terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Acadêmicos de História realizam exposição na EENAV

Foto: Divulgação
Jogos e mapas antigos fizeram parte da exposição
Um grupo de acadêmicos do curso de História da Universidade de Passo Fundo (UPF), composto por Jeferson Sabino, Marcia da Silva e Liliane Chicheleiro, realizou, em 27 de novembro, uma exposição na Escola Estadual Nicolau de Araújo Vergueiro (EENAV).  A iniciativa, que abordou a escola no século XX, surgiu da disciplina de Prática e Estágio em Arquivos e Museus, ministrada pelos professores Alessandro Batistella e Marcos Gerhardt, na qual os acadêmicos tiveram a oportunidade de realizar aulas práticas nos espaços do Museu Histórico Regional (MHR) e do Arquivo Histórico Regional (AHR).

Integraram a exposição elementos como jogos e livros antigos, mapas e álbuns fotográficos. Os objetos foram coletados na própria escola e complementados com o acervo do MHR. “É muito interessante a reação das crianças, elas ficam fascinadas com os objetos e com as fotos. Eles conseguem relacionar grande parte dos objetos com as histórias que os pais ou avós contam. Uma das nossas metas era exatamente ilustrar essas histórias narradas a partir dos próprios objetos”, afirma a acadêmica Marcia da Silva.

Para o acadêmico Jeferson Sabino, um dos grandes objetivos da exposição foi fazer com que os alunos entendessem que a escola também é um lugar histórico e que muitas gerações passam pelos mesmos corredores todos os dias, “É uma forma de mostrar a importância que a escola exerce na sociedade e no passar dos anos, seja através de brincadeiras, ou a partir de objetos”, declara o acadêmico.

A coordenadora pedagógica da EENAV, Cristina Weber Spenthof, ressalta a importância de realizar estes resgates históricos para mostrar o contraponto de como era uma escola no século XX e como é nos dias de hoje. “O que pra nós é uma coisa normal, para eles é uma novidade. E é essencial fazer este resgate histórico, pois como eles estão imersos na tecnologia desde pequenos, esse lado da curiosidade de ver e tocar no objeto acaba se perdendo”, pontua Cristina.

Para a coordenadora do MHR, a museóloga Tania Aimi, os acadêmicos conseguiram assimilar o aprendizado através da prática no Museu e Arquivo, e aplicaram com muita competência na exposição, através a seleção dos objetos, na expografia, no cuidado quanto à apresentação e a conservação dos objetos, a forma organizada do grupo no recebimento das turmas, demonstrando a apropriação da história da escola e transmição com capacidade na monitoria.
A exposição foi visitada por todas as turmas da EENAV, nos três turnos, em 27 de novembro.

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