sábado, 18 de julho de 2015

1817 - Morre a romancista inglesa Jane Austen


Público britânico colocou a escritora no 70º lugar entre os “100 Bretões mais Famosos de Todos os Tempos”
Jane Austen, proeminente romancista inglesa, morre em Winchester, Inglaterra em 18 de julho de 1817. Considera-se que faleceu do Mal de Addison. Está enterrada na Catedral de Winchester. Embora pouco conhecidos em sua época, os romances cômicos de amor entre os proprietários rurais ganham popularidade após 1869 e sua reputação dispara no século 20. Os romances  Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade são hoje considerados clássicos literários, que estenderam uma ponte entre romance e realismo.

A ironia que utilizou para descrever seus personagens a coloca entre os clássicos, haja vista sua aceitação, alcançando ainda hoje um público bastante amplo.
Ela é a segunda filha de sete irmãos de Cassandra e George Austen. Nasceu em em 16 de dezembro de 1775 em Steventon, Hampshire. Jane e sua irmã cresceram num ambiente que alimentava a leitura, o estudo e o pensamento criativo. Jane tornou-se achegada em especial ao pai e à irmã mais velha, Cassandra.

Com o fim de adquirir uma educação mais formal, Jane e Cassandra foram matriculadas num internato durante sua pré-adolescência. Acometida de tifo, Jane quase morreu. Dificuldades financeiras da família obrigaram-nas a retornar à casa paterna.

Fascinada pelo mundo das histórias, Jane começou a traçar as primeiras linhas em cadernos escolares. Nos anos 1790, passou a redigir seus próprios romances e escreveu Amor e Amizade - paródia da ficção romântica organizada como uma sequência de cartas de amor. Valendo-se dessa estrutura para desvelar seu humor e aversão à sensibilidade ou à ‘histeria romântica’, esta perspectiva diferente iria marcar muito os posteriores trabalhos.

Escreve A História da Inglaterra, outra paródia de 34 páginas de textos históricos que incluía ilustrações produzidas por Cassandra. Os cadernos, os contos, poemas e pequenas peças teatrais estão hoje compilados como a Juvenilia de Austen.

Desenvolve seu estilo em obras mais ambiciosas como Lady Susan - história epistolar acerca de uma mulher manipuladora que usa sua sexualidade, inteligência e charme para se relacionar com outras pessoas. Escreve Elinor e Marianne, outro romance baseado numa troca de correspondência, finalmente publicado como Razão e Sensibilidade. Em seguida, rascunha Primeiras Impressões que seria publicado como Orgulho e Preconceito.

Aos 30 anos, Austen começa a publicar sob pseudônimo seus trabalhos. No período 1811-16, publica Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, obra à qual se referia como sua “filha querida” e que recebeu aclamação da crítica, Parque Mansfield e Emma. Em 1816, aos 41, sua saúde começa a se debilitar. Faz grandes esforços para seguir trabalhando, reeditando livros assim como trabalhando num novo romance Os Watsons, que fou publicado postumamente sob o título Sandition.
Hoje em dia, Austen é considerada um dos grandes escritores da história literária da Inglaterra, tanto pelos acadêmicos, pelos críticos como pelo público em geral. Em 2002, numa enquete promovida pela BBC, o público britânico colocou Austen no 70º lugar entre os “100 Bretões mais Famosos de Todos os Tempos”.

A transformação de Austen de autora pouco conhecida em escritora internacionalmente respeitada começou nos anos 1920, quando estudiosos passaram a reconhecer seus trabalhos como obras-primas, o que fez crescer sua popularidade.  As Janeites, fã-clube de Jane Austen, passam a ganhar maior importância. A popularidade de sua obra se torna evidente com os filmes e adaptações e seriado de TV baseados em Emma, Parque Mansfield, Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade. 

Austen foi notícia em todo io mundo em 2007, quando o autor David Lassman submeteu a diversas editoras alguns de seus manuscritos com ligeiras revisões e sob diferentes nomes, que foram rejeitados como de hábito. Lassman descreveu numa crônica intitulada “Rejeitando Jane”, um justo tributo a uma autora que apreciaria esta pitada de humor e ironia.
Fonte: Opera Mundi

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