segunda-feira, 5 de outubro de 2015

1957 – Soviéticos lançam satélite Sputnik e inauguram Era Espacial


Na ocasião, a União Soviética havia lançado o que ela chamou de Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra, muito antes dos Estados Unidos
Exatamente no dia 4 de outubro de 1957, o mundo, atônito, ouviu a notícia que a União Soviética havia lançado o Sputnik, o primeiro satélite artificial da Terra, inaugurando a Era Espacial.

A nave espacial não tripulada foi lançada exatamente às 10h29 da manhã, horário de Moscou, da base de lançamento de Baikonur, em Tyuratam, República do Cazaquistão.

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O satélite Sputnik 1 foi pioneiro: apenas no ano seguinte, em 1958, os EUA enviariam um satélite para o espaço


O Sputnik, que em russo significa satélite, tinha o diâmetro de 55 centímetros e pesava cerca de 75 quilos e girou em torno da Terra uma vez a cada 96 minutos. Viajando a velocidade de aproximadamente 29 mil quilômetros por hora, sua órbita elíptica tinha seu apogeu – o ponto mais afastado da Terra – a 940 quilômetros e o perigeu – o ponto mais próximo da Terra – a 230 quilômetros.

Visível através de binóculos antes da alvorada ou após o pôr-do-sol, o Sputnik transmitia sinais de rádio de volta ao nosso planeta suficientemente fortes para serem captados por radioamadores dispostos em todos os quadrantes.

Radioamadores nos Estados Unidos, valendo-se de seus equipamentos, puderam sintonizar as ondas emitidas pelo satélite, ouvindo, no começo com incredulidade, depois surpresos e espantados, os bip-bips da espaçonave soviética quando passava pelo espaço aéreo norte-americano, várias vezes por dia.
Foguete propulsor do Sputnik 1
Foguete propulsor do Sputnik 1
Em janeiro de 1958, a órbita do Sputnik começou a perder altura, como previsto, e ao entrar na atmosfera, incendiou-se.

Oficialmente, o Sputnik foi lançado para coincidir com o Ano Geofísico Internacional, um período solar que o Conselho Internacional das Associações Científicas (ICSU, na sigla em inglês) considerou ideal para o lançamento de satélites artificiais para o estudo da Terra e do sistema solar.

Entretanto, muitos norte-americanos temiam o “uso sinistro” da nova tecnologia soviética de mísseis e satélites, que aparentemente estava muito à frente dos esforços espaciais dos Estados Unidos. O Sputnik tinha cerca de dez vezes mais o tamanho do primeiro satélite artificial norte-americano, planejado para ser lançado somente ao longo do ano seguinte.

O governo dos Estados Unidos, os militares e a comunidade científica foram apanhados de calças curtas pela façanha tecnológica soviética, e os esforços das várias instituições para se equiparar à dianteira de Moscou deram início ao que se convencionou chamar de “corrida espacial”.

O primeiro satélite dos Estados Unidos, o Explorer, foi lançado em 31 de janeiro de 1958. À ocasião, porém, os soviéticos já tinham alcançado outra vitória científica e psicológica, ao lançar o Sputnik 2, com a cadela Kudriavka da raça laika a bordo.

O programa espacial soviético conseguiu primazia em outros sensacionais empreendimentos, no final dos anos 1950 e no começo dos anos 1960: o primeiro homem – Yuri Gagarin que cunhou a célebre frase “A Terra é azul”– a viajar pelo espaço sideral; a primeira mulher – Valentina Tershkova com o Vostok 6 –; o primeiro vôo conjunto – Voskhod 2, com Vladimir Komarov, Konstantin Feoktistov e Boris Yegorov a bordo; o primeiro passeio espacial – com Alexey Leonov na Voskhod 2; a primeira nave a colidir com a Lua – Luna 2; a primeira astronave a entrar em órbita da Lua e a oferecer a primeira imagem do lado oculto do satélite com o Luna 3; a primeira nave a impactar Vênus com a Venera 3; e a primeira nave a pousar na Lua e enviar as primeiras imagens da superfície lunar com a Luna 9.

Contudo, os Estados Unidos deram um passo gigantesco na corrida espacial no final dos anos 1960 com o programa Apollo que visava um pouso tripulado e a descida de homens na Lua, façanha alcançada com os astronautas da Apollo 11 – Neil Armstrong, o primeiro a pisar o Mare Tranquillitatis, Edwin Aldrin e Michael Collins, em julho de 1969, diante dos olhares estupefatos de milhões de pessoas que a tudo assistiam pela televisão.
Fonte: Opera Mundi

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