segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

1960 - Camarões dá início a onda independentista na África


Independência surgiu após mais de três anos de levante popular contra o poder francês no país
Camarões dá início a uma onda de independências na África colonial em 1º de janeiro de 1960, três anos depois de Gana. A Nigéria inglesa, a Somália anglo-italiana e o Congo belga se emancipam no mesmo ano.
Seria o começo do fim da tutela da Europa sobre o Continente Negro, clima político nascido com o fim da Segunda Guerra Mundial e sob forte pressão da União Soviética.

Em dois decênios, nos anos 1950 e 1960, os europeus concedem a independência de suas colônias africanas, com algumas exceções como as colônias portuguesas e as pequenas possesões francesas, de Comores e Maiote.
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Mudanças na fronteira de Camarões


O continente africano se transforma em um mosaico de cerca de 44 Estados independentes saídos da desintegração dos impérios coloniais, sem falar na secessão da Eritreia com o antigo império da Etiópia e da cisão mais recente do Sudão.
Desde o fim da Idade Média, comerciantes e aventureiros europeus fundaram alguns modestos entrepostos sobre o litoral africano. Foi preciso esperar 4 séculos para que explorassem o interior.

A partir dos anos 1870, as grandes potências europeias tomam o lugar dos exploradores e se envolvem na “Corrida à bandeira”. A África Negra, considerada uma terra sem dono, é objeto de partilha no congresso de Berlim de 1885. Os europeus põem em funcionamento estruturas administrativas e constituem as ‘colônias’.
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Por ocasião das duas guerras mundiais, os países coloniais, em particular a França, recrutam em massa soldados de suas colônias. Por outro lado, missionários, professores e médicos dão demonstrações de diligência e sacrifício ante as populações locais, como o legendário doutor Albert Schweitzer (1875-1965), fundador de um hospital no Gabão.

Os esforços de desenvolvimento se aceleram depois da Segunda Guerra Mundial. No começo de 1960, a África Negra é essencialmente constituída de colônias europeias. São exceções a Etiópia, brevemente anexada pela Itália fascista, a Libéria, fundada em 1847, o Sudão Anglo-Egípcio, Gana e Guiné, independentes respectivamente em 1956, 1957 e 1958.

Boa parte das colônias britânicas e francesas conquista a independência de forma pacífica. O Congo Belga torna-se igualmente independente, mas em condições dramáticas.

Camarões, antiga colônia alemã, dividida em 1918 entre Reino Unido e França, passava por um levante popular desde 1956, severamente reprimido até então. Em 1º de janeiro de 1960, no entanto, a França a concorda com sua independência em sob o nome de República Unida de Camarões e presidida por Ahmadou Ahidjo.
Fonte: Opera Mundi

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