segunda-feira, 30 de março de 2015

A arte do cinema mais próxima da comunidade


Foto: Sammara Garbelotto
Parceiro do projeto, Núcleo de Estudos em Cinema realiza encontros mensalmente
Fomentar a discussão do cinema e ampliar a cultura cinematográfica nos bancos universitários e na comunidade em geral. Esse é o objetivo do projeto de extensão Ponto de Cinema UPF, que em 2015 dá início a realização de uma série de atividades relacionadas ao mundo da linguagem audiovisual e da sétima arte.
Vinculado a Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários e a Faculdade de Artes e Comunicação da Universidade de Passo Fundo (FAC/UPF), o projeto, idealizado pelo professor dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, Fábio Rockenbach, começou a ser pensado ainda em 2013, época em que foi criado o Núcleo de Estudos em Cinema, iniciativa voluntária no qual os estudantes tem a chance de debater e fazer análises sobre os mais variados tipos de filmes.

Foi a partir das conversas e do interesse dos acadêmicos em saber mais sobre cinema que a ideia de expandir o trabalho que já vinha sendo desenvolvido tornou-se mais concreta. “Do papo com os alunos, percebi que poderíamos fazer mais do que só exibir filmes. Podíamos pensar em ciclos temáticos com outros cursos, convidar palestrantes, criar e trazer cursos rápidos, trabalhar com as redes sociais, produzir vídeos, oferecer oficinas ao público interessado e realizar atividades com as escolas”, comenta o docente.

O que antes eram só vontades e pensamentos, em 2015 se tornou realidade. A criação do projeto, que conta com o apoio da Divisão de Extensão da UPF, visa fazer com que os amantes do cinema compreendam os filmes de maneiras diferentes.

Cinema em diversas formas
Várias são as ações e atividades que constituem o projeto. Dentre elas, está sendo organizada a exibição de um filme por semana no Campus I, que acontecerá todas as quartas-feiras, com acesso livre para as pessoas. Além disso, ciclos temáticos também estão sendo pensados, de forma que a produção audiovisual a ser trabalhada englobe diferentes possibilidades, como, por exemplo, a mitologia no cinema e o cinema argentino.

Outra ideia já em construção é o “Diretor do Mês”, no qual será exibida uma obra de determinado diretor, e após acontecerá uma discussão relativa à produção e ao trabalho do profissional escolhido. Já o “Circuito Cultural” deve trazer aos admiradores da sétima arte a exibição de filmes que não chegam à região e acabam indo direto para as locadoras. Debater o racismo no cinema em um ciclo é mais uma das atividades planejadas.

Por meio da parceria com a CineUm, produtora cultural de Porto Alegre, vão ser oferecidos minicursos com palestrantes vindos de fora de Passo Fundo. O próprio projeto prevê a realização de seus cursos de extensão e a produção quinzenal de um videocast para a internet. O Núcleo de Estudos em Cinema deve continuar com os seus encontros mensais.

Um olhar diferenciado sobre os filmes
Além de propor debates sobre a cultura do cinema, o projeto tem a intenção de mostrar aos estudantes, bem como à comunidade, uma nova forma de compreender os produtos audiovisuais dessa área da comunicação, com o intuito de despertar o senso crítico de cada um. Segundo Rockenbach, há muitos elementos envolvidos na criação cinematográfica, e é interessante que o espectador conheça-os. “Cinema é criação. Tudo o que vemos na tela está ali porque alguém planejou para que estivesse daquele jeito. Um filme dialoga conosco de forma que muitas vezes não percebemos, e às vezes nos atinge inconscientemente. Esperamos que com o Ponto de Cinema o público comece a ver um filme, e não só assistir a uma produção do gênero, pois são coisas diferentes”, pensa.

Trabalho e motivação em equipe
Para a execução das ações, o projeto é constituído por uma equipe de docentes engajados em levar os conteúdos do meio audiovisual ao público. Além do professor Fábio, colaboram com o Ponto de Cinema UPF os professores Nadja Hartmann, Cleber Dalbosco, Vinicius Rauber, Valmiria Balbinot e Gizele Zanotto. A vontade de que o projeto tenha vida longa é um dos desejos do idealizador. “Quero que ele perdure. Para isso acontecer, é preciso criar uma cultura, no sentido de todos saberem que, todos os meses, haverá atividades, que estaremos abertos a receber quem goste de cinema e que sempre terá um grupo de pessoas envolvidas em ver e discutir filmes. Quando isso se tornar algo perene, podemos acreditar que os passos mais ambiciosos – as oficinas práticas e a relação com as escolas – podem ser dados. Espero que essa grande quantidade de pessoas que dizem adorar cinema consiga se engajar e, juntos, possamos formar e manter um público, que é um dos grandes desafios envolvidos”.

Parcerias que ampliam as discussões
A interdisciplinaridade também estará presente durante a execução dos trabalhos. O projeto será parceiro de eventos tradicionais da Universidade, como o Fac Cine Fórum e o Ciclo de Cinema e História, e utilizará o espaço do Museu de Artes Visuais Ruth Schneider, um dos importantes parceiros do Ponto de Cinema, assim como a Zilvia Locadora.

Também, as unidades acadêmicas que se interessarem em propor ciclos de cinema para os cursos que abrigam poderão entrar em contato com o projeto. De acordo com Rockenbach, a vontade é que o interesse a respeito da cultura cinematográfica vá além das salas de aula da FAC.

Mais informações sobre o Ponto de Cinema UPF podem ser obtidas no sitewww.upf.br/pontodecinema e na página do projeto no Facebook.

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