sexta-feira, 25 de setembro de 2015

1890 - Em Manifesto, Igreja Mórmon passa a proibir poligamia

Em 25 de setembro de 1890 o Presidente Woodruff, da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias- popularmente conhecida como A Igreja Mórmon -, anunciou renúncia à poligamia defendida historicamente pela instituição.
Segundo Woodruff, “durante semanas busquei humildemente o Senhor pedindo ajuda e orei ardentemente. O Senhor deu-me uma visão mostrando as consequências da prática da poligamia e me instruiu o que fazer”, explicou. Daí, emitiu o que se tornou conhecido como o Manifesto, anunciando o fim da prática do casamento plural.

Para alguns mórmons, poligamia é pré-requisito espiritual obrigatório para a admissão no céu.

A Igreja está sediada em Salt Lake City, Utah. Em 2014, a Igreja relatou um pouco mais de 15 milhões de adeptos em todo o mundo, em 1990 eram 7,7 milhões. Atualmente, é a 10ª maior denominação religiosa do planeta.

Os adeptos são cristãos ultraconservadores que não se encaixam em nenhuma vertente do cristianismo tradicional. À semelhança de outras organizações restauracionistas, ensina que, após os eventos descritos no Novo Testamento, houve uma grande apostasia da verdadeira fé cristã e do sacerdócio, que foram restaurados por Joseph Smith, por meio da profecia e da visitação de Deus, no início de 1820.

Considera-se a única com autoridade para realizar ordenanças válidas como o batismo e o sacramento, assim como o casamento eterno e o batismo vicário.

O Manifesto de 1890 não foi, em si, o suficiente para eliminar a prática de novos casamentos plurais, pois continuaram a ocorrer na clandestinidade. Além disso, a maioria dos polígamos mórmons continuou a coabitar com suas esposas polígamas. Líderes mórmons sustentaram que o Manifesto foi uma oportunidade temporária destinada a permitir a obtenção de menos perseguição. No entanto, o Manifesto de 1890 não foi suficiente para convencer a sociedade norte-americana de que a Igreja havia cessado os casamentos plurais, de sorte que em 1896 a igreja promoveu campanha a fim de convencer a opinião pública de que abandonara a poligamia.

Wikicommons
O Segundo Manifesto não anulou os casamentos plurais existentes dentro da igreja. A Igreja tolerou os poucos casamentos polígamos que se mantiveram até 1930.

[Estátua do profeta Joseph Smith nos Estados Unidos]

Adotou, então, uma política de excomungar os membros encontrados praticando a poligamia e, hoje, procura distanciar-se ativamente de grupos de mórmons fundamentalistas que continuam a praticá-la.

Para os membros dissidentes da Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (LDS), que vivem nas cidades de Colorado City e Hildale, Utah, a poligamia não é um estilo de vida. Trata-se, na verdade, de um pré-requisito espiritual obrigatório para a admissão no céu e a mais elevada forma de salvação.

Nesse sentido, uma pesquisa recente revela que há cerca de 37 mil fundamentalistas, dos quais a metade vive em domicílios polígamos no Arizona e em Utah (estados do Oeste dos EUA). Suas crenças, enraizadas nos ensinamentos passados no século 19 por Joseph Smith, fundador da Igreja Mórmon, levaram os habitantes de Colorado City e Hildale a entrar em conflito com as leis norte-americanas.

Os polígamos da Igreja Fundamentalista afirmam que são os legítimos herdeiros da igreja criada por Joseph Smith, e que as pessoas que viraram as costas para a poligamia também viraram as costas para a fé.


Fonte: Opera Mundi

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