terça-feira, 26 de janeiro de 2016

1981 - Viúva de Mao Tsé-tung é sentenciada à morte


Jiang Qing foi sentenciada por 'crimes contra-revolucionários' durante Revolução Cultural
Jiang Qing, a viúva do líder chinês Mao Tsé-tung, é sentenciada à morte em 25 de janeiro de 1981 por seus “crimes contra-revolucionários” durante a Revolução Cultural.

Originalmente uma atriz do teatro e do cinema da China, seu casamento com Mao em 1939 foi amplamente criticado, pois sua segunda mulher, Ho Zizhen, era uma celebrada veterana da Longa Marcha de quem Mao se divorciou enquanto ela permanecia definhando em um hospital de Moscou. Sua primeira mulher, Yang Kaihui, foi assassinada pelos nacionalistas durante a Guerra Civil Chinesa.

Wikicommons

Jiang Qing em fotografia tirada entre 1940 e 1941

Jiang Qing foi obrigada a permanecer afastada da política, mas ela obedeceu a ordem somente até os anos 1960, quando começou a criticar abertamente a tradicional ópera chinesa e a influência burguesa na literatura e nas artes chinesas.

Em 1966, Mao fez dela a principal responsável pela condução da Revolução Cultural, conferindo-lhe poderes extraodinários sobre a vida cultural e intelectual da China. A revolução constitui-se numa tentativa de Mao de revolucionar a sociedade chinesa e Jiang demonstrou sua habilidade em manipular a mídia e os jovens radicais, conhecidos como a Guarda Vermelha. O movimento foi caracterizado pelo terror e expurgos em que dezenas de milhares foram mortos e milhões tiveram a sua vida e profissão violentadas.

No final dos anos 1960, a Revolução Cultural sofre visível declínio e Jiang some aos olhos do público. Contudo, após a morte de seu marido em 1976, ela e três outros radicais que chegaram ao poder com a revolução foram alcunhados como a “Gangue dos Quatro”.
Jiang foi presa e em 1977, expulsa do Partido Comunista. Três anos depois, a “Gangue dos Quatro” foi levada a julgamento. Jiang foi considerada responsável por provocar terrível perturbação e enorme banho de sangue na revolução. Ela negou veementemente as acusações, denunciando os líderes chineses de então. Foi julgada culpada e condenada à pena de morte.

Em 25 de janeiro de 1983, exatamente dois anos após ter sido condenada, o governo chinês comutou sua pena para prisão perpétua. Em 1991, morreu na prisão aparentemente se suicidar.
Fonte: Opera Mundi

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