segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

1815 - França, Reino Unido e Áustria fazem aliança secreta contra Prússia e Rússia


Tratado de Paris era destinado a manter "a segurança e a independência" dos três países, que se ajudariam em caso de agressão externa
Com o fim da era napoleônica, a França tenta aliviar o custo territorial de sua derrota e reencontrar seu lugar no concerto das potências europeias.

Wikicommons
Charles Talleyrand, hábil chanceler, consegue participar das conferências de paz preparatórias do Congresso de Viena, inicialmente reservadas aos quatro vencedores – Áustria, Rússia, Prússia e Reino Unido. Promete ao ministro de Exterior britânico, Visconde de Castlereagh, apoiar a posição sobre a interdição do tráfico de escravos negros. Manifestou-se igualmente favorável ao restabelecimento dos Bourbons no reino da Duas Sicílias, posição defendida por Londres.

[O chanceler francês Talleyrand é considerado um dos responsáveis pela manutenção do país nas negociações com as potências da época, após a era napoleônica]

A Áustria desejava mantar no trono de Nápoles seu recente aliado Joachim Murat. Talleyrand obtém a participação de Suécia, Espanha e Portugal na reunião dos Grandes, seus aliados na disputa com os vencedores. Alia-se a Metternich, ministro do exterior austríaco e presidente do Congresso de Viena, para sustentar a manutenção de um reino do Saxe, opondo-se às ambições da Prússia, como contrapartida da anexação pela Prússia da Renânia, o que fazia da Prússia vizinha imediata da França.

Em virtude desta situação, assina em 3 de janeiro de 1815, ao lado da Áustria e do Reino Unido, um tratado secreto destinado a conter a Rússia e a Prússia na Alemanha.

Convencidos o Reino Unido, a Áustria e a França que “deveriam ser mantidos em um estado perfeito de segurança e de independência, para garantir os meios para repelir toda agressão”, resolveram estabelecer uma aliança defensiva.
Fonte: Opera Mundi

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