segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Resultado da Seleção para bolsista PAIDEX

Informamos o resultado da seleção de bolsista remunerado PAIDEX 2018. Os demais candidatos serão convidados posteriormente a participar como voluntários a partir da elaboração do cronograma de trabalho pelo prof. Marcos Gerhardt.

Agradecemos a todos pelo interesse!

Selecionado:
Vitor Mateus Viebrantz

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

CONAPE 2018 será realizado em Passo Fundo no dia 01 de março


O Fórum Nacional Popular de Educação (FNPE) convocou a CONAPE como estratégia para manter a mobilização em torno da defesa do Plano Nacional de Educação (PNE). A Conferência tem como objetivo elaborar plataformas de resistência ao desmonte promovido pelo governo federal na área da educação, monitorar as metas e fazer análise crítica das medidas que inviabilizam a efetivação do PNE.
A CONAPE é uma convocação à retomada da democracia no país e das vozes da sociedade civil organizada por meio dos movimentos sociais e das entidades educacionais preocupadas com a defesa e promoção do direito à educação pública, gratuita, laica e de qualidade para todos, numa reafirmação do compromisso com uma educação verdadeiramente transformadora.
No dia 1º/03/2018 serão realizadas discussões sobre os eixos temáticos do Plano Nacional de Educação. Os participantes poderão apresentar moções com conteúdo de caráter estadual ou nacional. A atividade encerra após a escolha dos delegados para participação na etapa estadual do CONAPE. Este compromisso com a participação popular exige muita organização da comunidade educacional, nos seus diferentes segmentos e setores.
CONAPE - PASSO FUNDO
Data: 1 de março de 2018
Local: UPF, auditório de Ciências Econômicas , Administrativas e Contábeis- FEAC. Prédio B6.
*As discussões dos Eixos temáticos acontecerão na Faculdade de Educação
INSCRIÇÕES
Toda a comunidade está convidada a participar da conferência e os interessados devem enviar email para o endereço conapepf@gmail.com nome completo, número de telefone e eixo de discussão que pretende participar até o dia 26/02. Quem já realizou a inscrição tem a participação no evento garantida.
Os eixos são:
Eixo 1- Instituição, democratização, cooperação federativa, regime de colaboração, avaliação e regulação da educação;
Eixo 2- Qualidade, avaliação e regulação das políticas educacionais;
Eixo 3- Gestão democrática, participação popular e controle social;
Eixo 4- Democratização da Educação: acesso, permanência e gestão;
Eixo 5- Educação e diversidade: democratização, direitos humanos, justiça social e inclusão;
Eixo 6- Políticas intersetoriais de desenvolvimento e Educação: cultura, ciência trabalho, meio ambiente, saúde, tecnologia e inovação;
Eixo 7- Valorização dos profissionais da Educação: formação, carreira, remuneração e condições de trabalho e saúdes;
Eixo 8: Financiamento da educação: gestão, transparência e controle social.

Seleção para estágio PAIDEX


Informamos a abertura de seleção para 1 vaga de bolsista remunerado PAIDEX a alunos de História da UPF , para o exercício de 01 de março a 31 de dezembro de 2018 para o projeto CULTURA, MEMÓRIA E PATRIMÔNIO, sob coordenação, no semestre, do prof. Marcos Gerhardt.

Os interessados devem enviar por email de cópia do Boletim Acadêmico ou comprovante de matrícula (alunos do nível I) e texto pessoal de interesse e disponibilidade de 20 horas (vespertino) até dia 25 de fevereiro, para o email gizele@upf.br.

As entrevistas ficam agendadas para o dia 26 de fevereiro, a partir das 14 horas, na coordenação do curso de História.

OBSERVAÇÕES
- Alunos que já possuem outro tipo de bolsa e/ou estágio remunerado não estão habilitados à inscrição.
- Há possibilidade de que sejam também contemplados voluntários para o projeto.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Projeto do Arquivo Histórico Regional/UPF e do Instituto Histórico de Passo Fundo é um dos vencedores do Prêmio Funcultura

“Museu a céu aberto: turismo, educação e cultura” receberá recursos do Funcultura
O projeto “Museu a céu aberto: turismo, educação e cultura”, com ações que envolvem o Cemitério Vera Cruz, promovido pelo Instituto Histórico de Passo Fundo (IHPF) e Arquivo Histórico Regional (AHR) e vinculado ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH/UPF), é um dos vencedores da 3ª edição do Prêmio Funcultura, da Secretaria Municipal de Cultura.
Esse programa de ações tem como propósito maior estimular e promover um novo olhar acerca dos espaços cemiteriais, em específico sobre o Cemitério Vera Cruz, instigando na comunidade a curiosidade e o entendimento desse lugar para além da última morada, mas também como vetor de conhecimento histórico, social e cultural. A ideia é produzir e publicar materiais acadêmico-científicos e de divulgação referentes ao Cemitério Vera Cruz como Museu a Céu Aberto; organizar e promover palestras, debates e passeios guiados no Cemitério; e instalar placas de identificação para a comunidade vivenciar o local como espaço de memória e de turismo cultural.
Em 2014, as equipes do Instituto Histórico de Passo Fundo e do Arquivo Histórico de Passo Fundo iniciaram um programa amplo de atividades concernentes ao Cemitério Vera Cruz. Naquele ano, foi lançada a primeira edição (impressa e digital) do guia de visitação do Cemitério. Desde então, ações são promovidas visando constituir a noção de Museu a Céu Aberto e também instigar o uso do cemitério como local para a educação patrimonial, histórica e cultural na cidade. 
A premiação será entregue em março e, dentre as ações previstas no Programa, estão a publicação de uma obra; o lançamento da segunda versão (atualizada) do Guia de Visitação do Cemitério Vera Cruz; workshops; exposição e visitas guiadas ao espaço cemiterial. O prazo de execução das ações é de 12 meses, a contar da data do recebimento do prêmio.
Sobre o Prêmio Funcultura
São premiados oito projetos das áreas de teatro, música, literatura e eventos culturais no valor de R$ 10 mil cada, totalizando R$ 80 mil para a realização das ações propostas. A promoção do Prêmio Funcultura é da Prefeitura de Passo Fundo, por meio da Secretaria de Cultura.

Laboratório de Estudos das Crenças (LEC) divulga cronograma de encontros

A equipe do Laboratório de Estudos das Crenças (LEC-PPGH) divulga as atividades do semestre. Os encontros são abertos a todos os interessados e não demandam inscrições prévias. 


GRUPO DE ESTUDOS
LABORATÓRIO DE ESTUDOS DAS CRENÇAS
Local: Campus I da UPF -  Sala 229 do IFCH – 16 às 18 horas
Coord.: Profa. Gizele Zanotto
Contato: gizele@upf.br

DATA
ATIVIDADE
14/03
Encontro inicial de organização e agendamento de orientações.
21/03
Luteranos em Lagoa Vermelha/RS - Pastor David Karnopp
11/04
Os lugares de fala e as disputas de memórias em Santa Cruz dos Milagres, Pi. – Dda. Edilene Gonçalves do Nascimento Dias
25/04
Análise do Discurso no estudo das religiões e religiosidades - Dra. Gizele Zanotto
09/05
Imji Getsul: Um homem trans como precursor da experiência monástica budista ocidental – Ddo. Daniel Confortin
23/05
Fontes e metodologias em estudos de catolicismos – Ddo. Anderson José Guisolphi
06/06
O pentecostalismo entre os alemães no Rio Grande do Sul - Ddo. Josemar Valdir Modes
20/06
Teoria e Prática do historiador em arquivos - Ddo. Janilton Fernandes Nunes




sábado, 3 de fevereiro de 2018

1917: EUA rompem com a Alemanha

Em 3 de fevereiro de 1917, o presidente americano Woodrow Wilson rompeu relações com a Alemanha em represália ao anúncio de uma guerra de submarinos feito pelo imperador alemão, que ameaçava navios mercantes dos EUA.
US Präsidenten Amtseinführungen Woodrow Wilson und President Taft (Reuters/Library of Congress)
"Quando eclodiu a guerra, eu estava visitando meu irmão em Meissen. Vi os soldados marchando sobre a ponte do rio Elba, com flores nos capacetes", lembrou o veterano Paul Epstein, de Leipzig. Os soldados foram em clima de festa para as frentes de batalha da Primeira Guerra Mundial, acreditando que voltariam para casa em poucas semanas.
O sonho de vitória rápida das potências centro-europeias – Alemanha e Áustria-Hungria – logo se dissipou. A guerra contra a Tríplice Entente, formada pelo Reino Unido, França e Rússia, terminou num beco sem saída.
Os Estados Unidos, por longo tempo, não intervieram no conflito. Apesar de simpatizarem com a Tríplice Entente, mantiveram-se neutros do ponto de vista militar. Financeiramente, porém, já participavam da guerra, com armas, mantimentos e créditos no valor de nove bilhões de dólares. Os navios que traziam as mercadorias para a Europa eram atacados constantemente.
Em 1917, os EUA declararam guerra à Alemanha, alegando lutar contra o autoritarismo e o militarismo. O pretexto para entrar no conflito ao lado da Entente foi o anúncio feito pelo imperador Guilherme 2º, a 1º de fevereiro de 1917, de que iniciaria uma guerra total com submarinos, ameaçando inclusive afundar sem aviso prévio os navios neutros a caminho dos portos britânicos.
Inverno arrasador
No dia 3 de fevereiro, o presidente norte-americano Woodrow Wilson rompeu relações diplomáticas com o Império Alemão. O gelado inverno de 1917 foi arrasador para a Alemanha. A colheita de batatas caiu à metade e 750 mil pessoas morreram de fome.
Paul Epstein, inicialmente entusiasta da guerra, já não acreditava mais na vitória. "A situação era precária. Quanto mais pessoas eram recrutadas, mais diminuía o número de empregos. A economia estava arruinada", conta. O inverno de fome e as greves na indústria armamentista esmagaram os alemães em seu próprio território.
Quando os EUA declararam guerra à Alemanha, começava a Revolução na Rússia. A aliança formada por Alemanha, Áustria-Hungria, Bulgária e Turquia tentou decidir a guerra na Europa Ocidental antes de os americanos desembarcarem na França. Centenas de milhares de soldados morreram nas trincheiras, sem conquistar um só metro de território inimigo. "Era uma guerra tática. Quem olhasse por cima da trincheira era fuzilado", lembra o veterano Epstein.
A intervenção dos EUA decidiu a Primeira Guerra Mundial. Em janeiro de 1918, o presidente Woodrow Wilson apresentou uma proposta de paz de 14 pontos, que só foi aceita pelos alemães quando a derrota já era inevitável. Em julho do mesmo ano, as forças inglesas, francesas e norte-americanas lançaram um ataque definitivo contra a Alemanha, obrigada a retroceder.
A Bulgária e a Áustria retiraram-se do conflito e a Turquia se rendeu. A Alemanha resistiu sozinha, mas a falta de alimentos causada pelo bloqueio aliado e a precária saúde da população colocaram o país à beira da revolução social. A Baviera proclamou-se república e a sublevação alastrou-se por todo o país, até ser anunciada a abdicação do kaiser, exigida pelos EUA.
O líder social-democrata Friedrich Ebert assumiu o poder e negociou a rendição, assinada a 11 de novembro de 1918. Os quatro anos de guerra (1914-1918) deixaram um saldo de 8,7 milhões de soldados mortos e cerca de 20 milhões de feridos.
  • Autoria Gábor Halász (rw)
  • Link permanente http://p.dw.com/p/1FnA

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Senado da Polônia aprova polêmica lei sobre Holocausto

Legislação prevê até três anos de prisão para quem acusar poloneses de cumplicidade em crimes nazistas e usar expressão "campos de extermínio poloneses". Israel e EUA criticam Varsóvia.
Auschwitz
Na Segunda Guerra, mais de um milhão de pessoas morreram no campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia ocupada
O Senado da Polônia aprovou na madrugada desta quinta-feira (01/02) uma polêmica lei sobre o Holocausto, que criminaliza qualquer indivíduo que atribua ao país ou a seu povo culpa por crimes de guerra cometidos pelos nazistas no território polonês. A medida pode abalar as relações com Israel e com os EUA.
A legislação prevê até três anos de prisão ou multa para quem utilizar a expressão "campos de extermínio poloneses", em referência aos campos de concentração erguidos no país pelo regime nazista durante a Segunda Guerra Mundial, exceto em trabalhos de pesquisa ou artísticos. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ainda ser sancionado pelo presidente Andrzej Duda.
A iniciativa, que o governo polonês afirma ter como objetivo "defender a imagem do país", foi duramente criticada por Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, acusou Varsóvia de "querer reescrever a história".
O ministro israelense da Inteligência e Transportes, Israel Katz, acusou Varsóvia de tentar "apagar sua própria responsabilidade" no Holocausto.
"Nenhuma lei pode mudar a história. Nos lembraremos e jamais esqueceremos", disse através do Twitter o parlamentar israelense da oposição Yair Lapid.
Antes da aprovação, os Estados Unidos também protestaram contra a nova lei, expressando "profunda preocupação" com os possíveis efeitos. "Expressões como 'campos de extermínio poloneses' são imprecisas, suscetíveis de induzir a erros e causar feridas, mas receamos que se promulgada, a legislação afete a liberdade de expressão e o debate histórico", disse Heather Nauert, porta-voz do Departamento de Estado americano.
Os críticos da nova lei argumentam que ela pode permitir ao governo negar casos em que a cumplicidade polonesa em crimes de guerra foi provada, assim como pode minar a liberdade de expressão e o discurso acadêmico.
O partido governista Lei e Justiça (PiS), populista de direita, rejeita as críticas. Os conservadores do partido afirmam que está em jogo a defesa da reputação do país e que é necessário corrigir a "linguagem incorreta" muitas vezes utilizada na forma como a história é retratada.
Durante a Segunda Guerra Mundial, mais de um milhão de pessoas morreram no campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau, localizado na Polônia ocupada. Segundo o historiador David Silberklan, do Memorial do Holocausto Yad Vashem, não havia guardas poloneses nos campos situados no país. A Polônia, porém, era permeada por um forte sentimento antissemita, e alguns de seus cidadãos teriam colaborado com os nazistas e assassinado judeus.
Um dos maiores exemplos foi o massacre de 300 judeus pela população cristã-polonesa da cidade de Jedwabne, no leste do país, mas há ainda registros de outros incidentes antissemitas ocorridos no país durante a Segunda Guerra.
RC/lusa/dpa/ap
Fonte: DW Brasil