quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Inscrições abertas para oficinas do V GTHRR – Regional Sul

O V Simpósio do Grupo de Trabalho de História das Religiões e das Religiosidades (GTHRR) – Regional Sul acontecerá de 24 a 27 de maio na Universidade de Passo Fundo (UPF). Constituído de uma programação de conferências, o evento também é composto de oficinas temáticas referentes a crenças, processos judiciais, fotografias e artes, como instrumentos de análise de historiadores e pesquisadores em geral.
As oficinas serão desenvolvidas nas dependências do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Campus I, com início no dia 24 de maio. Abertas a todos os interessados e com vagas limitadas, elas demandam o investimento de R$ 10,00. As inscrições já podem ser realizadas diretamente no Portal UPF, na página https://secure.upf.br/eventos/eventos.
Conheça a relação das oficinas
Oficina 1 - O uso de fotografias para análise histórica da religiosidade no Sul do Brasil nos séculos XIX e XX
Ministrante:
 Me. Rodrigo Luis dos Santos (ISEI-Ivoti)
A fotografia possui uma força representativa de grande impacto, eis que captura determinado aspecto e o transforma em algo memoriável. Diante disso, é preciso levar em conta os mecanismos e as intencionalidades que estão por trás de uma produção fotográfica. Para o campo da pesquisa e do ensino histórico, essas dimensões devem ser consideradas amplamente pelos pesquisadores e docentes. Partindo dessa perspectiva, a proposta dessa oficina é compreender e analisar a construção imagética produzida sobre as diferentes manifestações religiosas na região Sul do Brasil a partir do século XIX, avaliando as especificidades e a conjuntura desse período e a presença de diferentes grupos religiosos (católicos, evangélico-luteranos e outras formas de protestantismo, religiosidades de matriz afro-brasileiras, entre outras). As fotografias, além de constituir uma materialização de determinado momento e sua utilização para guarda de determinado discurso memorialístico, também é um instrumento de demarcação de espaço e de inserção no tecido social. Compreendendo esse panorama e a complexidade do seu uso, assim como a potencialidade que essa fonte possui, tanto no campo da pesquisa quanto no do ensino de História (considerando a necessidade cada vez maior de unir esses dois elementos), essa oficina se propõe a pensar os subsídios conceituais, teóricos e metodológicos para a realização dessa análise, assim como refletir sobre a relação existente entre religiosidades e fotografias.
Oficina 2 - A arte pictórica, a música e o artesanato como fontes de pesquisa em espaços públicos e privados: entre o sacro e o profano, novas perspectivas de estudo e análise
Ministrantes:
 Dra. Eloisa Capovilla Ramos (Unisinos) e Dda. Anna Paula Boneberg N. dos Santos (Unisinos)
A oficina tem como mote os estudos recentes sobre obras pictóricas, artesanais e/ou obras musicais sacras e profanas desenvolvidas em espaços como igrejas, capelas, museus e festas religiosas e profanas. A partir de conceitos presentes em discussões no âmbito da História Cultural, tais como representação, memória e patrimônio (material e imaterial), serão compartilhados não somente fontes de pesquisa histórica, mas alguns métodos de leitura iconográfica e musical, bem como será estabelecido um diálogo abrangente sobre as possibilidades de articulação dessas fontes entre si e com outros possíveis objetos de pesquisa. Serão analisadas pinturas de artistas sacros como Aldo Locatelli e Emilio Sessa, estabelecendo relações entre a doutrina católica vigente entre a década de 1940 e meados de 1960 e os ícones e símbolos de devoção que formam o seu conjunto em algumas das igrejas onde foram produzidas.  Um dos mais populares atos devocionais da Igreja católica, mas presente, também, nos terreiros do candomblé do Brasil, a Festa do Divino Espírito Santo será analisada através de obras pictóricas, textos literários e históricos, relatos e manifestações da cultura popular que a representam, ou seja, músicas e imagens que têm o Divino Espírito Santo como tema. Textos, imagens e músicas, entre outras fontes serão dados a ler e seus significados serão compreendidos de acordo com os lugares, os momentos e as funções para os quais foram criados.
Oficina 3 - A possessão e o descarrego na Igreja Universal e as fronteiras com o candomblé
Ministrantes:
 Ddo. Babalawô Ivanir dos Santos (UFRJ) e Dda. Sandra Regina Marcelino Pinto (PUC-SP)
A década de 1980 marca, de forma contundente, o alvorecer das religiões cristãs pentecostais no Brasil. Fruto de um intenso processo dos crescimentos religiosos, do seguimento evangélico no país. De modo emblemático, esse ‘fenômeno’ religioso marca, também, os processos acirrados de intolerância religiosa no Brasil contra os adeptos e praticantes da religiões afro-brasileiras. Entretanto, em seu bojo, além dos intensos processos de estigmatizarão e preconceitos, estão os processos de “religiofagia” e “exacerbação” unidos diretamente às diligências dos cultos pentecostais neopentecostais por meio das possessões, que passa a tomar contornos benéficos ou maléficos de acordo com o ambiente em que elas se manifestam. Portanto, a proposta da oficina se concentra na discussão da possessão em seu sentido lato e na possessão como fenômeno religioso no pentecostalismo. A intenção é discutir a proporção comercial que a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) explora a “possessão” demoníaca legitimando seu poder de expulsar o demônio.
Oficina 4 - Processos e decisões judiciais: usos e armadilhas em pesquisas históricas
Ministrante:
 Dr. Felipe Cittolin Abal (UPF)
Analisa os processos judiciais e as decisões judicias como fontes para pesquisas históricas através de uma abordagem transdisciplinar que combina Direito e História. Aborda a historicidade das normas, das instituições judiciais e das decisões judiciais. Foca-se, especialmente, na utilização das decisões judiciais em pesquisas históricas, analisando o processo decisório do julgador através de uma prática jurídico-histórica.
Oficina 5 - Fazendo história com relatos de viagem
Ministrante:
 Ddo. Emannuel Reichert (UPF)
Introdução ao uso da literatura de viagem como fonte histórica. Desenvolvimento dos relatos de Heródoto à atualidade. Relação entre o sujeito e o objeto da narrativa e o público leitor. Alteridade e poder. Possibilidades de análise e cuidados necessários com esse gênero textual.
Informações
Mais detalhes sobre o V Simpósio do Grupo de Trabalho de História das Religiões e das Religiosidades - Regional Sul podem ser obtidas no site http://vsimposiogtsul.wixsite.com/vsimposiogtsul/ e pelo e-mail vsimposiogtsul@gmail.com.

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