quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Curso de (re) alfabetização visual para professores será ministrado em Passo Fundo

Atividades serão desenvolvidas no dia 1º de novembro
Existem muitas formas de leitura, ou de decifrar códigos, bem como de construir novos conhecimentos a partir deles. A leitura visual, assim como a textual, tornou-se uma ferramenta imprescindível na atualidade, quando somos constantemente estimulados por imagens. A (re) alfabetização visual ajuda a desenvolver critérios para a leitura, com o intuito de aprimorar a capacidade de comunicação e de interação com o mundo e a sociedade. Nesse sentido, com o apoio do curso de História da Universidade de Passo Fundo (UPF), no dia 1º de novembro, acontece o curso “(Re) alfabetização visual - o poder didático da linguagem dos quadrinhos”.
A iniciativa, destinada a professores, quadrinistas, publicitários, designers e roteiristas, será ministrada por Lobo, na sala 231 do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), prédio B4, Campus I, das 14h às 17h30min. 
Inscrições e informações
No total, estão sendo disponibilizadas 30 vagas. Interessados em participar devem se inscrever no site https://likestore.com.br/store/p/787510/668935646573473. O investimento é de R$ 100,00.
Mais detalhes podem ser obtidos pelo e-mail lobo.agenciasecreta@gmail.com.
O ministrante
Lobo foi curador da Bienal de Quadrinhos de Curitiba, em 2016. Foi convidado do Salão do Livro de Paris, em 2015, ano em que o Brasil foi o país homenageado. É um dos responsáveis pela websérie no Youtube “Quadrinhos para Barbados”. Roteirista de histórias em quadrinhos, publicou o álbum “Copacabana”, em 2009, com desenho de Odyr Bernardi, pela Editora Desiderata, e, em 2015, pela Aeroplano Editora, publicou a segunda edição dessa obra. Ministra diversos cursos e oficinas de roteiro, quadrinhos e autopublicação. Foi editor das editoras Desiderata e Barba Negra e um dos diretores das duas edições do Rio Comicon.
Resgatando a prática da leitura e produção visual
A (re) alfabetização visual é uma poderosa ferramenta educativa, capaz de abrir infinitas possibilidades e expandir horizontes.  Desde pequenas, as pessoas têm o impulso de usar o desenho como forma de expressão, e todas estão capacitadas a fazê-lo. Na infância, as crianças são estimuladas a desenhar até o período da alfabetização. Nesse momento, há uma ruptura, quando a criatividade dos desenhos é substituída pela linearidade da escrita. O desenho, então, passa a ser apenas um passatempo. Desestimuladas, a maioria das pessoas para de desenhar entre a idade de 7 a 10 anos.
 
A proposta, já realizada em várias cidades, tem estimulado o uso pedagógico dos quadrinhos em sala de aula, e promove um resgate à prática da leitura e produção visual com o objetivo de desenvolver qualidades comunicativas gráfico-narrativas e tirar proveito delas. A linguagem da história em quadrinhos é uma das mais completas e dinâmicas ferramentas da comunicação, conjugando no mesmo objeto a palavra e a imagem, o espaço e o tempo, a forma e o conteúdo. Além disso, como instrumentos didáticos, as HQs e recursos como cartuns, charges, caricaturas, entre outros, potencializam o olhar crítico dos estudantes, dinamizando também o cotidiano nos espaços de aprendizagem.

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