quarta-feira, 29 de abril de 2015

1945 - Líder fascista Benito Mussolini é executado em Milão

Benito Mussolini, ditador fascista, companheiro de Hitler e parceiro do nazismo em suas agressões, encontrou seu fim em 28 de abril de 1945. Ele e sua amante Clara Petacci foram capturados pela Partigiana, a Resistência Italiana, um movimento armado de oposição ao fascismo. A prisão aconteceu em 26 de abril, dois dias antes da execução, quando eles tentavam fugir de Como, norte da Itália, para a Suíça.

Wikicommons

Ditador italiano Benito Mussolini: rosto ficou desfigurado em meio a ódio do povo italiano


Os corpos de Mussolini e Clara foram transportados para Milão e jogados na Piazza Loreto. No dia seguinte foram pendurados pelos pés numa viga, sendo retirados horas depois e largados na sarjeta. Ali permaneceram durante o resto da tarde de domingo. Enfurecida, a população pisoteou a face do ex-ditador até que se tornou irreconhecível. Os dentes foram brutalmente arrancados por conta dos pontapés. 

O rosto do italiano ficou desfigurado, como se a população quisesse pisotear também seu último desejo: morrer preservando aquelas feições que, por duas décadas, foram uma referência para a Itália. Antes de ser fuzilado, as últimas palavras de Mussolini foram:" Atirem aqui. Não destruam meu perfil", pediu, apontando para o peito. 

Finalmente, em 1º de maio, Mussolini foi enterrado ao lado de sua amante, em vala comum, no Cimitero Maggiore,de Milão. Foi nesse clímax macabro de degradação que Il Duce e o fascismo passaram para a história.

Mistério

Ricardo Lombardi, novo prefeito da Província de Milão, alegava que o fuzilamento de Mussolini foi perfeitamente legal, visto que o Comitê Nacional de Libertação havia proclamado que todos os fascistas armados se encontravam na ilegalidade. 

As últimas horas de vida de Mussolini foram vasculhadas por um tribunal do júri de Pádua, em maio de 1957. O processo, porém, não esclareceu as circunstâncias da morte. Até hoje não se sabe, de fato, quem disparou os tiros mortais. 

Michele Moretti, último sobrevivente do grupo antifascista que executou o ex-ditador, morreu em 1995, aos 86 anos, em Como. Moretti, que na época da guerrilha usava o codinome Pietro, levou para o túmulo o segredo sobre quem realmente disparou contra Mussolini e sua amante.

Na avaliação de alguns historiadores, foi o próprio Moretti que matou os dois. Para outros, o autor dos disparos, feitos com a arma de Pietro, foi outro partigiano, chamado Walter Audisio. O que se pode assegurar, porém, é que a ação foi ordenada pela Resistência italiana.


Fonte: Opera Mundi

Nenhum comentário: