quarta-feira, 16 de março de 2016

1935 - Contrariando Tratado de Versailles, Alemanha restaura seu serviço militar


Hitler buscou acalmar a opinião pública ressaltando fins supostamente pacíficos
No dia 16 de março de 1935, aproveitando a calma do fim de semana, Adolf Hitler anuncia o restabelecimento do serviço militar obrigatório e decide elevar em 400 mil o efetivo da Wehrmacht.
Imagem: Wikicommons
Imagem: Wikicommons

Essa foi a primeira violação flagrante do Tratado de Versalhes. O mundo foi pego desprevenido, em especial os generais alemães.
A comunidade internacional e a Sociedade das Nações em Genebra não ousaram repreender a decisão. No dia seguinte, a medida do Führer é celebrada com grandes festividades em todo o Reich.
A operação revelou a habilidade tática de Hitler, que brincava com as aspirações de pacifistas do mundo todo para tornar seus desejos realidade.
No começo daquele ano, em 13 de janeiro, houve um plebiscito no Sarre, uma região fronteiriça entre a França e a Alemanha determinada pelas disposições do Tratado de Versalhes. Com uma esmagadora maioria, os habitantes sarrenses votaram pela reintegração da região ao território alemão, que já vivia há dois anos o domínio nazista.
A escolha livremente expressa pela população do Sarre era reflexo do governo nazista e, por extensão, de sua propaganda e sucesso econômico. Fortalecido por este êxito, o Führer pôde anunciar pouco depois que seu país não tinha mais qualquer reivindicação territorial a oeste. Mais além, renunciou a qualquer pretensão sobre a Alsácia-Lorena, território mais emblemático da rivalidade franco-germânica de então.
Esse discurso tranquilizaria os mediadores europeus, que não possuiam muitas exigências. Mas o restabelecimento do serviço militar obrigatório teve o efeito de uma ducha de água fria. Entretanto, sempre hábil, Hitler pronuncia pouco depois um novo discurso em que reitera suas intenções pacifícas e seu desejo pela paz no continente.
A opinião pública das democracias europeias se tranquilizaria. A justificativa do chanceler era a de que com esse tipo de providência, estava exercendo o direito legítimo de seu país à autodefesa. Hitler também alegava que sua decisão encerrava com a inércia das demais potências frente aos seus pedidos de revisão do Tratado de Versalhes.
Fonte: Opera Mundi

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