.
Fonte: Opera Mundi

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